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Música celebra Renato Russo


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

27/03/2006 | 08:34


Quase dez anos depois de sua morte, em decorrência de complicações relacionadas à Aids, o vocalista e líder da Legião Urbana, Renato Russo (1960-1996), continua sendo uma referência marcante no cenário musical brasileiro. O cantor será reverenciado mais uma vez no especial Renato Russo – Uma Celebração, que o canal Multishow (Sky) exibe nesta segunda-feira, dia em que ele completaria 46 anos, por volta das 22h40, após o flash do Big Brother Brasil.

O programa, com reprises nos próximos dias 28 (às 15h) e 29 (à 1h), foi gravado na Fundição Progresso, situada no berço da boemia carioca, o bairro da Lapa, em dezembro passado, e gerou um CD e um DVD (EMI, R$ 30 e R$ 38, em média, respectivamente) que devem chegar às lojas esta semana.

A idealização e a direção do show ficaram a cargo do jornalista, pesquisador musical e porta-voz da família de Renato, Marcelo Fróes, que contou com o apoio do experiente produtor Liminha, na direção musical. No palco, uma escalão de expoentes do rock brasileiro dos anos 80, como Nasi, Titãs, Plebe Rude, Biquini Cavadão, Toni Platão, Capital Inicial e Paulo Ricardo.

Entre os contemporâneos de Renato, Nasi e Plebe Rude são os que se saem melhor. O primeiro, com uma versão visceral de Música Urbana 2, que caiu bem em seu timbre de voz blueseiro. A Plebe, turbinada por seu mais novo integrante, o ex-Inocentes, Clemente, mandou uma versão cheia de adrenalina de Química, petardo punk rock composto por Renato que foi gravado primeiramente pelos Paralamas do Sucesso, grupo que apadrinhou a turma de Brasília no início da carreira.

Os Titãs cometeram uma versão irrelevante e pobre de Que País é Este, mas conseguiram a redenção ao apresentar a inédita e pesada Fábrica 2. “Não sei se tenho medo/Só esse desespero, que esqueço quando bebo”, diz um dos trechos da canção. A outra inédita é o tema instrumental O Grande Inverno na Rússia, executado pelo grupo Confraria, que acompanhou os intérpretes do projeto, formada por Billy Brandão (guitarra), Maurício Barros (teclados), Marcelo Costa (bateria) e Bruno Migliari (baixo).

Nada a ver – Não faltaram representantes de outras tribos que, pouco ou quase nada têm a ver com a proposta musical e estética do intérprete, entre eles o fraquíssimo Detonautas (Daniel na Cova dos Leões) e o “cantor” Chorão, do Charlie Brown Jr.. Acompanhado pelo guitarrista Thiago, Chorão apresentou uma versão claudicante e constrangedora de A Canção do Senhor da Guerra. A versão original da música foi gravada unicamente por Renato, em 1984, e só lançada no disco Música para Acampamentos, de 1992.

O disco conta ainda com as participações do Cidade Negra (Geração Coca-Cola) Vanessa da Mata (Por Enquanto), Fernanda Takai e John Ulhoa, do Pato Fu (Eu Sei), Leela, (Vamos Fazer um Filme) e Isabela Taviani (Vinte Nove).

No DVD, é possível conferir a performance dos estreantes do Forfun (Metrópole) e do Tantra (Fábrica). Como aperitivo, o making of do show, produzido por Rodrigo Pinto, e entrevistas com a mãe de Renato, dona Carminha, a irmã Carmen Thereza e o filho Giuliano. No geral, apesar da produção bem cuidada, um trabalho irregular e inferior à estatura artística de Renato.

Cinema – Depois de Cazuza, O Tempo não Pára, de Sandra Werneck, será a vez de Renato Russo. Ainda em fase de pré-produção e sem data prevista para estréia, o longa Religião Urbana, do diretor Antônio Carlos da Fontoura, deverá contar o início da carreira de Renato, em Brasília. Suas canções também deverão servir de base para os filmes Faroeste Cabloco, de René Sampaio, e Eduardo e Mônica, da atriz Denise Bandeira, que foi uma das melhores amigas do intérprete.


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