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Contribuinte paga R$ 300 bi em impostos


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/04/2010 | 07:46


A recuperação da economia fez com que o consumo também fosse retomado, e em proporções maiores até do que nos três primeiros meses de 2008. Esta é uma das razões pelas quais o volume de impostos pagos vem crescendo em ritmo bastante intenso. Para se ter uma ideia, até ontem o contribuinte havia pago R$ 300 bilhões em tributos.

Isso é o que aponta o Impostômetro, painel instalado na sede da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), no centro da Capital, que indica a arrecadação de impostos.

Em 2009 o montante foi atingido somente no dia 13, e em 2008, no dia 14. "No ano passasdo, a economia estava passando por forte retração do consumo e da produção, portanto, é natural que volume menor de impostos fosse arrecadado", explica o economista chefe da ACSP, Marcel Solimeo.

Na comparação com 2008, Solimeo justifica que, neste ano, a atividade econômica está crescendo a uma velocidade muito maior do que há dois anos. "Sem contar o aumento que os preços sofreram de 2008 para cá, por conta do ajuste da inflação."

O fato de o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para veículos ter chegado ao fim em março também contribuiu com o crescimento da arrecadação, pois antecipou as compras e gerou aumento do pagamento de tributos, principalmente do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

O economista ressalta, entretanto, que o imposto que mais faz volume ao "bolo" são os encargos sociais e trabalhistas, caso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física), seguidos por tributos que estão presentes em praticamente tudo, como PIS e Cofins.

Questionado sobre a relação existente entre a desoneração de alguns impostos gerar crescimento expressivo da arredação, Solimeo defende apenas que a redução dos tributos deveria incidir sobre produção e investimentos, e não sobre o consumo, como foi feito durante toda a crise.

"Ao ampliar a capacidade da indústria, tem-se melhores condições de competir tanto com importados no mercado interno como no Exterior. O governo também precisa controlar seus gastos, senão não adianta desonerar os setores", ressalta Solimeo.



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Contribuinte paga R$ 300 bi em impostos

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/04/2010 | 07:46


A recuperação da economia fez com que o consumo também fosse retomado, e em proporções maiores até do que nos três primeiros meses de 2008. Esta é uma das razões pelas quais o volume de impostos pagos vem crescendo em ritmo bastante intenso. Para se ter uma ideia, até ontem o contribuinte havia pago R$ 300 bilhões em tributos.

Isso é o que aponta o Impostômetro, painel instalado na sede da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), no centro da Capital, que indica a arrecadação de impostos.

Em 2009 o montante foi atingido somente no dia 13, e em 2008, no dia 14. "No ano passasdo, a economia estava passando por forte retração do consumo e da produção, portanto, é natural que volume menor de impostos fosse arrecadado", explica o economista chefe da ACSP, Marcel Solimeo.

Na comparação com 2008, Solimeo justifica que, neste ano, a atividade econômica está crescendo a uma velocidade muito maior do que há dois anos. "Sem contar o aumento que os preços sofreram de 2008 para cá, por conta do ajuste da inflação."

O fato de o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para veículos ter chegado ao fim em março também contribuiu com o crescimento da arrecadação, pois antecipou as compras e gerou aumento do pagamento de tributos, principalmente do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

O economista ressalta, entretanto, que o imposto que mais faz volume ao "bolo" são os encargos sociais e trabalhistas, caso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física), seguidos por tributos que estão presentes em praticamente tudo, como PIS e Cofins.

Questionado sobre a relação existente entre a desoneração de alguns impostos gerar crescimento expressivo da arredação, Solimeo defende apenas que a redução dos tributos deveria incidir sobre produção e investimentos, e não sobre o consumo, como foi feito durante toda a crise.

"Ao ampliar a capacidade da indústria, tem-se melhores condições de competir tanto com importados no mercado interno como no Exterior. O governo também precisa controlar seus gastos, senão não adianta desonerar os setores", ressalta Solimeo.

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