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Moradores sofrem com falta d'água há um ano

Fernando Nonato/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

04/01/2012 | 07:00


Ruas empoeiradas, pilhas de louça suja, tanques abarrotados de roupas e sol escaldante. Dessa forma começou mais um ano para moradores do bairro Santa Cruz, em São Bernardo, na região pós-balsa.

O problema de falta d'água, segundo vizinhos, acontece há cerca de um ano e prejudica praticamente todo o bairro, onde fica a Estrada Rio Acima. Quando há sinal de água nas torneiras, a população corre para armazená-la em bacias e tonéis. Porém, o abastecimento é relâmpago e inconstante. Em questão de segundos a torneira seca e moradores afirmam que nunca há previsão de quando a água retornará. Em algumas ruas, o desabastecimento acontece só durante o dia. A água reaparece nas torneiras na madrugada e a rotina da população é invertida até o amanhecer, quando há nova interrupção.

Ontem o Diário passou a tarde no bairro e constatou que a população paga mensalmente as contas enviadas pela Companhia de Saneamento Ambiental do Estado. Os valores variam de R$ 30 a R$ 153. "Se deixamos de pagar, rapidinho acham nossas casas e dão aviso de corte. Pagamos a conta e compramos água", disse a dona de casa Maria Leonilda das Graças, 52 anos. No Natal, a família recebeu a visita de parentes que moram no Interior. "Cheguei a chorar. Ficamos três dias sem nenhum pingo d'água". Revoltados, alguns deixaram de pagar a fatura por meses e acumularam dívidas que foram negociadas em acordo firmado com a Sabesp.

"Há lama na rua quando chove, mas não temos água dentro de casa. Só recebemos promessas. Pagamos para ter ar nas torneiras", critica o aposentado José Manoel da Silva, 52.

A Sabesp informou que o bairro pertence à Àrea de Proteção Permanente e que apenas metade da área tem rede de abastecimento legalizada. A outra parte, segundo a companhia, é irregular e se abastece clandestinamente dessa rede, o que causa problemas de baixa pressão e intermitência no fornecimento de água àqueles que estão regulares.

Em relação às contas pagas pelos moradores, a Sabesp orienta a população para que, caso tenha dúvidas acerca do valor faturado, procure a central de atendimento da companhia para solicitar revisão.

A Sabesp esclarece ainda que enviou requerimento ao Ministério Público em novembro de 2010 com pedido de autorização para expandir a rede de água para todo o bairro e aguarda resposta.



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