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Ribeirão apresenta bens ao Estado

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projetos para tombamento da Fábrica de Sal e do Casarão Herbert Richers foram protocolados no Conselho de Patrimônio estadual


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

02/11/2015 | 07:00


O Casarão Herbert Richers e a Fábrica de Sal, em Ribeirão Pires, podem estar perto de serem reconhecidos como patrimônios históricos não somente no município, mas também em todo o Estado. Isso porque o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Cultural da cidade apresentou ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), órgão estadual, projeto para tombamento dos dois bens.

O Condephaat já reconheceu a importância do conjunto ferroviário de Ribeirão Pires, tombado em 2011, e da Capela do Pilar, em 1975.

As construções cujas propostas foram encaminhadas agora correm risco de desaparecer. O atual proprietário do casarão, a Lojas Cem, quer derrubá-lo para fazer compensação ambiental imposta pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) por conta da construção do estabelecimento. Em negociações, o conselho e a Prefeitura conseguiram prorrogar tombamento provisório municipal por mais seis meses a fim de manter o diálogo para preservá-lo.

No imóvel, construído na década de 1950 para os pais do famoso cineasta e dublador, foi gravado um dos longas da Família Trapo, Papai Trapalhão, rodado em 1968 com a participação de Jô Soares e outros famosos. Atualmente descaracterizado, mas com caseiros colocados pela Lojas Cem, o espaço passou anos abandonado, pichado e ocupado por moradores de rua e usuários de drogas.

A Fábrica de Sal enfrentou problemas semelhantes. Até o lixo da Prefeitura, como enfeites de Natal e antigas máquinas de escrever, foi deixado ali após o fechamento da escola de música, em 2009, por causa da contaminação das estruturas com cloreto de sódio. De acordo com o presidente do conselho de patrimônio da cidade, Maurício Tintori, o estudo apresentado ao Condephaat como argumento para o tombamento aponta que a unidade fabril foi a primeira do Estado, fundada em 1898 por uma sociedade de irmãos denominada Fratelli Maciotta. O projeto estava vinculado completamente à linha férrea, com ramal e plataforma próprios, conforme a pesquisa.

“Nossa expectativa é que, com o tombamento estadual, possamos reduzir o risco incidente sobre esses patrimônios atualmente”, destaca Tintori. E ele não fala à toa. O prefeito da cidade, Saulo Benevides (PMDB), chegou a dizer, em reunião com historiadores e memorialistas da região, que pretende entregar a Fábrica de Sal para a iniciativa privada, a fim de construir ali o primeiro shopping do município. A Prefeitura e o chefe do Executivo foram procurados, mas não se manifestaram até o fechamento desta edição.

A estimativa é que sejam necessários em torno de R$ 7 milhões para restaurar a construção. Várias tentativas de obter a verba foram realizadas sem sucesso. Porém, atualmente a cidade constrói teleférico ao custo de R$ 25 milhões, inclusive com dinheiro do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias), que em 2013 e 2014 foi equivalente a R$ 4,5 milhões a cada ano. A verba seria suficiente para recuperar esse símbolo da industrialização não apenas para Ribeirão, mas para todo o Estado.



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Ribeirão apresenta bens ao Estado

Projetos para tombamento da Fábrica de Sal e do Casarão Herbert Richers foram protocolados no Conselho de Patrimônio estadual

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

02/11/2015 | 07:00


O Casarão Herbert Richers e a Fábrica de Sal, em Ribeirão Pires, podem estar perto de serem reconhecidos como patrimônios históricos não somente no município, mas também em todo o Estado. Isso porque o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Cultural da cidade apresentou ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), órgão estadual, projeto para tombamento dos dois bens.

O Condephaat já reconheceu a importância do conjunto ferroviário de Ribeirão Pires, tombado em 2011, e da Capela do Pilar, em 1975.

As construções cujas propostas foram encaminhadas agora correm risco de desaparecer. O atual proprietário do casarão, a Lojas Cem, quer derrubá-lo para fazer compensação ambiental imposta pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) por conta da construção do estabelecimento. Em negociações, o conselho e a Prefeitura conseguiram prorrogar tombamento provisório municipal por mais seis meses a fim de manter o diálogo para preservá-lo.

No imóvel, construído na década de 1950 para os pais do famoso cineasta e dublador, foi gravado um dos longas da Família Trapo, Papai Trapalhão, rodado em 1968 com a participação de Jô Soares e outros famosos. Atualmente descaracterizado, mas com caseiros colocados pela Lojas Cem, o espaço passou anos abandonado, pichado e ocupado por moradores de rua e usuários de drogas.

A Fábrica de Sal enfrentou problemas semelhantes. Até o lixo da Prefeitura, como enfeites de Natal e antigas máquinas de escrever, foi deixado ali após o fechamento da escola de música, em 2009, por causa da contaminação das estruturas com cloreto de sódio. De acordo com o presidente do conselho de patrimônio da cidade, Maurício Tintori, o estudo apresentado ao Condephaat como argumento para o tombamento aponta que a unidade fabril foi a primeira do Estado, fundada em 1898 por uma sociedade de irmãos denominada Fratelli Maciotta. O projeto estava vinculado completamente à linha férrea, com ramal e plataforma próprios, conforme a pesquisa.

“Nossa expectativa é que, com o tombamento estadual, possamos reduzir o risco incidente sobre esses patrimônios atualmente”, destaca Tintori. E ele não fala à toa. O prefeito da cidade, Saulo Benevides (PMDB), chegou a dizer, em reunião com historiadores e memorialistas da região, que pretende entregar a Fábrica de Sal para a iniciativa privada, a fim de construir ali o primeiro shopping do município. A Prefeitura e o chefe do Executivo foram procurados, mas não se manifestaram até o fechamento desta edição.

A estimativa é que sejam necessários em torno de R$ 7 milhões para restaurar a construção. Várias tentativas de obter a verba foram realizadas sem sucesso. Porém, atualmente a cidade constrói teleférico ao custo de R$ 25 milhões, inclusive com dinheiro do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias), que em 2013 e 2014 foi equivalente a R$ 4,5 milhões a cada ano. A verba seria suficiente para recuperar esse símbolo da industrialização não apenas para Ribeirão, mas para todo o Estado.

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