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Jovens representam na Rio+20

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

24/06/2012 | 07:00


"Nós, da próxima geração, exigimos mudanças e ações para termos um futuro", disse Brittany Trilford, 17 anos, da Nova Zelândia, em discurso na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável), que rolou entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro. O evento reuniu governantes, cientistas, empresários, jornalistas e cidadãos comuns para discutir o futuro do planeta. Brittany foi convidada a participar após vencer competição internacional. A garota disse que, ao representar todos os jovens, estava confusa e brava com o estado do mundo e cobrou soluções.

Não é de hoje que a juventude marca presença em eventos como este. Há 20 anos, em um debate semelhante - o Eco92 - Severn Cullis-Suzuki tinha 12 anos quando fez um discurso emocionante. Ela ficou conhecida como ‘a menina que calou o mundo por cinco minutos'. Severn, agora com 32 anos, foi à Rio+20 e disse que os problemas ainda não foram superados. Para ela, é como se o mundo estivesse em processo de extinção.

Não se trata só do futuro do planeta, mas da humanidade. A existência dos seres vivos depende do meio ambiente. Por enquanto, a natureza produz o suficiente para a nossa sobrevivência, mas apenas 16% das pessoas consomem 78% dos recursos.  Tudo o que fazemos tem impacto na Terra, desde ascender uma luz até comprar um novo aparelho de celular. "Vemos muitas pessoas extremamente consumistas, mas também encontramos jovens engajados nas questões ambientais e sociais", explica Edinilson Ferreira dos Santos, de Santo André, idealizador do Projeto Jovens Lideranças Ambientais.

Para Rafael Zulli, 16 anos, ninguém consegue mudar o País se agir sozinho. "Cada um pode fazer a diferença na comunidade." O garoto participou de um painel na Rio+20 junto de Thiago Gouvêa, 15. "Dá para cuidar do seu espaço ao usar bem a energia e consumir com consciência", acredita Thiago. Os garotos fazem parte do projeto REAJA (Reflexão, Equilíbrio e Ação Junto ao Ambiente), desenvolvido por iniciativa dos próprios estudantes no Colégio Rio Branco, em Sampa.

EXPERIÊNCIA CULTURAL - Quem também marcou presença no evento foi a turma do projeto Rádio Ambiente 21, realizado em parceria com o Sesc São Paulo. Os alunos falaram ao vivo na Rádio Cúpula dos Povos, que é transmitida para 138 países.

"Conheci outras culturas e percebi que existem costumes muito diferentes do que estamos acostumados", conta Ivanilson da Silva, 13 anos, de Santo André. Para Daniel Reis, 14, de Santo André, tudo foi uma surpresa. "Pensei que seria diferente, com as pessoas isoladas em tendas, mas não é. Tem muita gente e o espaço é enorme."

Samanta Batista, 13, de Santo André, entrevistou dois indianos e um indígena e disse que eles foram atenciosos. "Vi muita coisa nova, como o modo de alguns se vestirem, o que comem e ouvi vários idiomas. Foi superinteressante."

  Brittany Trilford

Severn Cullis-Suzuki 



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Jovens representam na Rio+20

Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC

24/06/2012 | 07:00


"Nós, da próxima geração, exigimos mudanças e ações para termos um futuro", disse Brittany Trilford, 17 anos, da Nova Zelândia, em discurso na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável), que rolou entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro. O evento reuniu governantes, cientistas, empresários, jornalistas e cidadãos comuns para discutir o futuro do planeta. Brittany foi convidada a participar após vencer competição internacional. A garota disse que, ao representar todos os jovens, estava confusa e brava com o estado do mundo e cobrou soluções.

Não é de hoje que a juventude marca presença em eventos como este. Há 20 anos, em um debate semelhante - o Eco92 - Severn Cullis-Suzuki tinha 12 anos quando fez um discurso emocionante. Ela ficou conhecida como ‘a menina que calou o mundo por cinco minutos'. Severn, agora com 32 anos, foi à Rio+20 e disse que os problemas ainda não foram superados. Para ela, é como se o mundo estivesse em processo de extinção.

Não se trata só do futuro do planeta, mas da humanidade. A existência dos seres vivos depende do meio ambiente. Por enquanto, a natureza produz o suficiente para a nossa sobrevivência, mas apenas 16% das pessoas consomem 78% dos recursos.  Tudo o que fazemos tem impacto na Terra, desde ascender uma luz até comprar um novo aparelho de celular. "Vemos muitas pessoas extremamente consumistas, mas também encontramos jovens engajados nas questões ambientais e sociais", explica Edinilson Ferreira dos Santos, de Santo André, idealizador do Projeto Jovens Lideranças Ambientais.

Para Rafael Zulli, 16 anos, ninguém consegue mudar o País se agir sozinho. "Cada um pode fazer a diferença na comunidade." O garoto participou de um painel na Rio+20 junto de Thiago Gouvêa, 15. "Dá para cuidar do seu espaço ao usar bem a energia e consumir com consciência", acredita Thiago. Os garotos fazem parte do projeto REAJA (Reflexão, Equilíbrio e Ação Junto ao Ambiente), desenvolvido por iniciativa dos próprios estudantes no Colégio Rio Branco, em Sampa.

EXPERIÊNCIA CULTURAL - Quem também marcou presença no evento foi a turma do projeto Rádio Ambiente 21, realizado em parceria com o Sesc São Paulo. Os alunos falaram ao vivo na Rádio Cúpula dos Povos, que é transmitida para 138 países.

"Conheci outras culturas e percebi que existem costumes muito diferentes do que estamos acostumados", conta Ivanilson da Silva, 13 anos, de Santo André. Para Daniel Reis, 14, de Santo André, tudo foi uma surpresa. "Pensei que seria diferente, com as pessoas isoladas em tendas, mas não é. Tem muita gente e o espaço é enorme."

Samanta Batista, 13, de Santo André, entrevistou dois indianos e um indígena e disse que eles foram atenciosos. "Vi muita coisa nova, como o modo de alguns se vestirem, o que comem e ouvi vários idiomas. Foi superinteressante."

  Brittany Trilford

Severn Cullis-Suzuki 

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