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Samuel Klein usava caixa de lojas para pagar acompanhantes

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Redação

31/12/2020 | 00:04


Grave denúncia envolvendo o empresário Samuel Klein, morto em 2014 aos 91 anos, fundador e ex-dono das Casas Bahia, foi publicada ontem pelo UOL. Conforme a reportagem, que se baseia em pelo menos seis condenações judiciais, o empresário utilizava caixas das lojas para pagar garotas de programa.

Jovens que, em alguns casos, tinham apenas 16 anos de idade, compareciam a diferentes unidades da rede no Sul do País, onde, após serem autorizadas por Klein, furavam filas e recolhiam, do caixa, pagamentos entre R$ 10 mil e R$ 150 mil. Elas faziam a retirada do montante, que também poderia ser pago com mercadorias.

A defesa de Klein classificou o episódio como um atentado à memória de um empresário venerado no País, afirmando que, na busca de fatos midiáticos, há uma tentativa de macular a “inabalável imagem” do fundador da empresa criada em São Caetano em 1957.

A reportagem foi publicada praticamente uma semana após um dos filhos de Samuel, Saul, ter sido denunciado por 14 mulheres ao Ministério Público por estupro e aliciamento de menores de idade. A defesa de Saul negou todas as acusações e afirma que o empresário é vítima de um “elaborado esquema de extorsão”. Desde 2009, Saul não dispõe de participação na Casas Bahia.

Questionada sobre o assunto, a Via Varejo, atual administradora da Casas Bahia, esclareceu que é responsável pela gestão da marca desde 2010. A gestão de Samuel à frente a empresa foi encerrada há mais de dez anos.

“A Via Varejo não comenta sobre possíveis acontecimentos ligados a pessoas físicas e/ou jurídicas que não tiveram ligação com a companhia a partir da nova empresa criada pela cisão que ocorreu em 2010. A Via Varejo é uma empresa de capital aberto e adota as melhores práticas de governança corporativa e de compliance, em linha com as diretrizes do órgão regulador e da B3”, informou, por meio de nota.

Como também informado ao mercado na semana passada, a Via Varejo destacou que empresa não possui um acionista controlador ou bloco de controle definido, “conforme indica a estrutura societária da empresa disponível em seu site de relações com investidores”.  



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