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Soul, suor e cansaço


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

16/06/2007 | 07:06


Uma voz marcante, uma banda potente e uma energia que saltava aos olhos. Foi assim que a cantora norte-americana Lauryn Hill estreou nos palcos paulistas na noite de quinta-feira (14), na Tom Brasil. No entanto, o público presente até tentou manter a empolgação, mas com mais de duas horas e meia de atraso para o início da apresentação, o cansaço abateu grande parte dos fãs da cantora. Quem não foi embora antes do fim por esgotamento ou pelo avançado da hora, passou mal com o calor intenso que fazia na casa de espetáculos.

Para compensar a demora em iniciar o show, Lauryn entrou com todo o gás para trazer de volta aos espectadores a empolgação, que oscilou durante toda a noite.

Vestida com sobretudo, e suando muito, a cantora abriu com Handsworth Revolution e a banda mostrou todo o potencial – grupo enorme, por sinal, composto por dois tecladistas, um DJ, um guitarrista, um baterista, uma percussionista, dois baixistas (acústico e elétrico), trio de metais e três backing vocals – em pegada funk, emendando direto Lost Ones, música do CD solo The Miseducation of Lauryn Hill.

Era para ouvir as músicas deste CD e do antigo grupo de rap de Lauryn, o The Fugees, que o público estava presente. A diva do hip hop mostrou toda a sua imponência vocal e um controle total sobre a banda, que ficava o tempo todo de olho nos passos e orientações de Lauryn.

No pouco espaço que sobrou para a cantora à frente do apertado palco, muita energia para comandar a banda, o público e ainda entoar os versos das músicas que misturavam reggae, funk, rap e soul.

Na linguagem hip hop, o público estava mais para ‘playboizada’ – compreensível pelo preço do ingresso, R$ 200 o mais barato –, e começou a participar mesmo da apresentação somente a partir da quinta música, quando Lauryn cantou Ex-Factor. Na seqüência, a pedidos, saiu o primeiro grande sucesso da noite, Zion.

Nesse momento, o público encontrou forças para dançar e cantar, quanto Lauryn emendou um bloco inteiro de músicas de Bob Marley: Zion, Iron, Lion, Trenchtown Rock e Zimbabwe.

Após a homenagem ao sogro – Lauryn é casada com Steve Marley, com que tem três filhos – foi a vez de reviver os momentos do Fugees, com How Many Mics, Fu-Gee-La e Head or Not, que levantou a galera. Nessa altura do show, à 1h da manhã, a pista, que estava lotada às 22h, mostrava espaços vazios ocupados pelos resistentes que dançaram à vontade.

Finalmente, já próximo do fim, o show chegou em seu momento máximo. No intervalo entre as músicas, quando a banda saiu do palco, o público começou a cantar o refrão de Killing me Softly e não deu chance para Lauryn. Ela voltou, com um largo sorriso, e interpretou a mais aguardada canção da noite. A emoção dos fãs se traduziu em coro intenso, com muitos chorando. Lauryn terminou a música à capela, dando prova do poder de sua voz.

Para encerrar a apresentação que durou duas horas e meia, por volta das 2h10 da manhã Lauryn mostrou uma canção nova, Lose Myself, e fechou o show com o maior sucesso de sua carreira solo, Doo Wop (That Thing).

Contudo, o público, com as forças arriadas, não conseguiu ficar para o bis. Não houve, portanto, Everything Is Everything ou Can’t Take my Eyes of You, sucessos que faltaram à apresentação. Mesmo assim, nos comentários finais, se ouvia “Valeu! Ela realmente é uma diva”.


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Soul, suor e cansaço

Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

16/06/2007 | 07:06


Uma voz marcante, uma banda potente e uma energia que saltava aos olhos. Foi assim que a cantora norte-americana Lauryn Hill estreou nos palcos paulistas na noite de quinta-feira (14), na Tom Brasil. No entanto, o público presente até tentou manter a empolgação, mas com mais de duas horas e meia de atraso para o início da apresentação, o cansaço abateu grande parte dos fãs da cantora. Quem não foi embora antes do fim por esgotamento ou pelo avançado da hora, passou mal com o calor intenso que fazia na casa de espetáculos.

Para compensar a demora em iniciar o show, Lauryn entrou com todo o gás para trazer de volta aos espectadores a empolgação, que oscilou durante toda a noite.

Vestida com sobretudo, e suando muito, a cantora abriu com Handsworth Revolution e a banda mostrou todo o potencial – grupo enorme, por sinal, composto por dois tecladistas, um DJ, um guitarrista, um baterista, uma percussionista, dois baixistas (acústico e elétrico), trio de metais e três backing vocals – em pegada funk, emendando direto Lost Ones, música do CD solo The Miseducation of Lauryn Hill.

Era para ouvir as músicas deste CD e do antigo grupo de rap de Lauryn, o The Fugees, que o público estava presente. A diva do hip hop mostrou toda a sua imponência vocal e um controle total sobre a banda, que ficava o tempo todo de olho nos passos e orientações de Lauryn.

No pouco espaço que sobrou para a cantora à frente do apertado palco, muita energia para comandar a banda, o público e ainda entoar os versos das músicas que misturavam reggae, funk, rap e soul.

Na linguagem hip hop, o público estava mais para ‘playboizada’ – compreensível pelo preço do ingresso, R$ 200 o mais barato –, e começou a participar mesmo da apresentação somente a partir da quinta música, quando Lauryn cantou Ex-Factor. Na seqüência, a pedidos, saiu o primeiro grande sucesso da noite, Zion.

Nesse momento, o público encontrou forças para dançar e cantar, quanto Lauryn emendou um bloco inteiro de músicas de Bob Marley: Zion, Iron, Lion, Trenchtown Rock e Zimbabwe.

Após a homenagem ao sogro – Lauryn é casada com Steve Marley, com que tem três filhos – foi a vez de reviver os momentos do Fugees, com How Many Mics, Fu-Gee-La e Head or Not, que levantou a galera. Nessa altura do show, à 1h da manhã, a pista, que estava lotada às 22h, mostrava espaços vazios ocupados pelos resistentes que dançaram à vontade.

Finalmente, já próximo do fim, o show chegou em seu momento máximo. No intervalo entre as músicas, quando a banda saiu do palco, o público começou a cantar o refrão de Killing me Softly e não deu chance para Lauryn. Ela voltou, com um largo sorriso, e interpretou a mais aguardada canção da noite. A emoção dos fãs se traduziu em coro intenso, com muitos chorando. Lauryn terminou a música à capela, dando prova do poder de sua voz.

Para encerrar a apresentação que durou duas horas e meia, por volta das 2h10 da manhã Lauryn mostrou uma canção nova, Lose Myself, e fechou o show com o maior sucesso de sua carreira solo, Doo Wop (That Thing).

Contudo, o público, com as forças arriadas, não conseguiu ficar para o bis. Não houve, portanto, Everything Is Everything ou Can’t Take my Eyes of You, sucessos que faltaram à apresentação. Mesmo assim, nos comentários finais, se ouvia “Valeu! Ela realmente é uma diva”.

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