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Discussão tenta salvar micro empresas


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/03/2009 | 07:00


Dentre os assuntos abordados pelos grupos de trabalho do seminário O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento, o acesso ao crédito - para micro, pequenas e médias empresas e também para o consumidor - , acalorou o debate entre membros de instituições financeiras, representantes públicos, sindicalistas e empresários da região.

O foco girou em torno de propostas de combate à crise com a criação do fundo de aval - instrumento financeiro criado por prefeituras, estados, federações de comércio e indústria e Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para dar garantia as operações de crédito.

Com o instrumento, seria possível sanar um dos problemas apontados: a burocratização no momento da concessão de crédito. Sindicalistas presentes explicaram que as micro empresas que estão com problemas de investimentos não podem esperar tanto tempo para serem socorridas. Agilizar os processos evita a impedir que haja demissões e que o ritmo de produção caía.

Representando o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o assessor da área industrial, Mauro Mattoso, afirmou que perante a crise, o banco - ligado ao Ministério de Desenvolvimento - ampliou, entre outras medidas, o prazo do ‘Programa Especial de Crédito', destinado a pequenas e médias empresas, (consideradas as que têm faturamento inferior a R$ 60 milhões no ano), e também para àquelas com faturamento superior. "Para ter esse empréstimo aprovado é preciso ter capacidade de pagamento, estar em dia com tributos, como previdência, e não estar em falência", sintetizou, e destacou o cartão BNDES, que parcela compras, como as de maquinários.

O Banco do Povo e a Caixa Econômica Federal também participaram do evento, e deixaram claro que buscam parcerias na região, como as associações comerciais, por exemplo, a fim de ajudar empresários e consumidores com modalidades de empréstimos e financiamentos.

Durante o primeiro dia de seminário, o Secretário Estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que a criação da Agência de Fomento do Estado de São Paulo, a Nossa Caixa Desenvolvimento, está em andamento. O empreendimento é chamado de BNDES paulista.

O coordenador do grupo de trabalho, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Caetano, Celso Amâncio, enfatizou a importância de facilitar o crédito ao consumidor, com menores taxas de juros para o crédito consignado, porém de forma consciente. "A ideia é oferecer formas para que as pessoas possam consumir, mas de um certo modo que não se endividem. mas para isso é necessário empenho dos governos municipais, estaduais e federal".

Contra desemprego, grupo quer integração de centros públicos

Michele Loureiro

Na discussão sobre o enfrentamento do desemprego no Grande ABC, uma das principais propostas foi a integração entre os centros públicos de emprego da região.

Para os participantes da discussão - integrantes do Ciesp (Centros das Indústrias do Estado de São Paulo), sindicatos e prefeituras da região - o compartilhamento de dados entre as sete cidades seria uma boa forma de combater o desemprego. "Deste modo o trabalhador residente em Diadema, por exemplo, poderia estar capacitado para uma vaga em Santo André e teria acesso à oportunidade", destacou o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Diadema, Luís Paulo Bresciani.

As propostas do grupo ficaram divididas em dois focos para estímulos: para a atividade econômica e para políticas públicas. No final das quatro horas de discussões, o grupo apresentou uma lista de propostas para melhoria do desemprego na região, que foi anexada a ‘Carta do ABC'.

Turismo de negócios e Câmara Regional norteiam discussão

Lucas Tieppo

Especial para o Diário

O Grupo de Trabalho que teve como tema "Acesso a mercados e potencialidades" discutirá formas da região do ABC criar alternativas para atingir novos mercados.

O coordenador do grupo foi o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Ribeirão Pires, Marcelo Menato, que destacou os principais pontos da discussão. "Não tenho dúvidas que surgiram muitas propostas que podem ser colocadas em prática na região. Uma delas é a reativar a Câmara Regional, para que se torne um fórum de discussão. A outra muito importante é a aceleração da aprovação da Lei Específica da Billlings", afirmou.

Menato também ressaltou a importância de se investir no turismo de negócios na região. "É necessário que haja uma solução conjunta, para que o ABC não perca oportunidades para outras regiões. O poder público deve criar meios para a iniciativa privada investir no turismo de negócios na região", concluiu o secretário.



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Discussão tenta salvar micro empresas

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/03/2009 | 07:00


Dentre os assuntos abordados pelos grupos de trabalho do seminário O ABC do Diálogo e do Desenvolvimento, o acesso ao crédito - para micro, pequenas e médias empresas e também para o consumidor - , acalorou o debate entre membros de instituições financeiras, representantes públicos, sindicalistas e empresários da região.

O foco girou em torno de propostas de combate à crise com a criação do fundo de aval - instrumento financeiro criado por prefeituras, estados, federações de comércio e indústria e Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para dar garantia as operações de crédito.

Com o instrumento, seria possível sanar um dos problemas apontados: a burocratização no momento da concessão de crédito. Sindicalistas presentes explicaram que as micro empresas que estão com problemas de investimentos não podem esperar tanto tempo para serem socorridas. Agilizar os processos evita a impedir que haja demissões e que o ritmo de produção caía.

Representando o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o assessor da área industrial, Mauro Mattoso, afirmou que perante a crise, o banco - ligado ao Ministério de Desenvolvimento - ampliou, entre outras medidas, o prazo do ‘Programa Especial de Crédito', destinado a pequenas e médias empresas, (consideradas as que têm faturamento inferior a R$ 60 milhões no ano), e também para àquelas com faturamento superior. "Para ter esse empréstimo aprovado é preciso ter capacidade de pagamento, estar em dia com tributos, como previdência, e não estar em falência", sintetizou, e destacou o cartão BNDES, que parcela compras, como as de maquinários.

O Banco do Povo e a Caixa Econômica Federal também participaram do evento, e deixaram claro que buscam parcerias na região, como as associações comerciais, por exemplo, a fim de ajudar empresários e consumidores com modalidades de empréstimos e financiamentos.

Durante o primeiro dia de seminário, o Secretário Estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que a criação da Agência de Fomento do Estado de São Paulo, a Nossa Caixa Desenvolvimento, está em andamento. O empreendimento é chamado de BNDES paulista.

O coordenador do grupo de trabalho, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Caetano, Celso Amâncio, enfatizou a importância de facilitar o crédito ao consumidor, com menores taxas de juros para o crédito consignado, porém de forma consciente. "A ideia é oferecer formas para que as pessoas possam consumir, mas de um certo modo que não se endividem. mas para isso é necessário empenho dos governos municipais, estaduais e federal".

Contra desemprego, grupo quer integração de centros públicos

Michele Loureiro

Na discussão sobre o enfrentamento do desemprego no Grande ABC, uma das principais propostas foi a integração entre os centros públicos de emprego da região.

Para os participantes da discussão - integrantes do Ciesp (Centros das Indústrias do Estado de São Paulo), sindicatos e prefeituras da região - o compartilhamento de dados entre as sete cidades seria uma boa forma de combater o desemprego. "Deste modo o trabalhador residente em Diadema, por exemplo, poderia estar capacitado para uma vaga em Santo André e teria acesso à oportunidade", destacou o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Diadema, Luís Paulo Bresciani.

As propostas do grupo ficaram divididas em dois focos para estímulos: para a atividade econômica e para políticas públicas. No final das quatro horas de discussões, o grupo apresentou uma lista de propostas para melhoria do desemprego na região, que foi anexada a ‘Carta do ABC'.

Turismo de negócios e Câmara Regional norteiam discussão

Lucas Tieppo

Especial para o Diário

O Grupo de Trabalho que teve como tema "Acesso a mercados e potencialidades" discutirá formas da região do ABC criar alternativas para atingir novos mercados.

O coordenador do grupo foi o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Ribeirão Pires, Marcelo Menato, que destacou os principais pontos da discussão. "Não tenho dúvidas que surgiram muitas propostas que podem ser colocadas em prática na região. Uma delas é a reativar a Câmara Regional, para que se torne um fórum de discussão. A outra muito importante é a aceleração da aprovação da Lei Específica da Billlings", afirmou.

Menato também ressaltou a importância de se investir no turismo de negócios na região. "É necessário que haja uma solução conjunta, para que o ABC não perca oportunidades para outras regiões. O poder público deve criar meios para a iniciativa privada investir no turismo de negócios na região", concluiu o secretário.

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