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PS do Nardini reduz acesso de casos sem emergência

Ricardo Trida/Arquivo DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Hospital de Mauá atenderá urgência e algumas especialidades para tentar adequar contrato com Paço


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

29/06/2018 | 07:00


O PS (Pronto-Socorro) do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá, deixará de ser porta aberta e vai atender apenas casos de urgência, ginecologia, psiquiatria e ortopedia. A restrição no equipamento passa a valer na segunda-feira.

A decisão foi acertada ontem pela FUABC (Fundação do ABC), que administra o sistema municipal de Saúde, e a Prefeitura de Mauá. A medida faz parte da construção de outro plano de trabalho para adequar a demanda à capacidade financeira do município.

Restringir o acesso ao PS do Hospital Nardini foi cogitado há duas semanas e revelado pelo Diário porque a gestão da prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), não efetuou pagamento de R$ 2,9 milhões solicitados pela FUABC para manter o hospital. À ocasião, cirurgias eletivas (não emergenciais) foram suspensas por falta de insumos. A administração pagou R$ 500 mil na semana passada e se comprometeu a discutir o assunto.

O PS do Hospital Nardini era referenciado até dezembro – ou seja, atendia apenas casos encaminhados de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) 24 horas ou UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Porém, com reforma do setor, o prefeito Atila Jacomussi (PSB) transformou o PS em porta aberta, o que fez crescer em 40% o volume de atendimentos no local, além de exigir 30% a mais de insumos. Isso sem contrapartida financeira do município. Atila está impedido legalmente de exercer o cargo de prefeito e sua vice, Alaíde, administra o Executivo desde maio.

Nos cálculos da FUABC, 73% dos atendimentos do PS do maior complexo hospitalar de Saúde da cidade são de casos sem emergência. A média mensal é de 400 pacientes no pronto-socorro. Ou seja, aproximadamente 300 pessoas que procuravam o PS do Hospital Nardini poderiam ser atendidas em UPAs ou UBSs, o que sobrecarregou o sistema.

“É importante destacar que o PS não será fechado e que não haverá prejuízos à assistência da população. Afinal, essa dinâmica de atendimento não é nova. Pelo contrário. A assistência no PS do Nardini sempre funcionou nessa configuração”, argumentou a Fundação, que, nesta semana, sinalizou com a continuidade da parceria com Mauá, desde que o contrato seja reajustado. No fim do mês passado, a entidade notificou a Prefeitura sobre a decisão de não mais atuar no município – sairia da cidade amanhã –, porém, acatou determinação do Ministério Público e prorrogou o convênio emergencialmente por 30 dias.

Assinado em 2015, o contrato entre FUABC e governo de Mauá demanda R$ 15 milhões ao mês. Porém, de acordo com a entidade regional, nunca a Prefeitura conseguiu honrar integralmente com a parcela, o que gerou descompasso financeiro e dívida que hoje chega a R$ 120 milhões. Além de novo plano de trabalho, MP, Prefeitura e Fundação debatem a solução desse passivo.  



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PS do Nardini reduz acesso de casos sem emergência

Hospital de Mauá atenderá urgência e algumas especialidades para tentar adequar contrato com Paço

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

29/06/2018 | 07:00


O PS (Pronto-Socorro) do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá, deixará de ser porta aberta e vai atender apenas casos de urgência, ginecologia, psiquiatria e ortopedia. A restrição no equipamento passa a valer na segunda-feira.

A decisão foi acertada ontem pela FUABC (Fundação do ABC), que administra o sistema municipal de Saúde, e a Prefeitura de Mauá. A medida faz parte da construção de outro plano de trabalho para adequar a demanda à capacidade financeira do município.

Restringir o acesso ao PS do Hospital Nardini foi cogitado há duas semanas e revelado pelo Diário porque a gestão da prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), não efetuou pagamento de R$ 2,9 milhões solicitados pela FUABC para manter o hospital. À ocasião, cirurgias eletivas (não emergenciais) foram suspensas por falta de insumos. A administração pagou R$ 500 mil na semana passada e se comprometeu a discutir o assunto.

O PS do Hospital Nardini era referenciado até dezembro – ou seja, atendia apenas casos encaminhados de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) 24 horas ou UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Porém, com reforma do setor, o prefeito Atila Jacomussi (PSB) transformou o PS em porta aberta, o que fez crescer em 40% o volume de atendimentos no local, além de exigir 30% a mais de insumos. Isso sem contrapartida financeira do município. Atila está impedido legalmente de exercer o cargo de prefeito e sua vice, Alaíde, administra o Executivo desde maio.

Nos cálculos da FUABC, 73% dos atendimentos do PS do maior complexo hospitalar de Saúde da cidade são de casos sem emergência. A média mensal é de 400 pacientes no pronto-socorro. Ou seja, aproximadamente 300 pessoas que procuravam o PS do Hospital Nardini poderiam ser atendidas em UPAs ou UBSs, o que sobrecarregou o sistema.

“É importante destacar que o PS não será fechado e que não haverá prejuízos à assistência da população. Afinal, essa dinâmica de atendimento não é nova. Pelo contrário. A assistência no PS do Nardini sempre funcionou nessa configuração”, argumentou a Fundação, que, nesta semana, sinalizou com a continuidade da parceria com Mauá, desde que o contrato seja reajustado. No fim do mês passado, a entidade notificou a Prefeitura sobre a decisão de não mais atuar no município – sairia da cidade amanhã –, porém, acatou determinação do Ministério Público e prorrogou o convênio emergencialmente por 30 dias.

Assinado em 2015, o contrato entre FUABC e governo de Mauá demanda R$ 15 milhões ao mês. Porém, de acordo com a entidade regional, nunca a Prefeitura conseguiu honrar integralmente com a parcela, o que gerou descompasso financeiro e dívida que hoje chega a R$ 120 milhões. Além de novo plano de trabalho, MP, Prefeitura e Fundação debatem a solução desse passivo.  

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