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Classe média vai pagar
a conta da banda larga


Tauana Marin
Pedro Souza
Alexandre Melo

02/07/2011 | 07:09


A implementação do Plano Nacional de Banda Larga vai demandar mais investimentos das operadoras e essa conta será paga, na opinião de especialistas, pela classe média. As empresas não têm infraestrutura para atender os anseios do governo, que exige disponibilização de conexão de um megabyte e a manutenção de 30% dessa velocidade. Operadoras liberam hoje apenas 10% da velocidade contratada. Para atender ao aumento da demanda e à nova velocidade teriam que investir em infraestrutura.

No País, a banda larga popular custará R$ 35. No Estado de São Paulo, com o desconto do ICMS, sairá por R$ 29,80. "Tudo indica que a conta irá para assinantes de outros pacotes dessas empresas, no caso a classe média", avaliou o professor de Redes de Computador do Instituto de Tecnologia Mauá Everson Denis.

O presidente da consultoria de telecomunicações Teleco, Eduardo Tude, diz acreditar em competição acirrada entre as operadoras. "Quem determina o preço dos serviços é o mercado. Aquela empresa que elevar os valores perderá os clientes", opinou.

A velocidade de conexão estipulada para o início do plano é de um mega. Nesta banda, o consumidor terá acesso, sem muita espera, aos conteúdos básicos da internet, e no máximo à comunicação por voz, serviço disponível em programas de mensagem instantâneas. No entanto, Denis disse que os vídeos serão lentos. Um clipe musical, de seis minutos, poderá levar até 13 minutos para carregar, avaliou o professor. Assistí-lo enquanto carrega será, praticamente, impossível. "Quanto mais movimentos tiver nas cenas, mais demora o vídeo."

Entre as operadoras que atuam na região, só a Telefônica confirmou a venda dos pacotes a partir de 1º de outubro. Serão ofertadas a internet fixa e a móvel, por meio da infraestrutura da Vivo, subsidiária da empresa. A operadora garante que a medida do governo não vai encarecer a oferta dos outros serviços. "A empresa encontrará maneiras de baratear os custos da banda larga popular, usando, quando for vantajoso, a rede móvel ao invés da fixa." Procuradas, GVT, TIM, OI e NET ainda não têm posicionamento sobre o assunto.



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Classe média vai pagar
a conta da banda larga

Tauana Marin
Pedro Souza
Alexandre Melo

02/07/2011 | 07:09


A implementação do Plano Nacional de Banda Larga vai demandar mais investimentos das operadoras e essa conta será paga, na opinião de especialistas, pela classe média. As empresas não têm infraestrutura para atender os anseios do governo, que exige disponibilização de conexão de um megabyte e a manutenção de 30% dessa velocidade. Operadoras liberam hoje apenas 10% da velocidade contratada. Para atender ao aumento da demanda e à nova velocidade teriam que investir em infraestrutura.

No País, a banda larga popular custará R$ 35. No Estado de São Paulo, com o desconto do ICMS, sairá por R$ 29,80. "Tudo indica que a conta irá para assinantes de outros pacotes dessas empresas, no caso a classe média", avaliou o professor de Redes de Computador do Instituto de Tecnologia Mauá Everson Denis.

O presidente da consultoria de telecomunicações Teleco, Eduardo Tude, diz acreditar em competição acirrada entre as operadoras. "Quem determina o preço dos serviços é o mercado. Aquela empresa que elevar os valores perderá os clientes", opinou.

A velocidade de conexão estipulada para o início do plano é de um mega. Nesta banda, o consumidor terá acesso, sem muita espera, aos conteúdos básicos da internet, e no máximo à comunicação por voz, serviço disponível em programas de mensagem instantâneas. No entanto, Denis disse que os vídeos serão lentos. Um clipe musical, de seis minutos, poderá levar até 13 minutos para carregar, avaliou o professor. Assistí-lo enquanto carrega será, praticamente, impossível. "Quanto mais movimentos tiver nas cenas, mais demora o vídeo."

Entre as operadoras que atuam na região, só a Telefônica confirmou a venda dos pacotes a partir de 1º de outubro. Serão ofertadas a internet fixa e a móvel, por meio da infraestrutura da Vivo, subsidiária da empresa. A operadora garante que a medida do governo não vai encarecer a oferta dos outros serviços. "A empresa encontrará maneiras de baratear os custos da banda larga popular, usando, quando for vantajoso, a rede móvel ao invés da fixa." Procuradas, GVT, TIM, OI e NET ainda não têm posicionamento sobre o assunto.

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