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Rhodia Têxtil desenvolve fios inteligentes na fábrica da região

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com planta em Santo André, grupo investiu
cerca de R$ 50 milhões nos últimos dois anos


Daniel Tossato

04/06/2017 | 07:07


Pioneirismo é a palavra que resume a ação da Rhodia no Grande ABC. Prestes a completar 100 anos na região – a primeira planta começou a funcionar em Santo André em 1919 –, a fábrica tem criado não apenas produtos têxteis, mas também tendência naquilo que há de mais moderno em inovação tecnológica quando o assunto é fio. Nos últimos dois anos, o grupo fez investimento de cerca de R$ 50 milhões na fábrica andreense para produzir cerca de 30 mil toneladas de fios por temporada. 

Essa modernização pode ser observada nos produtos que, ao se tornarem peças de roupa, melhoram a microcirculação sanguínea e se biodegradam com mais rapidez na natureza. A marca Emana – uma das patentes do grupo – tem tecnologia avançada de produção do fio que age em camadas específicas da pele e oferece melhor desempenho para a circulação do sangue. Com patente criada na fábrica de Santo André, a Emana já foi distribuída para todo o mundo e tem agradado, em especial, atletas e entusiastas de esportes. 

“Muita gente não sabe, mas pode estar usando uma peça de roupa feita através de muita tecnologia aplicada nos fios, na fábrica aqui de Santo André”, explica um dos presidentes da Rhodia Têxtil Renato Boaventura. “Não é errado dizer que é uma patente made in Santo André”, brinca o executivo. Boaventura ainda aponta que, mesmo em épocas de crise, a empresa continua a investir. 

Outro pioneirismo da Rhodia é um fio que recebeu o nome de Amni Soul Echo, que enquanto malhas comuns demoram até 70 anos para se biodegradarem em aterros, esta fibra demora apenas três anos para se decompor no solo, reduzindo os impactos deste tipo de descarte na natureza.

O início dos anos 2000 ficou marcado para o grupo como a era de tendências e inovações. Em 1992, quando já tinha 25 anos de know how no setor têxtil, iniciou desafios para fabricar suas bobinas de tecidos utilizando fibras. “O Emana, por exemplo, levou mais de cinco anos de desenvolvimento. E constatamos que ele pode suprir dois mercados distintos, o de beleza e o esportivo”, explica Boaventura.

Guiado por quatro megatendências com apelo mundial – saúde e bem-estar, urbanização, conectividade e sustentabilidade – o conglomerado também sofreu impactos nos últimos anos de crise. E foram essas tendências e a busca pelo pioneirismo que fizeram a empresa margear as dificuldades, sem maiores danos. 

Os produtos lançados pelo grupo e que aparecem como inéditos no mercado mundial passam por análise detalhada dos maiores laboratórios do País. “O Emana e o Amni foram analisados por cientistas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)”, ressalta Boaventura. 

Em setembro de 2011, a Rhodia passou a pertencer ao Grupo Solvay, empresa belga de multiespecialidades que trabalha no campo químico.

Empresa participou de experiência pioneira

O planeta Terra não é o limite para a Rhodia e para a Solvay. Em 2014, o grupo participou como um dos principais patrocinadores do projeto Solar Impulse, no qual um avião movido exclusivamente a energia solar completou viagem de 40 mil quilômetros em volta da Terra sem utilizar qualquer tipo de combustível fóssil. 

Junto a esse marco histórico, também ficou registrada a eficiência das tecnologias sustentáveis e da energia renovável, que a empresa andreense pode contribuir. 

Rhodia e o Grande ABC, por assim dizer, estiveram responsáveis pela confecção dos trajes utilizados pelos pilotos da aeronave. O fio têxtil usado foi exatamente o Emana, produzido na planta da fábrica que fica em Santo André. A malha foi utilizada como uma ‘segunda pele’ e atuava para retardar o aparecimento da fadiga muscular, fator importante nesse tipo de voo, com cockpit de dimensões reduzidas. 

Tanto as inovações da Rhodia quanto as da Solvay utilizadas no projeto pioneiro estão ao alcance dos consumidores em diversos tipo de segmentos, tais como automobilístico, aviação e vestuário.

O Solar Impulse, tripulado pelos pilotos Bertrand Piccard e Andre Borschberg, pousou em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em julho de 2016. O executivo da Rhodia Renato Boaventura entregou uma carta, com agradecimentos, aos dois pilotos logo após a aterrissagem. 

Com este projeto, Boaventura explica que tanto a Solvay quanto a Rhodia continuam com o objetivo de serem sempre a ponte entre a ciência e o progresso sustentável. 



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