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Presidente das Filipinas pode sofrer impeachment


Do Diário do Grande ABC

13/11/2000 | 10:27


Uma moçao de destituiçao foi adotada nesta segunda-feira pelo parlamento filipino contra o presidente Joseph Estrada, que agora deve comparecer ante o Senado, convertido em Tribunal, o que poderá levar ao seu impeachment em caso de condenaçao.

Enquanto isso, Estrada, 63 anos, acusado de corrupçao, favorecimento, fraude da confiança pública e violaçao da constituiçao, poderá continuar no cargo até o final do procedimento.

Esta é a primeira vez nas Filipinas que se aplica tal procedimento contra um chefe de Estado. Estrada é acusado de ter recebido US$ 8 milhoes dos organizadores de jogos ilegais.

``Tenho a consciência tranqüila'', afirmou Estrada na manha desta segunda-feira, em uma declaraçao dada à rádio, na qual reiterou sua esperança de que o julgamento vá permitir que ele justifique e limpe sua reputaçao.

O presidente da Câmara de Representantes (câmara baixa do parlamento), Manuel Villar, passou rapidamente à adoçao da moçao de ``impeachment'' no início da sessao plenária, enquanto que, do lado de fora do parlamento, centenas de partidários e oponentes ao presidente realizavam uma manifestaçao.

Sem perder um só minuto, pediu ao secretário geral do parlamento que ``transmitisse imediatamente ao Senado o texto da moçao de destituiçao'' antes de interromper os debates.

Villar enfatizou que a moçao recebeu o número mínimo de 73 votos, ou seja, um terço dos 218 membros da câmara. Depois de sua adoçao, as tribunas da câmara explodiram em aplausos e os opositores começaram a comemorar, enquanto que seus partidários se levantaram para protestar.

Paralelamente, o Senado modificou sua organizaçao ao eleger como seu presidente Aquilino Pimentel, um aliado de Estrada.

Pimentel declarou que ``os olhos do povo e os das democracias do mundo estao voltados para as Filpinas para julgar o funcionamento de suas instituiçoes democráticas''. Pimentel comprometeu-se em fazer ``tudo que que estiver em seu poder para demostrar que a democracia funciona''.

Em seu discurso inaugural, recordou a seus colegas que, no momento, só houve acusaçoes contra o presidente e que as mesmas devem ser provadas.

Pimentel pediu a volta à calma e jurou conduzir o julgamento de ``uma maneira justa e baseada em todos os fatos em questao''.



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Presidente das Filipinas pode sofrer impeachment

Do Diário do Grande ABC

13/11/2000 | 10:27


Uma moçao de destituiçao foi adotada nesta segunda-feira pelo parlamento filipino contra o presidente Joseph Estrada, que agora deve comparecer ante o Senado, convertido em Tribunal, o que poderá levar ao seu impeachment em caso de condenaçao.

Enquanto isso, Estrada, 63 anos, acusado de corrupçao, favorecimento, fraude da confiança pública e violaçao da constituiçao, poderá continuar no cargo até o final do procedimento.

Esta é a primeira vez nas Filipinas que se aplica tal procedimento contra um chefe de Estado. Estrada é acusado de ter recebido US$ 8 milhoes dos organizadores de jogos ilegais.

``Tenho a consciência tranqüila'', afirmou Estrada na manha desta segunda-feira, em uma declaraçao dada à rádio, na qual reiterou sua esperança de que o julgamento vá permitir que ele justifique e limpe sua reputaçao.

O presidente da Câmara de Representantes (câmara baixa do parlamento), Manuel Villar, passou rapidamente à adoçao da moçao de ``impeachment'' no início da sessao plenária, enquanto que, do lado de fora do parlamento, centenas de partidários e oponentes ao presidente realizavam uma manifestaçao.

Sem perder um só minuto, pediu ao secretário geral do parlamento que ``transmitisse imediatamente ao Senado o texto da moçao de destituiçao'' antes de interromper os debates.

Villar enfatizou que a moçao recebeu o número mínimo de 73 votos, ou seja, um terço dos 218 membros da câmara. Depois de sua adoçao, as tribunas da câmara explodiram em aplausos e os opositores começaram a comemorar, enquanto que seus partidários se levantaram para protestar.

Paralelamente, o Senado modificou sua organizaçao ao eleger como seu presidente Aquilino Pimentel, um aliado de Estrada.

Pimentel declarou que ``os olhos do povo e os das democracias do mundo estao voltados para as Filpinas para julgar o funcionamento de suas instituiçoes democráticas''. Pimentel comprometeu-se em fazer ``tudo que que estiver em seu poder para demostrar que a democracia funciona''.

Em seu discurso inaugural, recordou a seus colegas que, no momento, só houve acusaçoes contra o presidente e que as mesmas devem ser provadas.

Pimentel pediu a volta à calma e jurou conduzir o julgamento de ``uma maneira justa e baseada em todos os fatos em questao''.

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