Fechar
Publicidade

Sábado, 4 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Paciente com meningite não é isolada


Ana Macchi
Do Diário do Grande ABC

17/05/2003 | 20:07


A paciente Ivete Souza, 37 anos, que está com meningite meningocócica – que é contagiosa – permaneceu em contato com outros pacientes do CHM (Centro Hospitalar Municipal), de Santo André, por quase 16 horas. Ivete deu entrada no CHM às 23h de sexta-feira com sintomas da doença (febre, vômito e manchas na pele) e permaneceu na sala com, pelo menos, mais dez pacientes. Na madrugada, por volta das 5h, o exame confirmou a doença, mas ela só foi transferida para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) às 14h30 de sábado. A meningite meningocócica pode levar à morte.

Para avisar sobre a doença contagiosa, funcionários improvisaram um bilhete que foi pregado na porta da sala de emergência com a mensagem: ‘Uso de máscara. Meningite’. Porém, apenas enfermeiros e médicos usaram o equipamento. Pacientes que estavam no local, inclusive os que tiveram contato com Ivete, permaneciam desprotegidos. Logo após a paciente deixar a sala de emergência, funcionários da limpeza entraram no local – também com máscaras.

No corredor, a mãe de um rapaz que havia sido baleado e estava na emergência, Carmelita Souza, 46 anos, foi alertada por um policial militar para se afastar do local. No período em que a reportagem esteve no prédio, nenhum funcionário pediu para que pacientes ou acompanhantes se afastassem do local.

Ivete chegou sexta-feira acompanhada pelo marido, o motorista Carlos Freitas, 38 anos. Segundo ele, sua mulher já havia passado pela UBS (Unidade Básica de Saúde) Bangu nesta semana. O diagnóstico foi de gripe. Sábado, ela ficou pior e foi para o CHM. “O pessoal disse que agentes da Vigilância Epidemiológica vão fazer os exames na nossa família só na segunda-feira”, disse Freitas. Ele confirmou que a mulher não foi isolada até ser transferida para a UTI.

Soro – Um paciente que estava na sala de emergência – sem máscara – foi atendido por uma enfermeira no corredor do hospital. Na falta de um suporte para soro, a funcionária fez o serviço – ficou segurando o soro no alto. Por todos os cantos, pacientes estavam em macas espalhadas pelo chão dos corredores. O acompanhante de um paciente que mancava informou que não havia cadeira de rodas disponível.

A reportagem procurou o responsável pelo plantão sábado no CHM. Na portaria foi informada que não havia médico responsável, mas que poderia falar com a enfermeira-chefe (Dinah). Ela não foi encontrada. A reportagem também tentou falar com o responsável pelo Centro por telefone, mas ninguém foi localizado.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Paciente com meningite não é isolada

Ana Macchi
Do Diário do Grande ABC

17/05/2003 | 20:07


A paciente Ivete Souza, 37 anos, que está com meningite meningocócica – que é contagiosa – permaneceu em contato com outros pacientes do CHM (Centro Hospitalar Municipal), de Santo André, por quase 16 horas. Ivete deu entrada no CHM às 23h de sexta-feira com sintomas da doença (febre, vômito e manchas na pele) e permaneceu na sala com, pelo menos, mais dez pacientes. Na madrugada, por volta das 5h, o exame confirmou a doença, mas ela só foi transferida para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) às 14h30 de sábado. A meningite meningocócica pode levar à morte.

Para avisar sobre a doença contagiosa, funcionários improvisaram um bilhete que foi pregado na porta da sala de emergência com a mensagem: ‘Uso de máscara. Meningite’. Porém, apenas enfermeiros e médicos usaram o equipamento. Pacientes que estavam no local, inclusive os que tiveram contato com Ivete, permaneciam desprotegidos. Logo após a paciente deixar a sala de emergência, funcionários da limpeza entraram no local – também com máscaras.

No corredor, a mãe de um rapaz que havia sido baleado e estava na emergência, Carmelita Souza, 46 anos, foi alertada por um policial militar para se afastar do local. No período em que a reportagem esteve no prédio, nenhum funcionário pediu para que pacientes ou acompanhantes se afastassem do local.

Ivete chegou sexta-feira acompanhada pelo marido, o motorista Carlos Freitas, 38 anos. Segundo ele, sua mulher já havia passado pela UBS (Unidade Básica de Saúde) Bangu nesta semana. O diagnóstico foi de gripe. Sábado, ela ficou pior e foi para o CHM. “O pessoal disse que agentes da Vigilância Epidemiológica vão fazer os exames na nossa família só na segunda-feira”, disse Freitas. Ele confirmou que a mulher não foi isolada até ser transferida para a UTI.

Soro – Um paciente que estava na sala de emergência – sem máscara – foi atendido por uma enfermeira no corredor do hospital. Na falta de um suporte para soro, a funcionária fez o serviço – ficou segurando o soro no alto. Por todos os cantos, pacientes estavam em macas espalhadas pelo chão dos corredores. O acompanhante de um paciente que mancava informou que não havia cadeira de rodas disponível.

A reportagem procurou o responsável pelo plantão sábado no CHM. Na portaria foi informada que não havia médico responsável, mas que poderia falar com a enfermeira-chefe (Dinah). Ela não foi encontrada. A reportagem também tentou falar com o responsável pelo Centro por telefone, mas ninguém foi localizado.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;