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Opep prevê avanço recorde da demanda global por petróleo em 2021

Arquivo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


14/07/2020 | 09:57


Londres, 14 - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) apresentou nesta terça-feira, 14, sua primeira estimativa para a demanda global pela commodity no ano que vem. Pelos cálculos da entidade que tem sede em Viena, na Áustria, o consumo apresentará um crescimento histórico elevado de 7 milhões de barris por dia (bpd) depois de um ano em que o impacto deve ser muito forte por causa da pandemia de coronavírus.

O relatório mensal da instituição agora divulgado salientou que, regionalmente, o crescimento do consumo deve ser de 3,5 milhões de bpd tanto nos membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) quanto nos países que estão fora da entidade - o Brasil não faz parte da OCDE.

Em relação aos produtos, a Opep previu hoje que a gasolina e o diesel devem registrar os maiores ganhos anuais em 2021, embora os ganhos contínuos de eficiência, incluindo trabalho remoto e teleconferências, possam limitar os avanços de demanda por petróleo no ano que vem, permanecendo abaixo dos níveis identificados antes da crise.

Para 2020, a Opep projetou nesta terça-feira que a demanda mundial deve cair 8,9 milhões de bpd. Há um mês, a expectativa era de queda maior, de 9,07 milhões de bpd e a melhora foi atribuída à demanda de petróleo um pouco melhor do que o esperado da região da OCDE ao longo do segundo trimestre do ano. Esse movimento, conforme o documento, mais do que compensou os ajustes para baixo na demanda por petróleo fora da Organização durante o mesmo trimestre, principalmente na região "Outra Ásia". Nos países desse grupo, a atividade de manufatura enfraquecida e o setor de transporte ficaram abaixo das expectativas.

A demanda global total de petróleo é estimada em 90,7 milhões de bpd em 2020, com expectativa de maior consumo na segunda metade do ano na comparação com a primeira. Para 2021, a demanda por petróleo deverá se recuperar parcialmente da desaceleração exibida em 2020 e ainda crescer para uma média total de 97,7 milhões de bpd. "Estima-se que a demanda por petróleo registre desenvolvimentos significativos em relação ao ano anterior, no entanto, permanecerá muito abaixo dos níveis anteriores à covid-19", comparou.

A Opep presume que a melhora da economia em 2021 em comparação com o ano atual, além da fraca base de comparação, sejam consideradas os fatores determinantes do aumento da demanda. A entidade também supõe que não haverá grandes surtos de covid-19 em 2021 para compor seu cenário para o ano. "A incerteza quanto às premissas de perspectivas para este e o próximo ano permanece extraordinariamente alta, particularmente no que diz respeito ao crescimento econômico (taxas de desemprego, tamanho e efetividade dos estímulos, recuperação setorial da indústria e serviços etc.), bem como os desenvolvimentos da pandemia da covid-19, restrições relacionadas e seu impacto no consumo de petróleo", ponderou a entidade.



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Opep prevê avanço recorde da demanda global por petróleo em 2021


14/07/2020 | 09:57


Londres, 14 - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) apresentou nesta terça-feira, 14, sua primeira estimativa para a demanda global pela commodity no ano que vem. Pelos cálculos da entidade que tem sede em Viena, na Áustria, o consumo apresentará um crescimento histórico elevado de 7 milhões de barris por dia (bpd) depois de um ano em que o impacto deve ser muito forte por causa da pandemia de coronavírus.

O relatório mensal da instituição agora divulgado salientou que, regionalmente, o crescimento do consumo deve ser de 3,5 milhões de bpd tanto nos membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) quanto nos países que estão fora da entidade - o Brasil não faz parte da OCDE.

Em relação aos produtos, a Opep previu hoje que a gasolina e o diesel devem registrar os maiores ganhos anuais em 2021, embora os ganhos contínuos de eficiência, incluindo trabalho remoto e teleconferências, possam limitar os avanços de demanda por petróleo no ano que vem, permanecendo abaixo dos níveis identificados antes da crise.

Para 2020, a Opep projetou nesta terça-feira que a demanda mundial deve cair 8,9 milhões de bpd. Há um mês, a expectativa era de queda maior, de 9,07 milhões de bpd e a melhora foi atribuída à demanda de petróleo um pouco melhor do que o esperado da região da OCDE ao longo do segundo trimestre do ano. Esse movimento, conforme o documento, mais do que compensou os ajustes para baixo na demanda por petróleo fora da Organização durante o mesmo trimestre, principalmente na região "Outra Ásia". Nos países desse grupo, a atividade de manufatura enfraquecida e o setor de transporte ficaram abaixo das expectativas.

A demanda global total de petróleo é estimada em 90,7 milhões de bpd em 2020, com expectativa de maior consumo na segunda metade do ano na comparação com a primeira. Para 2021, a demanda por petróleo deverá se recuperar parcialmente da desaceleração exibida em 2020 e ainda crescer para uma média total de 97,7 milhões de bpd. "Estima-se que a demanda por petróleo registre desenvolvimentos significativos em relação ao ano anterior, no entanto, permanecerá muito abaixo dos níveis anteriores à covid-19", comparou.

A Opep presume que a melhora da economia em 2021 em comparação com o ano atual, além da fraca base de comparação, sejam consideradas os fatores determinantes do aumento da demanda. A entidade também supõe que não haverá grandes surtos de covid-19 em 2021 para compor seu cenário para o ano. "A incerteza quanto às premissas de perspectivas para este e o próximo ano permanece extraordinariamente alta, particularmente no que diz respeito ao crescimento econômico (taxas de desemprego, tamanho e efetividade dos estímulos, recuperação setorial da indústria e serviços etc.), bem como os desenvolvimentos da pandemia da covid-19, restrições relacionadas e seu impacto no consumo de petróleo", ponderou a entidade.

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