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União mantém nota de risco do governo paulista e trava Linha 18

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tesouro Nacional repete indicador da gestão
Alckmin, tido como obstáculo a financiamento


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

18/08/2017 | 07:00


A União manteve a nota de risco do governo Geraldo Alckmin (PSDB), o que emperra mais uma vez o início das obras da Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra) do Metrô, que ligaria o Grande ABC à Capital. Boletim de finanças divulgado ontem pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional) revela que o rating paulista se manteve em C- pelo terceiro exercício consecutivo.

O indicador é o mesmo desde 2015 e é tido como obstáculo para que o Palácio dos Bandeirantes requisite financiamento externo para custear as desapropriações, primeiro passo físico do projeto. O governo federal alega que o patamar obtido pela gestão tucana não comprova a capacidade financeira do Estado para pagar empréstimo e tem brecado o aval para a transação. A operação de crédito é barrada pela Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), vinculada ao Ministério do Planejamento.

Com contrato assinado desde 2014 com o Consórcio Vem ABC (união das empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio), o projeto foi orçado em R$ 4,2 bilhões e nunca saiu do papel. O governo estadual busca empréstimo de US$ 182,7 milhões (cerca de R$ 580 milhões) para bancar as desapropriações na região e Capital.

Questionado, o governo do Estado informou ter “expectativa” de que a nota de risco seja modificada até o fim do ano, quando a versão definitiva do boletim será divulgada pela União. O Palácio dos Bandeirantes aposta nas mudanças anunciadas pela STN na metodologia de avaliação usada para identificar as notas de risco.

“A expectativa é que, com a reclassificação baseada nos novos critérios, São Paulo receberá uma melhor nota”, informou o governo paulista, por meio de nota. “Cabe salientar que o Estado de São Paulo tem (nota) BB pela agência de risco Standard & Poor’s, mesma nota que o Brasil, e na Stand-Alone Credit Profile, uma nota intrínseca, fica com BB+, ou seja, acima da União”, completa o comunicado estadual.

A gestão Alckmin informou ainda que, paralelamente, estuda possibilidade de custear as desapropriações com recursos do Programa Pró-Transporte, do Ministério das Cidades, que utiliza verbas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Em maio, o Diário revelou que a gestão Alckmin prorrogou pela quarta vez o início da construção da Linha-18. A previsão era de que o projeto, com modal estilo monotrilho, fosse entregue no ano que vem. 



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União mantém nota de risco do governo paulista e trava Linha 18

Tesouro Nacional repete indicador da gestão
Alckmin, tido como obstáculo a financiamento

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

18/08/2017 | 07:00


A União manteve a nota de risco do governo Geraldo Alckmin (PSDB), o que emperra mais uma vez o início das obras da Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra) do Metrô, que ligaria o Grande ABC à Capital. Boletim de finanças divulgado ontem pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional) revela que o rating paulista se manteve em C- pelo terceiro exercício consecutivo.

O indicador é o mesmo desde 2015 e é tido como obstáculo para que o Palácio dos Bandeirantes requisite financiamento externo para custear as desapropriações, primeiro passo físico do projeto. O governo federal alega que o patamar obtido pela gestão tucana não comprova a capacidade financeira do Estado para pagar empréstimo e tem brecado o aval para a transação. A operação de crédito é barrada pela Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), vinculada ao Ministério do Planejamento.

Com contrato assinado desde 2014 com o Consórcio Vem ABC (união das empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio), o projeto foi orçado em R$ 4,2 bilhões e nunca saiu do papel. O governo estadual busca empréstimo de US$ 182,7 milhões (cerca de R$ 580 milhões) para bancar as desapropriações na região e Capital.

Questionado, o governo do Estado informou ter “expectativa” de que a nota de risco seja modificada até o fim do ano, quando a versão definitiva do boletim será divulgada pela União. O Palácio dos Bandeirantes aposta nas mudanças anunciadas pela STN na metodologia de avaliação usada para identificar as notas de risco.

“A expectativa é que, com a reclassificação baseada nos novos critérios, São Paulo receberá uma melhor nota”, informou o governo paulista, por meio de nota. “Cabe salientar que o Estado de São Paulo tem (nota) BB pela agência de risco Standard & Poor’s, mesma nota que o Brasil, e na Stand-Alone Credit Profile, uma nota intrínseca, fica com BB+, ou seja, acima da União”, completa o comunicado estadual.

A gestão Alckmin informou ainda que, paralelamente, estuda possibilidade de custear as desapropriações com recursos do Programa Pró-Transporte, do Ministério das Cidades, que utiliza verbas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Em maio, o Diário revelou que a gestão Alckmin prorrogou pela quarta vez o início da construção da Linha-18. A previsão era de que o projeto, com modal estilo monotrilho, fosse entregue no ano que vem. 

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