Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 7 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Inquérito sobre morte
de menino na Billings
será concluído em abril

Após nove meses do acidente com moto aquática em São
Bernardo, responsável ainda não foi formalmente acusado


Cadu Proieti
Rafael Ribeiro

05/03/2012 | 07:00


Após nove meses da morte por afogamento do jovem Ewerton Nunes dos Santos, 12 anos, que caiu de moto aquática na Represa Billings, em São Bernardo, as investigações do caso ainda não foram finalizadas. Segundo a Polícia Civil, todos os laudos passaram por análise, mas ainda falta colher depoimento de uma testemunha.

O delegado Jacques Alberto Ejzenbaum, que está à frente do caso. considera normal o longo período para finalização do caso. "A demora é comum. Se fazemos a investigação rapidamente pode ocorrer falha que comprometa todo o trabalho", explicou.

A intenção é concluir o caso no próximo mês. O resultado final das investigações irá definir se o mecânico Marcelo Rodrigues Cervantes, que pilotava o equipamento, irá ser indiciado por homicídio culposo ou doloso, ou seja, se ele teve, ou não, intenção de matar. "Seria leviano de minha parte finalizar o caso sem ouvir todas as testemunhas e analisar os laudos. Vamos colher todas as provas possíveis. Acredito que até o fim de abril a apuração tenha terminado", afirmou o delegado. Não há previsão para data do julgamento do acusado.

Ejzenbaum acredita que não pode prever o resultado do inquérito sem ouvir todas as partes envolvidas. "Depende do que a testemunha irá falar. Pode ser que ela fique do lado do acusado ou dê depoimento que mude toda a investigação", relatou.

Caso

O jovem Ewerton Nunes do Santos estava acompanhado de Thiago da Silva Pereira, 13, e brincavam na beira da represa quando avistaram o mecânico Marcelo Rodrigues Cervantes saindo da água com o veículo e pediram para dar uma volta. Cervantes atendeu ao pedido dos meninos e os levou para um passeio, sem colete salva-vidas. Ewerton caiu da moto aquática e desapareceu nas águas, Seu corpo foi encontrado após quatro dias de buscas.

Capitania realiza 38 autuações na represa

Um total de 38 motos aquáticas foram autuadas e duas apreendidas no primeiro fim de semana de fiscalização da Capitania dos Portos na Represa Billings após a morte de um menino de 9 anos, em Ribeirão Pires.

Domingo passado, o garoto estava em um bote, sendo puxado por moto aquática dirigida pelo pai, quando colidiu com uma pilastra, próximo a Prainha Tahiti. Ontem a equipe, formada por três militares da Marinha, vistoriou o local e também a região da Prainha do Riacho Grande, em São Bernardo.

O balanço da inspeção é desolador para ambos os lados. Se a Capitania tem certeza que o trabalho precisará ser intensificado, os donos de motos aquáticas lamentam o que chamam de "perseguição". "Estamos pagando pelos outros. Mas isso é bom", disse o vendedor Adílson Dias, 38 anos, que saiu da Capital para pilotar na região. Era um dos poucos no local. "Caiu muito o movimento. O pessoal chega, vê a fiscalização e vai embora. Agora vai ser assim."

A partir de julho, uma série de mudanças dificultará a vida de quem pretende pilotar. "Mas não adianta nada. No Interior vai continuar como está e só aqui vão fiscalizar", disse outro frequentador, que não quis ser identificado.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Inquérito sobre morte
de menino na Billings
será concluído em abril

Após nove meses do acidente com moto aquática em São
Bernardo, responsável ainda não foi formalmente acusado

Cadu Proieti
Rafael Ribeiro

05/03/2012 | 07:00


Após nove meses da morte por afogamento do jovem Ewerton Nunes dos Santos, 12 anos, que caiu de moto aquática na Represa Billings, em São Bernardo, as investigações do caso ainda não foram finalizadas. Segundo a Polícia Civil, todos os laudos passaram por análise, mas ainda falta colher depoimento de uma testemunha.

O delegado Jacques Alberto Ejzenbaum, que está à frente do caso. considera normal o longo período para finalização do caso. "A demora é comum. Se fazemos a investigação rapidamente pode ocorrer falha que comprometa todo o trabalho", explicou.

A intenção é concluir o caso no próximo mês. O resultado final das investigações irá definir se o mecânico Marcelo Rodrigues Cervantes, que pilotava o equipamento, irá ser indiciado por homicídio culposo ou doloso, ou seja, se ele teve, ou não, intenção de matar. "Seria leviano de minha parte finalizar o caso sem ouvir todas as testemunhas e analisar os laudos. Vamos colher todas as provas possíveis. Acredito que até o fim de abril a apuração tenha terminado", afirmou o delegado. Não há previsão para data do julgamento do acusado.

Ejzenbaum acredita que não pode prever o resultado do inquérito sem ouvir todas as partes envolvidas. "Depende do que a testemunha irá falar. Pode ser que ela fique do lado do acusado ou dê depoimento que mude toda a investigação", relatou.

Caso

O jovem Ewerton Nunes do Santos estava acompanhado de Thiago da Silva Pereira, 13, e brincavam na beira da represa quando avistaram o mecânico Marcelo Rodrigues Cervantes saindo da água com o veículo e pediram para dar uma volta. Cervantes atendeu ao pedido dos meninos e os levou para um passeio, sem colete salva-vidas. Ewerton caiu da moto aquática e desapareceu nas águas, Seu corpo foi encontrado após quatro dias de buscas.

Capitania realiza 38 autuações na represa

Um total de 38 motos aquáticas foram autuadas e duas apreendidas no primeiro fim de semana de fiscalização da Capitania dos Portos na Represa Billings após a morte de um menino de 9 anos, em Ribeirão Pires.

Domingo passado, o garoto estava em um bote, sendo puxado por moto aquática dirigida pelo pai, quando colidiu com uma pilastra, próximo a Prainha Tahiti. Ontem a equipe, formada por três militares da Marinha, vistoriou o local e também a região da Prainha do Riacho Grande, em São Bernardo.

O balanço da inspeção é desolador para ambos os lados. Se a Capitania tem certeza que o trabalho precisará ser intensificado, os donos de motos aquáticas lamentam o que chamam de "perseguição". "Estamos pagando pelos outros. Mas isso é bom", disse o vendedor Adílson Dias, 38 anos, que saiu da Capital para pilotar na região. Era um dos poucos no local. "Caiu muito o movimento. O pessoal chega, vê a fiscalização e vai embora. Agora vai ser assim."

A partir de julho, uma série de mudanças dificultará a vida de quem pretende pilotar. "Mas não adianta nada. No Interior vai continuar como está e só aqui vão fiscalizar", disse outro frequentador, que não quis ser identificado.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;