Fechar
Publicidade

Sábado, 5 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Mestre dos quadrinhos documentado

Banco de dados/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Quadrinista italiano radicado em Santo André, Eugênio Colonnese ganha documentário


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

26/02/2019 | 07:00


Morto do Pântano, Mylar, Superargo e a obra prima Mirza, uma mulher vampira sedutora imaginada em 1967 para a editora Jotaesse. Foi por meio dessas criações que muita gente conheceu e depois se apaixonou pelo trabalho de Eugênio Colonnese. Quadrinista de origem italiana, de Fuscaldo, ele viveu em Buenos Aires e, nos anos 1960, se radicou em Santo André até sua morte, em 2008, sendo considerado mestre na arte ilustrativa. Agora, o artista ganha homenagem por meio do documentário Sobrou Alguma Coisa no Tinteiro? (R$ 25, disponível no site www.comix.com.br), projeto independente assinado pelo também quadrinista Marcio Baraldi, que, inclusive, já documentou outro grande nome dos quadrinhos, o argentino Rodolfo Zalla, na obra Ao Mestre Com Carinho (2013).

Baraldi, assim como tantas pessoas, teve seu primeiro contato com Colonnese na infância, com os personagens acima citados. “(Ele) Estava em todo lugar, onde você olhava, tinha algum quadrinho dele. Fez quadrinhos de todos os tipos que você puder imaginar, sempre com extrema competência”, afirma o andreense.

A ideia de realizar o filme surgiu no período em que conheceu Colonnese, no fim dos anos 1990 – se encontraram pela primeira vez na plataforma de trem em Santo André. “Conheci também outros nomes da geração dele: Rodolfo Zalla, Osvaldo Talo, Primaggio, Rubens Cordeiro, Álvaro de Moya. Percebi que não havia um documentário registrando a obra e trajetoria desses mestres”, explica.

Baraldi afirma que há pouca coisa a respeito de Colonnese no mercado. Ele acredita que deveria haver muito material, já que a produção do artista foi gigantesca. “Se procurar na internet verá que tem pouca coisa dele disponível e, inclusive, pouquíssimas fotos. Se ninguém fizer nada, em pouco tempo ele será esquecido, pois o Brasil é um País sem memória”, alerta.

Como é obra póstuma, Sobrou Alguma Coisa no Tinteiro? conta com depoimentos de familiares do artista, críticos de quadrinhos, como Gonçalo Junior e Álvaro de Moya (1930-2017), e figuras que trabalharam com o quadrinista, casos de Rubens Lucchetti, Rodolfo Zalla (1931-2016), Franco de Rosa e Osvaldo Sequetin. Centenas de imagens, entre quadrinhos, capas de gibis, e, sobretudo, muitas fotos raras cedidas pela família, também fazem parte.

Lili Colonnese, filha do homenageado, diz que a obra será luz para novos talentos. “Bato palmas para meu pai e incentivo muito as pessoas que querem começar (a desenhar) hoje. Esse documentário só veio para trazer inspiração.” Para Baraldi, a obra de Colonnese é atemporal. “Seu trabalho tem que ser estudado por fãs de quadrinhos, críticos e pesquisadores do ramo. E redescoberto e admirado pelo público. Foi um artista extraordinário e o Brasil deve se orgulhar dele por toda contribuição que ele deu.”

Enquanto divulga o documentário de Colonnese, o diretor local segue com outra empreitada: um filme sobre veteranos da HQ nacional. “Fiquei dois anos gravando e agora estou editando. Vai se chamar A Era de Ouro do Quadrinho Brasileiro”, anuncia, ainda sem prazo de lançamento estipulado.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Mestre dos quadrinhos documentado

Quadrinista italiano radicado em Santo André, Eugênio Colonnese ganha documentário

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

26/02/2019 | 07:00


Morto do Pântano, Mylar, Superargo e a obra prima Mirza, uma mulher vampira sedutora imaginada em 1967 para a editora Jotaesse. Foi por meio dessas criações que muita gente conheceu e depois se apaixonou pelo trabalho de Eugênio Colonnese. Quadrinista de origem italiana, de Fuscaldo, ele viveu em Buenos Aires e, nos anos 1960, se radicou em Santo André até sua morte, em 2008, sendo considerado mestre na arte ilustrativa. Agora, o artista ganha homenagem por meio do documentário Sobrou Alguma Coisa no Tinteiro? (R$ 25, disponível no site www.comix.com.br), projeto independente assinado pelo também quadrinista Marcio Baraldi, que, inclusive, já documentou outro grande nome dos quadrinhos, o argentino Rodolfo Zalla, na obra Ao Mestre Com Carinho (2013).

Baraldi, assim como tantas pessoas, teve seu primeiro contato com Colonnese na infância, com os personagens acima citados. “(Ele) Estava em todo lugar, onde você olhava, tinha algum quadrinho dele. Fez quadrinhos de todos os tipos que você puder imaginar, sempre com extrema competência”, afirma o andreense.

A ideia de realizar o filme surgiu no período em que conheceu Colonnese, no fim dos anos 1990 – se encontraram pela primeira vez na plataforma de trem em Santo André. “Conheci também outros nomes da geração dele: Rodolfo Zalla, Osvaldo Talo, Primaggio, Rubens Cordeiro, Álvaro de Moya. Percebi que não havia um documentário registrando a obra e trajetoria desses mestres”, explica.

Baraldi afirma que há pouca coisa a respeito de Colonnese no mercado. Ele acredita que deveria haver muito material, já que a produção do artista foi gigantesca. “Se procurar na internet verá que tem pouca coisa dele disponível e, inclusive, pouquíssimas fotos. Se ninguém fizer nada, em pouco tempo ele será esquecido, pois o Brasil é um País sem memória”, alerta.

Como é obra póstuma, Sobrou Alguma Coisa no Tinteiro? conta com depoimentos de familiares do artista, críticos de quadrinhos, como Gonçalo Junior e Álvaro de Moya (1930-2017), e figuras que trabalharam com o quadrinista, casos de Rubens Lucchetti, Rodolfo Zalla (1931-2016), Franco de Rosa e Osvaldo Sequetin. Centenas de imagens, entre quadrinhos, capas de gibis, e, sobretudo, muitas fotos raras cedidas pela família, também fazem parte.

Lili Colonnese, filha do homenageado, diz que a obra será luz para novos talentos. “Bato palmas para meu pai e incentivo muito as pessoas que querem começar (a desenhar) hoje. Esse documentário só veio para trazer inspiração.” Para Baraldi, a obra de Colonnese é atemporal. “Seu trabalho tem que ser estudado por fãs de quadrinhos, críticos e pesquisadores do ramo. E redescoberto e admirado pelo público. Foi um artista extraordinário e o Brasil deve se orgulhar dele por toda contribuição que ele deu.”

Enquanto divulga o documentário de Colonnese, o diretor local segue com outra empreitada: um filme sobre veteranos da HQ nacional. “Fiquei dois anos gravando e agora estou editando. Vai se chamar A Era de Ouro do Quadrinho Brasileiro”, anuncia, ainda sem prazo de lançamento estipulado.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;