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Três são presos por assassinar motorista de aplicativo de Diadema

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dois homens e uma mulher confessaram o homicídio de Roger Ferreira Silva, 35 anos


Do Diário do Grande ABC

04/01/2021 | 15:31


A Polícia Civil prendeu, neste domingo (3), três pessoas pelo assassinato de Roger Ferreira Silva, 35 anos, de Diadema. Além dos três – dois homens e uma mulher – outros dois homens foram presos acusados de receptação do celular da vítima. O corpo do motorista de aplicativo também foi encontrado ontem dentro de cova rasa aberta na Estrada do Curucutu, Jardim Vera Cruz, extremo sul da Capital. Ele foi chamado para uma corrida na quarta-feira (30) com destino a Parelheiros, também zona sul, e estava desaparecido desde então.

Logo após sair para trabalhar, Silva - que era pai de cinco flhos e começou no aplicativo após perder o emprego no início da pandemia - mandou mensagens para vários contatos do celular pedindo para transferir para a conta dele R$ 300. Um dos primos chegou a fazer a transação, mas negou quando foi solicitado mais. Após isso, o motorista não respondeu. O carro de Silva foi localizado no sábado (2), na Avenida José Lutzenberg, em Parelheiros. O Renault Sandero preto estava carbonizado.

Um dia depois, o celular da vítima foi encontrado com uma menina de 12 anos. "Com o uso do aparelho, tentaram habilitar aplicativo (Snapchat) e foi uma mensagem para o e-mail da vítima. A Polícia Militar, por geolocalização, conseguiu encontrar a criança e sua mãe, que informou que o celular tinha sido um presente de um conhecido", explicou o delegado Fábio Baena Martin, responsável pela equipe do Cerco (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas).

De acordo com Martin, depois disso a PM encontrou o conhecido, um homem de 53 anos, e na sequência a pessoa com quem ele adquiriu o aparelho, de 25 anos. Os dois foram presos por receptação e associação criminosa e o responsável pela venda indicou o local onde dois suspeitos, que teriam fornecido o celular, estavam. No imóvel, localizado na Rua Gilda Vispa, em Parelheiros, foram encontrados e presos Maicom e Jefferson, ambos com 25 anos, e Emily, 19. Na casa foram apreendidas diversas munições, um carregador de fuzil, um simulacro de arma de fogo e dois cartões em nome da vítima. Durante a ação, dois dos criminosos tentaram fugir pulando o muro da casa e também resistiram à detenção.

Todos os envolvidos foram levados à unidade policial, onde a mulher confessou ter cometido, com o auxílio dos dois comparsas, o roubo e assassinato do motorista. "Eles iniciaram o crime com o roubo e não deu certo porque nos serviços de aplicativo os pagamentos costumam ser feitos em cartão. Depois, exigiram que a vítima, que estava sob ameaça, solicitasse valores de conhecidos para ser liberada, evoluindo para extorsão mediante sequestro, o que também não deu certo. Por último, eles realizaram o homicídio", esclareceu o delegado.

Depois da confissão, a criminosa indicou o local onde o corpo do motorista poderia ser encontrado. No endereço, na Estrada da Ligação, em área de mata fechada, os policiais civis encontraram o cadáver enterrado em uma cova rasa. A vítima estava com as mãos amarradas para trás e com sinais de tortura, já que estava com alguns dedos das mãos decepados. Os executores confessaram que cometeram o homicídio, degolando o pescoço do homem, com autorização de uma facção.

Foram solicitados exames aos institutos de Criminalística e Médico Legal e o trio indiciado por homicídio qualificado, organização criminosa, tortura, extorsão mediante sequestro, ocultação de cadáver, resistência, roubo e posse ou porte ilegal de arma de fogo. Os três tiveram a prisão preventiva solicitada à Justiça.



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