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Medicina do ABC centralizará campanha contra câncer de pele


Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

17/11/2001 | 17:34


A SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) promove a terceira edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele no próximo dia 24, das 8h às 15h. No Grande ABC, o atendimento ficará restrito ao Instituto da Pele do ABC, da Faculdade de Medicina do ABC (avenida Príncipe de Gales, 821, em Santo André), com a participação de alunos e doutorandos da Liga de Combate ao Câncer de Pele da instituição. Serão realizados exames clínicos gratuitos para verificar a existência de lesões iniciais da doença, que atinge anualmente cerca de 55 mil brasileiros, de acordo com os números do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Segundo o coordenador regional do evento, o dermatologista da Faculdade de Medicina do ABC, Francisco Macedo Paschoal, caso sejam constatados sinais do câncer, o paciente será orientado a procurar um especialista. “Se a pessoa não tiver condições financeiras ou um convênio médico, poderá ser matriculada em nosso ambulatório pelo SUS (Sistema Único de Saúde).”

A maior incidência de casos é do carcinoma basocelular, que representa 70% dos registros e predomina em pessoas acima dos 40 anos de idade com pele e olhos claros, que têm sensibilidade acentuada aos raios ultravioletas do sol. Algumas das características de risco se evidenciam pela presença de sardas e antecedentes na família, ferimentos que não cicatrizam com facilidade, pintas, sinais e verrugas que mudam de tamanho e cor, e lesões avermelhadas. Em algumas situações, há o comprometimento dos tecidos da pele das cartilagens e dos ossos.

Imigração – “Existe um cuidado maior com idosos de origem européia, população comum na região, pois eles têm pele muito clara e se expuseram ao sol continuamente na juventude, quando trabalhavam como lavradores”, disse Paschoal. O dermatologista afirmou que a maioria dos tipos de câncer de pele são “silenciosos”, porque não causam dor ou coceira, o que faz com que as pessoas não percebam a evolução da doença.

Para se obter diagnóstico preciso, é feita a biópsia (retirada do tecido afetado para exame). “Grande parte dos cânceres de pele não se espalham pelo organismo, quando ocorre a metástase, que é o tipo mais grave e geralmente se apresenta nas formas de manchas pretas, marrom claro ou escuro maiores do que um centímetro e com formatos irregulares.” O tratamento, de maneira geral, é realizado por meio de cirurgia para a retirada do tumor. “O procedimento exige anestesia local e pode ser feito em ambulatório”, disse.

A prevenção começa por uma menor exposição ao sol. “É indicado que sejam evitados o período das 10h às 16h e haja o hábito de se usar protetor solar, com fator mínimo 15, dependendo do tom da pele. Eles devem ser reaplicados, por exemplo, a cada banho de mar ou quando há transpiração excessiva”, disse Paschoal.



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Medicina do ABC centralizará campanha contra câncer de pele

Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

17/11/2001 | 17:34


A SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) promove a terceira edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele no próximo dia 24, das 8h às 15h. No Grande ABC, o atendimento ficará restrito ao Instituto da Pele do ABC, da Faculdade de Medicina do ABC (avenida Príncipe de Gales, 821, em Santo André), com a participação de alunos e doutorandos da Liga de Combate ao Câncer de Pele da instituição. Serão realizados exames clínicos gratuitos para verificar a existência de lesões iniciais da doença, que atinge anualmente cerca de 55 mil brasileiros, de acordo com os números do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Segundo o coordenador regional do evento, o dermatologista da Faculdade de Medicina do ABC, Francisco Macedo Paschoal, caso sejam constatados sinais do câncer, o paciente será orientado a procurar um especialista. “Se a pessoa não tiver condições financeiras ou um convênio médico, poderá ser matriculada em nosso ambulatório pelo SUS (Sistema Único de Saúde).”

A maior incidência de casos é do carcinoma basocelular, que representa 70% dos registros e predomina em pessoas acima dos 40 anos de idade com pele e olhos claros, que têm sensibilidade acentuada aos raios ultravioletas do sol. Algumas das características de risco se evidenciam pela presença de sardas e antecedentes na família, ferimentos que não cicatrizam com facilidade, pintas, sinais e verrugas que mudam de tamanho e cor, e lesões avermelhadas. Em algumas situações, há o comprometimento dos tecidos da pele das cartilagens e dos ossos.

Imigração – “Existe um cuidado maior com idosos de origem européia, população comum na região, pois eles têm pele muito clara e se expuseram ao sol continuamente na juventude, quando trabalhavam como lavradores”, disse Paschoal. O dermatologista afirmou que a maioria dos tipos de câncer de pele são “silenciosos”, porque não causam dor ou coceira, o que faz com que as pessoas não percebam a evolução da doença.

Para se obter diagnóstico preciso, é feita a biópsia (retirada do tecido afetado para exame). “Grande parte dos cânceres de pele não se espalham pelo organismo, quando ocorre a metástase, que é o tipo mais grave e geralmente se apresenta nas formas de manchas pretas, marrom claro ou escuro maiores do que um centímetro e com formatos irregulares.” O tratamento, de maneira geral, é realizado por meio de cirurgia para a retirada do tumor. “O procedimento exige anestesia local e pode ser feito em ambulatório”, disse.

A prevenção começa por uma menor exposição ao sol. “É indicado que sejam evitados o período das 10h às 16h e haja o hábito de se usar protetor solar, com fator mínimo 15, dependendo do tom da pele. Eles devem ser reaplicados, por exemplo, a cada banho de mar ou quando há transpiração excessiva”, disse Paschoal.

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