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Brasil investiga China por dumping com alumínio



11/08/2020 | 07:13


A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex) investiga denúncia de dumping por parte da China na venda de laminados de alumínio. De acordo com documentos apresentados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), produtores chineses estariam exportando o produto para o Brasil por preços inferiores aos praticados no próprio mercado interno do país.

"Foram apresentados elementos suficientes que indicam a prática de dumping nas exportações da China para o Brasil do produto objeto da investigação, e de dano à indústria doméstica resultante de tal prática", informou a secretaria.

Se ficar comprovado que houve mesmo a prática de dumping, os produtos chineses poderão ser sobretaxados para entrar no Brasil. O processo pode durar de 10 meses a 18 meses, mas pode ser adotada medida preventiva antes da finalização.

De acordo com o presidente da Abal, Milton Rego, há indicação de aplicação de uma sobretaxa de mais de 50% - a decisão será da Secex. "Nos últimos dois anos, a situação ficou dramática porque aumentou muito a importação de produtos laminados chineses e a participação do país nas importações. A indústria brasileira concorre em situação igual de competitividade com empresas de vários países. O que não podemos admitir são empresas brasileiras concorrendo com um país", afirmou.

A competição no mercado de alumínio ficou ainda mais acirrada nos últimos anos, depois de os Estados Unidos adotarem, em 2018, uma sobretaxa na importação do produto de vários países, inclusive do Brasil, que tem de pagar 10% a mais para entrar no país. Na época, também foram adotadas medidas protecionistas contra o aço, como uma cota máxima para a importação do produto brasileiro.

Na quinta-feira passada, os americanos reacenderam a guerra nesse mercado ao anunciar que voltarão a sobretaxar em 10% as importações de alumínio do Canadá, país que estava de fora da cobrança.

A China é o maior exportador mundial do produto, responsável por mais da metade da produção de alumínio. De acordo com Rego, dos dez principais mercados produtores de alumínio, apenas o Brasil, o décimo, não adotou medidas protetivas.

Em 2019, as lâminas de alumínio da China responderam por 56,6% do total importado. Em 2009, o produto chinês era 11,4% do total importado. No ano passado, o Brasil importou 229,3 mil toneladas e exportou 144,5 mil toneladas. Desse total, 42,7% foram vendidos para os Estados Unidos.

Procurada, a Embaixada da China no Brasil não havia se pronunciado até o fechamento desta edição.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Brasil investiga China por dumping com alumínio


11/08/2020 | 07:13


A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex) investiga denúncia de dumping por parte da China na venda de laminados de alumínio. De acordo com documentos apresentados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), produtores chineses estariam exportando o produto para o Brasil por preços inferiores aos praticados no próprio mercado interno do país.

"Foram apresentados elementos suficientes que indicam a prática de dumping nas exportações da China para o Brasil do produto objeto da investigação, e de dano à indústria doméstica resultante de tal prática", informou a secretaria.

Se ficar comprovado que houve mesmo a prática de dumping, os produtos chineses poderão ser sobretaxados para entrar no Brasil. O processo pode durar de 10 meses a 18 meses, mas pode ser adotada medida preventiva antes da finalização.

De acordo com o presidente da Abal, Milton Rego, há indicação de aplicação de uma sobretaxa de mais de 50% - a decisão será da Secex. "Nos últimos dois anos, a situação ficou dramática porque aumentou muito a importação de produtos laminados chineses e a participação do país nas importações. A indústria brasileira concorre em situação igual de competitividade com empresas de vários países. O que não podemos admitir são empresas brasileiras concorrendo com um país", afirmou.

A competição no mercado de alumínio ficou ainda mais acirrada nos últimos anos, depois de os Estados Unidos adotarem, em 2018, uma sobretaxa na importação do produto de vários países, inclusive do Brasil, que tem de pagar 10% a mais para entrar no país. Na época, também foram adotadas medidas protecionistas contra o aço, como uma cota máxima para a importação do produto brasileiro.

Na quinta-feira passada, os americanos reacenderam a guerra nesse mercado ao anunciar que voltarão a sobretaxar em 10% as importações de alumínio do Canadá, país que estava de fora da cobrança.

A China é o maior exportador mundial do produto, responsável por mais da metade da produção de alumínio. De acordo com Rego, dos dez principais mercados produtores de alumínio, apenas o Brasil, o décimo, não adotou medidas protetivas.

Em 2019, as lâminas de alumínio da China responderam por 56,6% do total importado. Em 2009, o produto chinês era 11,4% do total importado. No ano passado, o Brasil importou 229,3 mil toneladas e exportou 144,5 mil toneladas. Desse total, 42,7% foram vendidos para os Estados Unidos.

Procurada, a Embaixada da China no Brasil não havia se pronunciado até o fechamento desta edição.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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