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Crise causa desaceleração
nos preços dos alimentos

Têxteis, comidas e metalurgia ajudaram para que houvesse
recuo, segundo dados divulgados na terça-feira pelo IBGE


Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

02/02/2012 | 06:46


A crise financeira na Europa colaborou para que os preços dos alimentos desacelerassem, devido à queda no consumo. No ano passado, o valor dos produtos nas fábricas, sem os custos de impostos e frete, aumentaram 3,16%, enquanto em 2010 a alta chegou a 21,24%. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo o gerente do IPP (Índice de Preços ao Produtor), Alexandre Brandão, o indicador calculado pelo IBGE teve forte desaceleração no ano, para 2,61%, frente aos 8,04% registrados em 2010. Foram justamente os alimentos, metalurgia, têxtil e produtos químicos que colaboraram para atingir esse resultado.

No gênero alimentício, os produtos com maior desaceleração nos preços no IPP foram suco de laranja, carne bovina e café. Itens como soja e derivados registraram redução nos preços. "Com a crise, a queda na cotação das commodities agrícolas fez com que investidores deixassem esse mercado para comprar títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados mais seguros. Logo os preços recuaram mais."

O professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Celso Grisi pondera que essa desaceleração nos preços dos produtos que saem das fábricas é pouco notada pelo consumidor, pois é o varejo que determina o valor final. A formação do preço na prateleira do supermercado ainda depende de outros serviços, como o frete.

Grisi ressalta que os estoques reguladores de soja no Leste Europeu e na Argentina ajudaram o valor da commodity a ficar estável no ano passado. Em relação ao leite, o excesso de oferta colaborou para que a bebida também não subisse no período. O preço da carne também subiu, em menor escala que em 2010, devido ao rebanho de matrizes para atender o mercado interno ter encolhido. A expectativa do professor da USP para este ano é que a indústria será bastante pressionada, com a tendência das margens reduzirem ainda mais.

OUTROS SETORES - Em dezembro, 13 das 23 atividades pesquisadas tiveram alta de preços. O item fabricação de produtos para fumo, por exemplo, encerrou 2011 com aumento de 6,48% no valor do produto que sai da fábrica, sem impostos. No ano anterior, o reajuste foi de 3,72%.

Por outro lado, os têxteis registraram expansão menor nos preços. No ano passado, ficou acumulado em 1,31%, enquanto em 2010, a variação alcançou 19,81%. O gerente do IPP pontua que a queda no preço do algodão no mercado internacional colaborou para diminuir a pressão sobre os preços dos produtos.



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Crise causa desaceleração
nos preços dos alimentos

Têxteis, comidas e metalurgia ajudaram para que houvesse
recuo, segundo dados divulgados na terça-feira pelo IBGE

Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

02/02/2012 | 06:46


A crise financeira na Europa colaborou para que os preços dos alimentos desacelerassem, devido à queda no consumo. No ano passado, o valor dos produtos nas fábricas, sem os custos de impostos e frete, aumentaram 3,16%, enquanto em 2010 a alta chegou a 21,24%. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo o gerente do IPP (Índice de Preços ao Produtor), Alexandre Brandão, o indicador calculado pelo IBGE teve forte desaceleração no ano, para 2,61%, frente aos 8,04% registrados em 2010. Foram justamente os alimentos, metalurgia, têxtil e produtos químicos que colaboraram para atingir esse resultado.

No gênero alimentício, os produtos com maior desaceleração nos preços no IPP foram suco de laranja, carne bovina e café. Itens como soja e derivados registraram redução nos preços. "Com a crise, a queda na cotação das commodities agrícolas fez com que investidores deixassem esse mercado para comprar títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados mais seguros. Logo os preços recuaram mais."

O professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Celso Grisi pondera que essa desaceleração nos preços dos produtos que saem das fábricas é pouco notada pelo consumidor, pois é o varejo que determina o valor final. A formação do preço na prateleira do supermercado ainda depende de outros serviços, como o frete.

Grisi ressalta que os estoques reguladores de soja no Leste Europeu e na Argentina ajudaram o valor da commodity a ficar estável no ano passado. Em relação ao leite, o excesso de oferta colaborou para que a bebida também não subisse no período. O preço da carne também subiu, em menor escala que em 2010, devido ao rebanho de matrizes para atender o mercado interno ter encolhido. A expectativa do professor da USP para este ano é que a indústria será bastante pressionada, com a tendência das margens reduzirem ainda mais.

OUTROS SETORES - Em dezembro, 13 das 23 atividades pesquisadas tiveram alta de preços. O item fabricação de produtos para fumo, por exemplo, encerrou 2011 com aumento de 6,48% no valor do produto que sai da fábrica, sem impostos. No ano anterior, o reajuste foi de 3,72%.

Por outro lado, os têxteis registraram expansão menor nos preços. No ano passado, ficou acumulado em 1,31%, enquanto em 2010, a variação alcançou 19,81%. O gerente do IPP pontua que a queda no preço do algodão no mercado internacional colaborou para diminuir a pressão sobre os preços dos produtos.

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