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Com eventual recuo, PSB de Diadema vivencia crise e saídas


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

21/02/2015 | 07:00


Alvo de especulações que podem resultar na chegada do secretário de Educação de Diadema, Marcos Michels (PV), o PSB municipal vive crise interna e registra baixas importantes em sua base.
Na última semana, a legenda socialista perdeu um de seus mais antigos dirigentes, Brasil da Silva Gomes, que atribuiu em sua saída perda de credibilidade em projeto de candidatura própria para a eleição de 2016, anunciada pela legenda no mês passado, destacando o nome do vereador Vaguinho do Conselho como possível candidato. Junto com ele, mais sete pessoas também devem deixar a sigla.

O ex-dirigente, que atuou no diretório municipal por 28 anos, alegou que as inúmeras trocas de posicionamento político nos últimos anos desgastaram sua relação no partido. “Como estou vendo que a legenda não tem o ego pessoal, prefiro me retirar”, explicou.

Atuante no setor de Esportes, Brasil relembrou que a situação piorou no processo eleitoral de outubro, quando a legenda trabalhou para que Vaguinho saísse como candidato a deputado estadual. “Ele nos virou as costas e decidiu apoiar outros (nomes). Quer dizer, o partido é grande e vem se apequenando e não concordo mais com isso. Fui filiado pela minha mãe, que foi fundadora do partido e hoje é falecida. Em respeito a sua memória, vou embora, pois sei que ela não estaria nada satisfeita com a situação de hoje”, considerou.

O ex-socialista foi taxativo em desconstruir projeto de pré-candidatura da legenda. “Não acho que vá durar até outubro deste ano. Nós tínhamos essa vontade no passado e tivemos em alguns momentos reais condições de levar adiante, mas sempre recuamos para compor com alguém”, disparou.

A queixa de Brasil é diante da postura dos períodos antecedentes aos pleitos municipais de 2004 e 2008, quando a legenda ameaçou chapa própria, mas desistiu por composição com o PSDB, que na época tinha como candidato a prefeito o atual secretário de Saúde da cidade, o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos. Em 2008, inclusive, os socialistas chegaram a divulgar o nome de seu presidente municipal, Manoel José da Silva, o Adelson, como representante na corrida pelo Paço. Em ambos os pleitos, a dobrada com o PSDB foi derrotada pelo PT (2004, por José de Filippi Júnior e em 2008 por Mário Reali). “O José Augusto deu muito pouca atenção sempre para nós e deixamos de concorrer para ajudar ele, sem conseguir objetivar”, complementou.

Atualmente autoproclamado independente na cidade, o PSB concorreu três vezes ao Executivo diademense. Duas com Gilson Menezes – conquistando vitória em 1996 e apenas o terceiro lugar quatro anos depois, quando tentou a reeleição – e com Cláudio Roberto Rosa, em 1988.  



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Com eventual recuo, PSB de Diadema vivencia crise e saídas

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

21/02/2015 | 07:00


Alvo de especulações que podem resultar na chegada do secretário de Educação de Diadema, Marcos Michels (PV), o PSB municipal vive crise interna e registra baixas importantes em sua base.
Na última semana, a legenda socialista perdeu um de seus mais antigos dirigentes, Brasil da Silva Gomes, que atribuiu em sua saída perda de credibilidade em projeto de candidatura própria para a eleição de 2016, anunciada pela legenda no mês passado, destacando o nome do vereador Vaguinho do Conselho como possível candidato. Junto com ele, mais sete pessoas também devem deixar a sigla.

O ex-dirigente, que atuou no diretório municipal por 28 anos, alegou que as inúmeras trocas de posicionamento político nos últimos anos desgastaram sua relação no partido. “Como estou vendo que a legenda não tem o ego pessoal, prefiro me retirar”, explicou.

Atuante no setor de Esportes, Brasil relembrou que a situação piorou no processo eleitoral de outubro, quando a legenda trabalhou para que Vaguinho saísse como candidato a deputado estadual. “Ele nos virou as costas e decidiu apoiar outros (nomes). Quer dizer, o partido é grande e vem se apequenando e não concordo mais com isso. Fui filiado pela minha mãe, que foi fundadora do partido e hoje é falecida. Em respeito a sua memória, vou embora, pois sei que ela não estaria nada satisfeita com a situação de hoje”, considerou.

O ex-socialista foi taxativo em desconstruir projeto de pré-candidatura da legenda. “Não acho que vá durar até outubro deste ano. Nós tínhamos essa vontade no passado e tivemos em alguns momentos reais condições de levar adiante, mas sempre recuamos para compor com alguém”, disparou.

A queixa de Brasil é diante da postura dos períodos antecedentes aos pleitos municipais de 2004 e 2008, quando a legenda ameaçou chapa própria, mas desistiu por composição com o PSDB, que na época tinha como candidato a prefeito o atual secretário de Saúde da cidade, o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos. Em 2008, inclusive, os socialistas chegaram a divulgar o nome de seu presidente municipal, Manoel José da Silva, o Adelson, como representante na corrida pelo Paço. Em ambos os pleitos, a dobrada com o PSDB foi derrotada pelo PT (2004, por José de Filippi Júnior e em 2008 por Mário Reali). “O José Augusto deu muito pouca atenção sempre para nós e deixamos de concorrer para ajudar ele, sem conseguir objetivar”, complementou.

Atualmente autoproclamado independente na cidade, o PSB concorreu três vezes ao Executivo diademense. Duas com Gilson Menezes – conquistando vitória em 1996 e apenas o terceiro lugar quatro anos depois, quando tentou a reeleição – e com Cláudio Roberto Rosa, em 1988.  

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