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Jovem da classe C gasta mais com roupas

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

23/11/2010 | 07:02


A população jovem que integra a classe C é vaidosa, tanto que 64% deles deixam a maior parte do salário nas lojas de roupa, calçados, acessórios e perfumarias. Pesquisa da consultoria Data Popular aponta que proporcionalmente, os emergentes gastam mais com esses itens do que as classes DE (60%) e AB (59%).

Torrar quase todo o salário com bolsas, sapatos, bijuterias e vestuário fazia parte da rotina da analista de suporte comercial Suellen Mota da Silva, 22 anos. A mauaense considera que está em fase de recuperação há cerca de um ano, mesmo assim, não deixa de ir satisfazer os mimos pessoais.

"Estourava os limites de dois cartões de crédito. No momento estou mais comedida e compro roupas e acessórios uma vez por mês", diz. O conserto do carro e os gastos com a faculdade também consomem boa parte do rendimento mensal de Suellen.

Para se ter ideia, aos 20 anos, o jovem de classe C (renda familiar entre R$ 2.040 e R$ 5.100) recebe quase metade do salário dos pais aos 50 anos de idade.

"A importância do jovem na participação da renda familiar é um fator decisivo para que ele ocupe papel de destaque dentro da própria casa, o que não ocorre nas classes A e B, onde há uma diferença gritante entre a renda do pai e do filho", destaca o sócio-diretor da consultoria, Renato Meirelles.

Na classe emergente é comum encontrar um filho que recebe salário semelhante ou mesmo mais alto que o dos pais, o que faz com que ele tenha voz ativa no ambiente familiar, principalmente na compra de bens duráveis tecnológicos

Ao contrário do topo da pirâmide, a classe emergente não preza pela exclusividade. Ou seja, na hora de comprar itens para reforçar a aparência, este grupo não vai medir esforços, pois enxerga essas peças como investimento e surpéfluos.

ESCOLARIDADE - O mesmo levantamento identificou que os jovens de 16 a 24 anos da classe C (19%) são os que comprometem mais seus rendimentos com o pagamento de dívidas antigas e contas. Na classe DE esse número é de 15% e AB é de 11%.

Em média, 10% dos jovens integrantes da classe A estudaram mais que os pais, enquanto que na classe C ocorre salto para 68%. Meirelles afirma que os maiores sonhos desses brasileiros estão relacionados aos estudos e à carreira profissional.

Quase metade desse público manifestou essa preocupação na pesquisa (29% para educação e 19% para o trabalho). No topo da pirâmide social, por exemplo, esses indicadores são (27% para educação e 22% para trabalho). Os desejos por casa própria e mais dinheiro no bolso também foram citados na pesquisa.

DÍVIDAS - Proporcionar aos devedores condições especiais para quitar as dívidas como perdão total de juros e taxas, descontos significativos e facilidade de pagamento estão entre os objetivos da campanha Acertando suas Contas, criada pelo SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), que começou ontem e termina no dia 22.

Foi montada estrutura no Pateo do Collegio (Centro de São Paulo) com estande de diversas empresas que atendem os consumidores e muitos saem com a situação resolvida. Segundo a diretora de Serviços, Roseli Garcia, a expectativa é atender 400 mil pessoas, cujas dívidas médias somam R$ 700.

"O recebimento do 13º salário é um bom motivo para regularização das dívidas. As condições de negociação serão mais vantajosas neste mutirão. Os interessados podem procurar as associações comerciais da cidade ou ir até a loja e citar a campanha antes de negociar", orienta Roseli (veja no quadro acima o perfil do endividado).

 



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