Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 19 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Sem água, moradores de Mauá
esperam pelos caminhões-pipa

Até ontem, Jd. Cruzeiro e Pq. das Américas ainda não tinham
abastecimento regular; moradores aguardavam caminhão-pipa


Angela Martins
Do Diário do Grande ABC

17/02/2012 | 07:00


Nove dias depois do rompimento de adutora no bairro Capiburgo, que deixou 320 mil pessoas sem água em Mauá, ainda ontem havia moradores que não tinham o abastecimento regularizado. Bairros mais altos como Parque das Américas e Jardim Cruzeiro não receberam a tão esperada água que foi anunciada pela Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). No Itapark, Zaíra, Parque São Vicente e Guapituba a água voltou timidamente às tubulações.

Durante todo o dia, os moradores da Rua Cora Coralina, no Jardim Cruzeiro, esperaram pacientemente pela chegada do caminhão-pipa, que estava prometido para as 11h. Por volta das 14h30, os baldes da operadora de caixa Lindacir Moraes de Oliveira, 35 anos, ainda estavam vazios. "Fico sentada na frente de casa para vigiar quando o caminhão passar. Meu estoque chegou ao fim. Não tenho água nem para beber."

Na cozinha, a louça espera pela limpeza. As roupas não são lavadas. Nem mesmo cozinhar é permitido na casa de Lindacir, que é casada e tem três filhas. "Comemos pão e bolacha, porque não há água nem para vender por aqui."

Na mesma rua, a manicure Jaqueline de Jesus Resende, 24, já não pode atender suas clientes. "Sem água não há como fazer unhas. A situação está precária, não sabemos mais o que fazer", diz. Mãe de duas crianças, de 3 e 7 anos, Jaqueline não tem água para dar banho nos filhos. "Gastamos R$ 120 em água mineral nesses últimos dias."

No Parque das Américas, a água na Rua Brasília também não havia chegado às caixas até o fim da tarde. Durante a madrugada, um caminhão-pipa abasteceu os moradores. "Não tem uma gota nas torneiras e o que conseguimos vem dos caminhões. Estamos há nove dias sem água, isso é um absurdo", argumenta o desempregado Adalto Fabiano de Souza, 27.

Na Rua Caianas, o abastecimento ainda era fraco. Sem força para chegar às caixas, a água que pinga das torneiras é estocada. Isso porque os moradores reclamam que o fornecimento está irregular. "A água voltou de madrugada, mas durante o dia parou. No começo da tarde voltou novamente. Por isso estamos guardando em baldes", explica o pedreiro Luiz Clemente de Aguiar, 60.

A vizinha, Jacy Maria de Santana, 36, aproveitou a volta da água para dar banho no filho Henrique, 8 meses. "É melhor garantir do que esperar mais tarde. Durante esses dias foi muito difícil, especialmente por causa do meu filho, que é muito pequeno."

De acordo com a Sama, o abastecimento nesses pontos seria regularizado durante a noite de ontem. A explicação é de que nos bairros onde a água já voltou, a população está consumindo excessivamente, o que está impedindo o retorno para a parte mais alta da cidade.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Sem água, moradores de Mauá
esperam pelos caminhões-pipa

Até ontem, Jd. Cruzeiro e Pq. das Américas ainda não tinham
abastecimento regular; moradores aguardavam caminhão-pipa

Angela Martins
Do Diário do Grande ABC

17/02/2012 | 07:00


Nove dias depois do rompimento de adutora no bairro Capiburgo, que deixou 320 mil pessoas sem água em Mauá, ainda ontem havia moradores que não tinham o abastecimento regularizado. Bairros mais altos como Parque das Américas e Jardim Cruzeiro não receberam a tão esperada água que foi anunciada pela Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). No Itapark, Zaíra, Parque São Vicente e Guapituba a água voltou timidamente às tubulações.

Durante todo o dia, os moradores da Rua Cora Coralina, no Jardim Cruzeiro, esperaram pacientemente pela chegada do caminhão-pipa, que estava prometido para as 11h. Por volta das 14h30, os baldes da operadora de caixa Lindacir Moraes de Oliveira, 35 anos, ainda estavam vazios. "Fico sentada na frente de casa para vigiar quando o caminhão passar. Meu estoque chegou ao fim. Não tenho água nem para beber."

Na cozinha, a louça espera pela limpeza. As roupas não são lavadas. Nem mesmo cozinhar é permitido na casa de Lindacir, que é casada e tem três filhas. "Comemos pão e bolacha, porque não há água nem para vender por aqui."

Na mesma rua, a manicure Jaqueline de Jesus Resende, 24, já não pode atender suas clientes. "Sem água não há como fazer unhas. A situação está precária, não sabemos mais o que fazer", diz. Mãe de duas crianças, de 3 e 7 anos, Jaqueline não tem água para dar banho nos filhos. "Gastamos R$ 120 em água mineral nesses últimos dias."

No Parque das Américas, a água na Rua Brasília também não havia chegado às caixas até o fim da tarde. Durante a madrugada, um caminhão-pipa abasteceu os moradores. "Não tem uma gota nas torneiras e o que conseguimos vem dos caminhões. Estamos há nove dias sem água, isso é um absurdo", argumenta o desempregado Adalto Fabiano de Souza, 27.

Na Rua Caianas, o abastecimento ainda era fraco. Sem força para chegar às caixas, a água que pinga das torneiras é estocada. Isso porque os moradores reclamam que o fornecimento está irregular. "A água voltou de madrugada, mas durante o dia parou. No começo da tarde voltou novamente. Por isso estamos guardando em baldes", explica o pedreiro Luiz Clemente de Aguiar, 60.

A vizinha, Jacy Maria de Santana, 36, aproveitou a volta da água para dar banho no filho Henrique, 8 meses. "É melhor garantir do que esperar mais tarde. Durante esses dias foi muito difícil, especialmente por causa do meu filho, que é muito pequeno."

De acordo com a Sama, o abastecimento nesses pontos seria regularizado durante a noite de ontem. A explicação é de que nos bairros onde a água já voltou, a população está consumindo excessivamente, o que está impedindo o retorno para a parte mais alta da cidade.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;