Turismo

Arraial D’Ajuda é repleta de opções gastronômicas e culturais


Para quem está hospedado em Porto Seguro, basta pegar uma balsa e atravessar o Rio Buranhém (que deságua no mar) para chegar ao distrito de Arraial D’Ajuda. Além das praias do Mucugê, Parracho, Pitinga e Taípe, que são verdadeiros cenários paradisíacos, a gastronomia e a diversidade cultural – já que o local foi refúgio de hippies nas décadas de 1960 e 1970 – fazem do destino um lugar especial.

A travessia dura apenas dois minutos (e custa R$ 5 para os pedestres). Uma dica é fazer o trajeto durante o pôr-do-sol, onde a vista do céu alaranjado refletido na água é imperdível.
A igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, construída no século XVI, também tem origem jesuíta – atrás dela, há o incrível mirante das fitas com uma vista privilegiada de Arraial. O templo é considerado o primeiro santuário mariano (dedicado a Nossa Senhora), e até hoje é fruto da peregrinação de fiéis. Em 1550, o padre Manoel da Nóbrega celebrou a primeira missa em Arraial e o padre José de Anchieta visitou a região em 1583. Relatos de milagres da época dizem que a água jorrou de uma pedra. Esta fonte continua lá até hoje.

Outra questão que soma à atmosfera mística do local foi a migração de hippies nas décadas de 1960 e 1970. Muitos resolveram ficar por lá, e resultado deste movimento pode ser encontrado nas ruas do Mucugê, onde há restaurantes de diversas nacionalidades, lojas de roupas e artesanato e lugares para curtir a noite e tomar um bom drink. A ‘Bróduei’ (ou Broadway), também tem comércio intenso.

Não vão faltar opções de gastronomia ou bebidas. Uma dica é a Cervejaria Arraial D’Ajuda, que tem diversos rótulos de produção artesanal. As garrafas saem a partir de R$ 13 e são ótimas opções de presentes. Para os apreciadores, é possível pedir a tábua degustação com até quatro copos de 200 ml (R$ 25).

Como a atração principal são as praias, o Corujão Bar Restaurante e o Uiki Parracho têm pratos e bebidas deliciosos, com o pé na areia e aquela vista incomparável. Não deixe de experimentar os drinks (vale pedir gin com mel de cacau, R$ 25) e petiscos (batata frita a partir de R$ 15) do primeiro. No segundo, um peixe guaiuba para quatro pessoas acompanhado de farofa de banana da terra, salada, arroz e vinagrete (R$ 158).

A Praia do Parracho pode estranhar os visitantes por conta da quantidade de algas e corais, mas não se intimide: isso é resultado do encontro entre as águas doces e salgadas. Nada tira a beleza da paisagem, que vale ser apreciada.

Trancoso mistura o luxo e o rústico

Localizada a 28 quilômetros da região central de Porto Seguro, o vilarejo de Trancoso é um convite para passeios românticos. Não é à toa que o local, impulsionado por posts de influenciadores digitais no Instagram, virou destino conhecido para casamentos luxuosos, com valores que podem chegar à casa dos milhões. As pequenas casas coloridas, a igreja rústica de São João Batista dos Índios (datada de 1656), posicionada de costas para o mar, e as praias paradisíacas, fazem jus à fama do local.

O quadrado – que na verdade é um retângulo – é a parte que concentra as construções coloridas típicas e reúne restaurantes, cafés, bares e hotéis. Os preços dos pratos são um pouco mais salgados do que nas outras regiões. Por exemplo, um acarajé na parte histórica de Porto Seguro sai por R$ 10, em Trancoso, a iguaria é encontrada por R$ 15, e há pizzas a partir de R$ 40, enquanto em Porto custam R$ 30, e moquecas a partir de R$ 115, sendo encontradas, na média, por R$ 75 em Porto. O mesmo ocorre com o perfil das hospedagens, que são, na maioria, de alto padrão. O visitante também encontra lojas de grife, como Osklen e Lenny Niemeyer.

Em contrapartida, é possível encontrar resquícios da inicial aldeia jesuíta nas paredes das casas do quadrado. Há uma descrição dos antigos moradores, como, por exemplo, a história de Zé Domingues e Christina Vieira. “Os dois tinham leitura, o que era raro naquele tempo. Ele, negociante e dono de terras, era também artista – pintava as bandeiras de São Brás e São Sebastião. E ela, boa curandeira, tomava ciência de tudo.” A iniciativa, que fica nas paredes das casas, integra o Projeto Trancoso: um Legado ao Futuro.

Atrás da igreja, há um mirante onde é possível ter uma bela vista da Praia dos Coqueiros. Um banco de madeira traz a inscrição “pare aqui, aprecie a vida por um minuto e sorria”. Com toda aquela paisagem aos nossos pés, é impossível fazer diferente.

Caraíva conecta com a natureza

‘Sorria, você está em Caraíva!’, é o slogan desta pequena e paradisíaca vila de pescadores que, apesar de fazer parte de Porto Seguro, está localizada a cerca de 70 quilômetros ao sul da região central. Quando chegar lá, se prepare para se desconectar das redes sociais – já que poucas operadoras têm sinal – e entrar em conexão com a natureza.

O caminho leva cerca de duas horas de carro (há opção de ônibus saindo de Arraial na faixa de R$ 20, sendo que saem dois veículos por dia). O trajeto se torna menos cansativo quando se observa as paisagens. Entre elas, estão a fazenda particular de búfalos, possibilitando avistar os animais bem de pertinho, a tribo indígena Imbiriba e uma visão ao longe do Monte Pascoal (primeiro pedaço de terra avistado no descobrimento do País).

Em Caraíva, não é permitida a circulação de veículos automotores, então é necessário deixar o carro estacionado (R$ 20) para fazer travessia utilizando pequeno barco de pesca (R$ 5 por pessoa) sobre o rio que dá nome a vila.

A pequena vila fica entre o rio de água translúcida e o mar, uma das paisagens mais belas e intocáveis de Porto Seguro. O encontro dos fluxos de água proporciona verdadeiro espetáculo da natureza e faz com que o visitante fique indeciso sobre onde vai colocar os seus olhos.

A vila, que é toda cercada por manguezal, tem chão de areia batido, ou seja, é ideal para ficar descalço.Entrar em Caraíva é adentrar em local cheio de paz, mas também de festa, afinal, estamos no Nordeste. As casas de forró são atração noturna e reúnem moradores locais e turistas.

Devido ao acesso difícil, os preços também são um pouco mais altos (porção de mandioca na praia sai por R$ 40). Na vila, não deixe de experimentar o prato sabores de Caraíva (camarão grelhado na manteiga, molho de manga, arroz de coco com palmito e farofa de castanhas) no restaurante Manga Rosa, que sai R$ 158 para duas pessoas. Não tenha pressa e curta esse pedaço do paraíso. 

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