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Quinta e última temporada de ‘She-Ra e as Princesas do Poder’ encerra seriado


Luís Felipe Soares

28/06/2020 | 19:03


A jornada de Adora e o mundo de Etéria chegam ao fim. Descobertas, batalhas e reviravoltas fazem parte do recheio apresentado pela série She-Ra e as Princesas do Poder, cuja quinta e última temporada foi colocada no catálogo da Netflix. Os fãs acompanham os acontecimentos desde 2018, com os episódios explorando conflitos entre a realeza de diversas ‘tribos’ e um exército do mal, com a presença de uma mitológica figura loira capaz de trazer esperança. 

O projeto é desenvolvido pelo estúdio DreamWorks Animation Television e faz parte de remakes de shows da década de 1980 repaginados para o atual público juvenil. Mudanças envolvem questões como diversidade entre as pessoas, valores morais de lealdade, união, perseverança e amizade e lições sobre desafios da vida. Claro que fãs mais antigos podem notar referências à versão original.

A história apresenta o planeta de Etéria e mostra como Adora era treinada pela Horda para atacar a Rebelião, grupo de nativos que vive além da Floresta do Sussurro. Ela explora o local e se perde, sendo que encontra uma espada mágica. Conforme conhece esse outro lado do mundo onde vive, descobre que a Horda sempre teve planos maléficos e decide ajudar os novos amigos a resistirem junto com os poderes que a transformam em She-Ra, mística princesa guerreira.

Nos 13 capítulos finais, o público pode ver a conclusão sobre o destino referente a esse universo. Entre spoilers, Adora precisa encontrar uma maneira de se transformar novamente na heroína principal, confrontar o Mestre da Horda e resolver seu relacionamento com a antiga amiga/vilã Felina. Sentimentos de superação, abandono e amor com o próximo fazem parte das resoluções.

She-Ra e as Princesas do Poder se destaca por apostar na humanidade das figuras em cena. Muitos são jovens e precisam aprender a trilhar seu próprio caminho. A protagonista mostra que não é preciso ser invencível e infalível sempre, com o público, principalmente as meninas, percebendo que o empoderamento (ação de se tornar poderoso/a) é essencial.

Representatividade chama a atenção na atual versão

She-Ra e as Princesas do Poder também chama a atenção por causa de sua diversidade. A atual versão aposta em fugir de estereótipos, ou seja, da ideia padronizada sobre alguém ou alguma situação sem realmente conhecer a tudo. 

O visual da protagonista deixou de ser sexualizado, como ocorria no show dos anos 1980 (veja mais abaixo). A nova proposta mostrou que as garotas têm poder para lidar com qualquer problema. Colocar mulheres em papel de destaque é importante para que as meninas possam ter exemplos e compreender que podem, sim, ser as estrelas em suas trajetórias.

Outro ponto de destaque é a presença de personagens LGBTQIA+, movimento de pessoas de diferentes orientações sexuais e identidades de gêneros. Acaba sendo uma quebra de tabu e mostra que a diversidade também ganha espaço nesse tipo de produção da cultura pop, buscando amenizar o preconceito por meio das novas gerações.

Heroína foi criada para atender público de garotas

A onda de revigorar desenhos animados que fizeram sucesso nos anos 1980 continua. She-Ra faz parte da lista de personagens desses seriados.

A origem da heroína data de 1985, quando a animação She-Ra, a Princesa do Poder foi ao ar pela primeira vez, nos Estados Unidos. Ela surgiu depois que os responsáveis pela série He-Man e Os Mestres do Universo viram que parte significativa do público era formado por meninas. A ideia foi colocar uma garota no papel principal.

Na trama, Adora é a irmã gêmea de Adam (nome do rapaz que possui os poderes de He-Man) e também princesa-guerreira do mundo de Etéria. O irmão ajuda a heroína a deixar de ser enganada pelo tirano Hordak e ela decide lutar pela liberdade contra a Horda.

O show teve duas temporadas, exibidas até 1987. Um ano antes havia estreado no Brasil e também teve sucesso entre as crianças da época.

Consultoria de Juliana de Oliveira, historiadora, socióloga, criadora de conteúdo nerd/geek e locutora/apresentadora na @radiogeekbr. 



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Hora de dizer adeus para Etérnia

Quinta e última temporada de ‘She-Ra e as Princesas do Poder’ encerra seriado

Luís Felipe Soares

28/06/2020 | 19:03


A jornada de Adora e o mundo de Etéria chegam ao fim. Descobertas, batalhas e reviravoltas fazem parte do recheio apresentado pela série She-Ra e as Princesas do Poder, cuja quinta e última temporada foi colocada no catálogo da Netflix. Os fãs acompanham os acontecimentos desde 2018, com os episódios explorando conflitos entre a realeza de diversas ‘tribos’ e um exército do mal, com a presença de uma mitológica figura loira capaz de trazer esperança. 

O projeto é desenvolvido pelo estúdio DreamWorks Animation Television e faz parte de remakes de shows da década de 1980 repaginados para o atual público juvenil. Mudanças envolvem questões como diversidade entre as pessoas, valores morais de lealdade, união, perseverança e amizade e lições sobre desafios da vida. Claro que fãs mais antigos podem notar referências à versão original.

A história apresenta o planeta de Etéria e mostra como Adora era treinada pela Horda para atacar a Rebelião, grupo de nativos que vive além da Floresta do Sussurro. Ela explora o local e se perde, sendo que encontra uma espada mágica. Conforme conhece esse outro lado do mundo onde vive, descobre que a Horda sempre teve planos maléficos e decide ajudar os novos amigos a resistirem junto com os poderes que a transformam em She-Ra, mística princesa guerreira.

Nos 13 capítulos finais, o público pode ver a conclusão sobre o destino referente a esse universo. Entre spoilers, Adora precisa encontrar uma maneira de se transformar novamente na heroína principal, confrontar o Mestre da Horda e resolver seu relacionamento com a antiga amiga/vilã Felina. Sentimentos de superação, abandono e amor com o próximo fazem parte das resoluções.

She-Ra e as Princesas do Poder se destaca por apostar na humanidade das figuras em cena. Muitos são jovens e precisam aprender a trilhar seu próprio caminho. A protagonista mostra que não é preciso ser invencível e infalível sempre, com o público, principalmente as meninas, percebendo que o empoderamento (ação de se tornar poderoso/a) é essencial.

Representatividade chama a atenção na atual versão

She-Ra e as Princesas do Poder também chama a atenção por causa de sua diversidade. A atual versão aposta em fugir de estereótipos, ou seja, da ideia padronizada sobre alguém ou alguma situação sem realmente conhecer a tudo. 

O visual da protagonista deixou de ser sexualizado, como ocorria no show dos anos 1980 (veja mais abaixo). A nova proposta mostrou que as garotas têm poder para lidar com qualquer problema. Colocar mulheres em papel de destaque é importante para que as meninas possam ter exemplos e compreender que podem, sim, ser as estrelas em suas trajetórias.

Outro ponto de destaque é a presença de personagens LGBTQIA+, movimento de pessoas de diferentes orientações sexuais e identidades de gêneros. Acaba sendo uma quebra de tabu e mostra que a diversidade também ganha espaço nesse tipo de produção da cultura pop, buscando amenizar o preconceito por meio das novas gerações.

Heroína foi criada para atender público de garotas

A onda de revigorar desenhos animados que fizeram sucesso nos anos 1980 continua. She-Ra faz parte da lista de personagens desses seriados.

A origem da heroína data de 1985, quando a animação She-Ra, a Princesa do Poder foi ao ar pela primeira vez, nos Estados Unidos. Ela surgiu depois que os responsáveis pela série He-Man e Os Mestres do Universo viram que parte significativa do público era formado por meninas. A ideia foi colocar uma garota no papel principal.

Na trama, Adora é a irmã gêmea de Adam (nome do rapaz que possui os poderes de He-Man) e também princesa-guerreira do mundo de Etéria. O irmão ajuda a heroína a deixar de ser enganada pelo tirano Hordak e ela decide lutar pela liberdade contra a Horda.

O show teve duas temporadas, exibidas até 1987. Um ano antes havia estreado no Brasil e também teve sucesso entre as crianças da época.

Consultoria de Juliana de Oliveira, historiadora, socióloga, criadora de conteúdo nerd/geek e locutora/apresentadora na @radiogeekbr. 

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