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Rombo financeiro na região atinge R$ 1,6 bi

Divulgação: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

21/11/2015 | 07:00


A maioria das prefeituras do Grande ABC opera no vermelho em 2015, ano em que a crise econômica brasileira atingiu em cheio as contas públicas nos municípios. O saldo regional de janeiro a agosto demonstra deficit primário de R$ 1,6 bilhão na contabilidade das administrações municipais.

O volume faz parte dos balancetes mais recentes encaminhados pelos Paços ao Siconfi (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro), mantido pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Pelos dados, cinco das seis prefeituras registram deficit primário – a diferença entre a receita e a despesa do governo. Contando as sete gestões, entraram nos cofres públicos R$ 10,6 bilhões nos primeiros oito meses do ano. E saíram R$ 12,2 bilhões (confira quadro completo acima).

A Prefeitura com pior cenário neste ano é a de São Bernardo, administrada por Luiz Marinho (PT). O rombo chega a R$ 1,2 bilhão e já foi esmiuçado pelo Diário no dia 25. A arrecadação até agosto foi de R$ 3,6 bilhões e o gasto atingiu R$ 4,8 bilhões.

Santo André, de Carlos Grana (PT), São Caetano, de Paulo Pinheiro (PMDB), Diadema, de Lauro Michels (PV), e Rio Grande da Serra, de Gabriel Maranhão (PSDB), também operam no vermelho em 2015. Todos esses prefeitos reclamam da queda de receita e a maioria já adotou políticas de austeridade, como corte de jornada de trabalho, limitação de horas extras, redução salarial no primeiro escalão e congelamento de reajuste nos vencimentos a funcionários comissionados.

“O grande problema não é o excesso de gastos na maioria dos casos, é de queda na receita mesmo. E o governo federal é o maior culpado. Gastou-se mais do que poderia em 2013 e 2014, fazendo com que perdêssemos algo que demoramos anos para conseguir: o equilíbrio fiscal”, pondera Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia. “Não tínhamos deficit primário no governo federal há 13 anos. Era só a presidente (Dilma Rousseff) e sua equipe econômica lerem o jornal ou ouvirem o rádio para reverem o plano econômico.”

Na comparação com a contabilidade pública em 2014, o problema se acentua. No balanço do ano passado, quando as prefeituras pouco tinham sentido reflexo de crise que se avizinhava, houve saldo positivo entre dinheiro que entrou e recursos que saíram. Somadas as arrecadações e despesas das sete administrações municipais, houve superavit de R$ 1,05 bilhão – e o melhor resultado foi justamente de São Bernardo, que agora vê as contas públicas ruírem.

“Meu receio é que prefeitos façam loucuras com o dinheiro público por causa da eleição. Muitos buscarão a reeleição e outros têm seus indicados. Prefeitos têm de ter juízo, apertarem os cintos e esperarem essa crise passar”, avalia Balistiero.



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