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‘Transylvania’ é mais de Gatlif


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

01/06/2007 | 07:08


Com Exílios (2004), o franco-argelino Tony Gatlif ganhava o prêmio de melhor direção em Cannes e condensava – ao menos para o público brasileiro, que pouco viu sua obra – uma hierarquia narrativa que ele estabeleceu em boa parte dos 16 longas que realizara até então. Contava histórias de nômades, de pessoas sem lenço nem documento e sequer endereço. E faz não exatamente filmes, mas concertos audiovisuais, trilhas sonoras e imagéticas nas quais música e imagem complementam-se como equação narrativa.

Transylvania repete o processo, desta vez com um incremento dramático. A instigante Asia Argento (filha do cardeal italiano do terror, Dario Argento) interpreta a protagonista Zingarina. Grávida de três meses, ela sai da França rumo a Transilvânia, a cidade romena que acabou mitificada como lar do conde Drácula, no rastro do pai do filho que ela leva no ventre. Ela acredita que o ex-namorado foi deportado da França. Qual não é sua surpresa ao ouvir do sujeiro, um pianista, que ele a abandonou de livre e espontânea vontade. Desiludida, ela conhece um cigano negociante de jóias e passa a acompanhá-lo em suas andanças.

Transylvania procura novamente a liga perfeita entre imagens e sons que Gatlif, também compositor da trilha, obtera com méritos em Exílios. Desta vez, torna-se algo monocórdico, algo meio fortuito, no qual a música apresenta-se tão-somente como estufa, para conseguir uma atmosfera artificial que transmita o desespero e o desamparo da protagonista. Esvai-se a graça, delineia-se a mesmice.

TRANSYLVANIA (Idem, França, 2006). Dir.: Tony Gatlif. Com Asia Argento, Amira Casar, Birol Ünel. Estréia nesta sexta-feira no Espaço Unibanco 2, HSBC Belas Artes 1, Reserva Cultural 1 e circuito. Duração: 103 minutos. Classificação indicativa: 16 anos.


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‘Transylvania’ é mais de Gatlif

Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

01/06/2007 | 07:08


Com Exílios (2004), o franco-argelino Tony Gatlif ganhava o prêmio de melhor direção em Cannes e condensava – ao menos para o público brasileiro, que pouco viu sua obra – uma hierarquia narrativa que ele estabeleceu em boa parte dos 16 longas que realizara até então. Contava histórias de nômades, de pessoas sem lenço nem documento e sequer endereço. E faz não exatamente filmes, mas concertos audiovisuais, trilhas sonoras e imagéticas nas quais música e imagem complementam-se como equação narrativa.

Transylvania repete o processo, desta vez com um incremento dramático. A instigante Asia Argento (filha do cardeal italiano do terror, Dario Argento) interpreta a protagonista Zingarina. Grávida de três meses, ela sai da França rumo a Transilvânia, a cidade romena que acabou mitificada como lar do conde Drácula, no rastro do pai do filho que ela leva no ventre. Ela acredita que o ex-namorado foi deportado da França. Qual não é sua surpresa ao ouvir do sujeiro, um pianista, que ele a abandonou de livre e espontânea vontade. Desiludida, ela conhece um cigano negociante de jóias e passa a acompanhá-lo em suas andanças.

Transylvania procura novamente a liga perfeita entre imagens e sons que Gatlif, também compositor da trilha, obtera com méritos em Exílios. Desta vez, torna-se algo monocórdico, algo meio fortuito, no qual a música apresenta-se tão-somente como estufa, para conseguir uma atmosfera artificial que transmita o desespero e o desamparo da protagonista. Esvai-se a graça, delineia-se a mesmice.

TRANSYLVANIA (Idem, França, 2006). Dir.: Tony Gatlif. Com Asia Argento, Amira Casar, Birol Ünel. Estréia nesta sexta-feira no Espaço Unibanco 2, HSBC Belas Artes 1, Reserva Cultural 1 e circuito. Duração: 103 minutos. Classificação indicativa: 16 anos.

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