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EMTU recua sobre fim da Área 5

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente da companhia afirma que operação do
sistema que atende região está sendo reestruturada


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

28/10/2015 | 07:00


Após anunciar reorganização em seu mapa de operação a partir de 2016, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) recua sobre o fechamento da Área 5 e afirma que o futuro dos ônibus intermunicipais que atendem os sete municípios da região só será decidido no próximo ano, quando todos os contratos vigentes vencem e novo edital será lançado.

De acordo com o presidente da companhia, Joaquim Lopes da Silva Júnior, estudos ainda estão sendo feitos para avaliar impactos de rentabilidade antes da nova organização do sistema ser encaminhada ao governo do Estado para análise. Apesar da mudança depender, principalmente, de fatores que envolvem lucros, Joaquim não quis especificar valores arrecadados com cada um dos cinco setores, entre eles ganho com as tarifas aplicadas, com o Cartão BOM, publicidade, além dos repasses feitos pela EMTU a empresas e consórcios que operam as linhas intermunicipais. “Prevemos, em 2015, arrecadação de aproximadamente R$ 1,8 bilhão com tarifas em todas as áreas”, disse Joaquim sem detalhar.

O Diário chegou a buscar no Portal da Transparência valores arrecadados em cada trecho do sistema operado pela EMTU, mas o balanço de 2014 não informa os números específicos.

Segundo Joaquim, a situação dos ônibus intermunicipais do Grande ABC é um “grande paradoxo”, mas o mesmo garantiu que ainda é cedo para descartar uma sétima licitação para a Área 5. Desde 2006, foram feitas seis tentativas, sendo cinco canceladas por falta de interessados e uma suspensa por ordem da Justiça.

“Vimos a reportagem sobre a preocupação dos usuários com o futuro do Grande ABC. Estamos olhando para São Paulo como um todo e não descartamos nenhuma possibilidade”, ressaltou o presidente da empresa, que ainda comentou sobre a proposta de mudança no mapa de operação. “É importante salientar que estamos pensando em uma nova organização geográfica para toda Região Metropolitana de São Paulo, que inclui 39 municípios. A engenharia financeira avalia todos os custos”, destaca.

Ainda segundo o presidente, a não manutenção da Área 5 “pode ser boa para o Grande ABC, mas não vantajosa para outra área de operação”. Isso porque a incorporação das linhas que atendem as sete cidades da região poderá sobrecarregar os demais sistemas existentes.

Atualmente, 19 empresas têm permissão para atuar no Grande ABC. São 112 linhas intermunicipais com 829 ônibus que transportam, em média, 300 mil passageiros por dia na região.

Apesar disso, Joaquim afirma que o sistema ainda sofre com constantes reclamações. “Podemos utilizar o exemplo do IPQ (Índice de Passageiros por Quilômetro) para evidenciar a falta de estrutura da região. Enquanto o Corredor Metropolitano São Mateus – Jabaquara tem uma média de sete embarques, algumas linhas da Área 5 têm um índice de um ou dois.”

Em relação ao Corredor Metropolitano, operado em parceria com a Metra, Joaquim garantiu que nada será alterado até maio de 2022, quando vence o contrato.



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EMTU recua sobre fim da Área 5

Presidente da companhia afirma que operação do
sistema que atende região está sendo reestruturada

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

28/10/2015 | 07:00


Após anunciar reorganização em seu mapa de operação a partir de 2016, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) recua sobre o fechamento da Área 5 e afirma que o futuro dos ônibus intermunicipais que atendem os sete municípios da região só será decidido no próximo ano, quando todos os contratos vigentes vencem e novo edital será lançado.

De acordo com o presidente da companhia, Joaquim Lopes da Silva Júnior, estudos ainda estão sendo feitos para avaliar impactos de rentabilidade antes da nova organização do sistema ser encaminhada ao governo do Estado para análise. Apesar da mudança depender, principalmente, de fatores que envolvem lucros, Joaquim não quis especificar valores arrecadados com cada um dos cinco setores, entre eles ganho com as tarifas aplicadas, com o Cartão BOM, publicidade, além dos repasses feitos pela EMTU a empresas e consórcios que operam as linhas intermunicipais. “Prevemos, em 2015, arrecadação de aproximadamente R$ 1,8 bilhão com tarifas em todas as áreas”, disse Joaquim sem detalhar.

O Diário chegou a buscar no Portal da Transparência valores arrecadados em cada trecho do sistema operado pela EMTU, mas o balanço de 2014 não informa os números específicos.

Segundo Joaquim, a situação dos ônibus intermunicipais do Grande ABC é um “grande paradoxo”, mas o mesmo garantiu que ainda é cedo para descartar uma sétima licitação para a Área 5. Desde 2006, foram feitas seis tentativas, sendo cinco canceladas por falta de interessados e uma suspensa por ordem da Justiça.

“Vimos a reportagem sobre a preocupação dos usuários com o futuro do Grande ABC. Estamos olhando para São Paulo como um todo e não descartamos nenhuma possibilidade”, ressaltou o presidente da empresa, que ainda comentou sobre a proposta de mudança no mapa de operação. “É importante salientar que estamos pensando em uma nova organização geográfica para toda Região Metropolitana de São Paulo, que inclui 39 municípios. A engenharia financeira avalia todos os custos”, destaca.

Ainda segundo o presidente, a não manutenção da Área 5 “pode ser boa para o Grande ABC, mas não vantajosa para outra área de operação”. Isso porque a incorporação das linhas que atendem as sete cidades da região poderá sobrecarregar os demais sistemas existentes.

Atualmente, 19 empresas têm permissão para atuar no Grande ABC. São 112 linhas intermunicipais com 829 ônibus que transportam, em média, 300 mil passageiros por dia na região.

Apesar disso, Joaquim afirma que o sistema ainda sofre com constantes reclamações. “Podemos utilizar o exemplo do IPQ (Índice de Passageiros por Quilômetro) para evidenciar a falta de estrutura da região. Enquanto o Corredor Metropolitano São Mateus – Jabaquara tem uma média de sete embarques, algumas linhas da Área 5 têm um índice de um ou dois.”

Em relação ao Corredor Metropolitano, operado em parceria com a Metra, Joaquim garantiu que nada será alterado até maio de 2022, quando vence o contrato.

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