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‘Quando vi a perua cair, fechei os olhos’


Rogério Gatti
Do Diário do Grande ABC

02/06/2007 | 07:12


“Quando eu vi que a perua ia cair, fechei os olhos. Minha amiga ainda gritou: tio Adalto, me ajuda que eu estou perto da janela.” Essa é a lembrança de Isabela, 9 anos, da queda da van de transporte escolar de um barranco de cerca de 20 metros, no bairro Feital, em Mauá, às 18h40 de quinta-feira.

A menina, que estava sentada na última fileira de bancos, mostrava alguns arranhões no rosto e o nariz machucado e, assim como as demais sete crianças que estavam no veículo, não sofreu ferimentos graves. “Eu consegui sair sozinha do carro”, conta.

A van levava oito crianças, entre 7 e 12 anos, de volta de escolas do bairro para suas casas. Ao trafegar pela íngreme Rua Santa Giraldi, ocorreu o acidente. Segundo a monitora Márcia Maria da Silva, que estava ao lado do motorista Adalto Ribeiro, quando ele foi trocar a marcha o veículo morreu. “Ele pisou no freio, ouvimos um estalo alto e o veículo começou a descer a rua de ré”, conta. Sem freio, Ribeiro tentou controlar o carro jogando as rodas contra a guia, mas não havia nenhuma proteção entre a via e o barranco. “O carro começou a descer o barranco, bateu no muro de uma casa e capotou”, conta Márcia. Segundo ela, foram cinco voltas completas até que o veículo parasse com as quatro rodas no chão do quintal de uma casa.

“Estávamos na cozinha e quando saímos para ver o que tinha acontecido não acreditamos. Fomos correndo para ajudar. Algumas crianças saíram sozinhas e outras retiramos com a ajuda do motorista”, contou Reginaldo Gonçalves, morador da casa. “Foi um milagre que ninguém se machucou gravemente”, disse.

Um morador da rua onde aconteceu o acidente, o aposentado Paulo Fernando da Silva, disse que estava na garagem de sua casa. “Eu saí quando vi o carro voltando de ré. No chão, eu achei a pastilha de freio da van, que deve ter estourado na hora em que o motorista tentou frear”, disse mostrando a mão queimada por pegar a peça quente.

O pai de Isabela, Manuel Jesus Silva, 39 anos, isentou o motorista de culpa do acidente. “O Adalto é uma excelente pessoa e não há o que falar. A Prefeitura que precisava colocar uma proteção naquele local que é muito perigoso”, diz. A reclamação vai de encontro com a do casal da casa atingida. “Essa rua é muito íngreme. Quero ver se a Prefeitura vai colocar sinalização e proteção agora que tivemos um acidente grave”, reivindicou Gonçalves.

A van ainda estava no quintal da casa na manhã de sexta-feira e deve ser cortada para ser retirada. A Prefeitura informou que será colocada uma proteção na calçada da Rua Santa Giraldi.



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