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Alckmin denuncia ‘campanha do medo’



16/10/2006 | 23:50


O candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, acusou nesta segunda-feira o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, de estar promovendo a “campanha do medo” nessas eleições.

“A campanha inteira deles é sobre o medo, dizendo que o adversário poderá tirar o Bolsa-Família. Primeiro, não vou tirar; segundo, minha prioridade é o emprego. Este é o desafio brasileiro”, afirmou Alckmin, no início da tarde, depois de passar a manhã gravando seu programa do horário eleitoral gratuito.

Na campanha presidencial de 2002, cujo presidenciável tucano era José Serra, foi o PT que acusou o PSDB de fazer a chamada “política do medo”. O tucano já havia encerrado a entrevista, concedida em frente à produtora que grava seus programas, mas voltou para falar com os repórteres e cobrar, mais uma vez, explicações sobre a origem do total de R$ 1,75 milhão, que seria utilizado na compra do dossiê Vedoin.

“Já passaram 31 dias (da apreensão do dinheiro) e o Lula ainda não explicou a origem (dos recursos). Estão escondendo a verdade do povo brasileiro”, destacou. “Não tem governo que se sustente sobre a mentira. A população brasileira merece respeito e conhecer a verdade.”

O candidato defendeu que as investigações a respeito do dossiê Vedoin tenham o monitoramento da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), conforme proposta apresentada pelo presidente nacional de seu partido, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

“É uma segurança para a sociedade, porque essas investigações vão a passos de tartaruga.” Questionado se o acompanhamento das investigações não levantaria suspeição com relação ao trabalho desenvolvido pela Polícia Federal, o tucano desconversou: “A PF é uma boa polícia, mas o PT está escondendo (os fatos)”.

Alckmin discordou do ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Tarso Genro, de que a discussão sobre ética já estaria “exaurida”. O tucano disse que a ética tem de ser discutida, porque não é uma questão secundária, mas sim programática. “O governo precisa ter princípios e valores, fazer mais e melhor para a população. Não vou discutir com o ministro. Deixe o Lula falar que eu respondo.”

O candidato seguiu para o Maranhão, onde faria comício em São Luís. Ele defendeu um programa eficiente para a agricultura no cerrado daquele Estado. Nesta terça-feira, Geraldo Alckmin estará em eventos de campanha no Rio de Janeiro.


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Alckmin denuncia ‘campanha do medo’


16/10/2006 | 23:50


O candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, acusou nesta segunda-feira o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, de estar promovendo a “campanha do medo” nessas eleições.

“A campanha inteira deles é sobre o medo, dizendo que o adversário poderá tirar o Bolsa-Família. Primeiro, não vou tirar; segundo, minha prioridade é o emprego. Este é o desafio brasileiro”, afirmou Alckmin, no início da tarde, depois de passar a manhã gravando seu programa do horário eleitoral gratuito.

Na campanha presidencial de 2002, cujo presidenciável tucano era José Serra, foi o PT que acusou o PSDB de fazer a chamada “política do medo”. O tucano já havia encerrado a entrevista, concedida em frente à produtora que grava seus programas, mas voltou para falar com os repórteres e cobrar, mais uma vez, explicações sobre a origem do total de R$ 1,75 milhão, que seria utilizado na compra do dossiê Vedoin.

“Já passaram 31 dias (da apreensão do dinheiro) e o Lula ainda não explicou a origem (dos recursos). Estão escondendo a verdade do povo brasileiro”, destacou. “Não tem governo que se sustente sobre a mentira. A população brasileira merece respeito e conhecer a verdade.”

O candidato defendeu que as investigações a respeito do dossiê Vedoin tenham o monitoramento da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), conforme proposta apresentada pelo presidente nacional de seu partido, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

“É uma segurança para a sociedade, porque essas investigações vão a passos de tartaruga.” Questionado se o acompanhamento das investigações não levantaria suspeição com relação ao trabalho desenvolvido pela Polícia Federal, o tucano desconversou: “A PF é uma boa polícia, mas o PT está escondendo (os fatos)”.

Alckmin discordou do ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Tarso Genro, de que a discussão sobre ética já estaria “exaurida”. O tucano disse que a ética tem de ser discutida, porque não é uma questão secundária, mas sim programática. “O governo precisa ter princípios e valores, fazer mais e melhor para a população. Não vou discutir com o ministro. Deixe o Lula falar que eu respondo.”

O candidato seguiu para o Maranhão, onde faria comício em São Luís. Ele defendeu um programa eficiente para a agricultura no cerrado daquele Estado. Nesta terça-feira, Geraldo Alckmin estará em eventos de campanha no Rio de Janeiro.

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