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Caso Rodrigão pode ter desfecho em breve


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

21/02/2010 | 07:01


A novela mexicana envolvendo Rodrigão segue no Santo André. Há quase 50 dias no clube, o atacante apenas treina, sem condições legais de reestrear com a camisa andreense. Segundo a diretoria, a documentação do jogador ainda não chegou à CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas o advogado Breno Tanuri revelou que diversos problemas impediram que o atleta já estivesse com a papelada em ordem para jogar. "Um assunto que deveria durar 30 dias, estourando, está até agora sem solução", lamentou Tanuri.

Rodrigão foi anunciado no fim do ano passado e chegou ao Ramalhão no dia 11 de janeiro, após seis meses defendendo o Indios Juarez, do México. Como teve problemas de pagamento no clube da América do Norte, o jogador buscou acordo para rescisão amigável, que facilitaria a vinda para o Santo André. Sem sucesso, agora o caso corre em Zurique, na Suíça, e pode ter desfecho em breve.

"O motivo da demora é que me devem três meses de contrato. Tentei, mas não houve acordo. Agora estamos buscando por outro meio com os advogados do Santo André e o meu particular, para achar a maneira mais fácil e rápida", explicou o jogador.

"Quando se assina contrato no Exterior e não se paga, é enviada ao clube (no caso o Indios) notificação com prazo antes de rescindir o contrato. Se não houver pagamento, rescinde-se o contrato e (o jogador) pode ir para outra equipe, o que foi o caso do Rodrigão", complementou o advogado.

Só que antes de chegar à Europa, alguns problemas ocorreram ainda no Brasil, segundo Tanuri. "Quando ele chegou ao Santo André no dia 11, um novo contrato foi a registro na CBF, mas ficou parado dez dias por lá, sem acontecer nada. O Santo André percebeu que não tinha evolução e entrou em contato, e a CBF nem sabia que o contrato estava lá", explicou. "No dia 22, enviei via Santo André o caso para um juiz especializado em Zurique, na Suíça. Mas como o clube (Ramalhão) entrou em negociação direta com o Indios, o processo parou."

Ainda segundo Tanuri, foi justamente essa intervenção andreense e a "falta de experiência em negociações desse tipo" que atrasaram o processo. "Como o Santo André não chegou a acordo, o caso só voltou a andar na sexta-feira (12) e deve ser analisado nos próximos dias para outorgar o ITC (Certificado de Transferência Internacional) provisório."

A partir de amanhã, porém, pode haver luz para o fim do caso. "O negócio é esperar porque, para piorar, o jurídico da CBF emendou o Carnaval, volta ao trabalho apenas na segunda-feira e só a partir daí é que vai dar sequência", finalizou Tanuri.

O próprio Rodrigão e o vice-presidente da Gestão Empresarial andreense, Romualdo Magro Júnior, esperam desfecho o quanto antes. "É difícil. Estou aguardando e treinando. Por um lado é bom porque fortalece o condicionamento físico, mas por outro é ruim pela ansiedade", comentou o jogador. "Essa demora não nos agrada, mas faz parte do futebol e acredito que tudo está a caminho do acerto", concluiu o dirigente.



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Caso Rodrigão pode ter desfecho em breve

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

21/02/2010 | 07:01


A novela mexicana envolvendo Rodrigão segue no Santo André. Há quase 50 dias no clube, o atacante apenas treina, sem condições legais de reestrear com a camisa andreense. Segundo a diretoria, a documentação do jogador ainda não chegou à CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas o advogado Breno Tanuri revelou que diversos problemas impediram que o atleta já estivesse com a papelada em ordem para jogar. "Um assunto que deveria durar 30 dias, estourando, está até agora sem solução", lamentou Tanuri.

Rodrigão foi anunciado no fim do ano passado e chegou ao Ramalhão no dia 11 de janeiro, após seis meses defendendo o Indios Juarez, do México. Como teve problemas de pagamento no clube da América do Norte, o jogador buscou acordo para rescisão amigável, que facilitaria a vinda para o Santo André. Sem sucesso, agora o caso corre em Zurique, na Suíça, e pode ter desfecho em breve.

"O motivo da demora é que me devem três meses de contrato. Tentei, mas não houve acordo. Agora estamos buscando por outro meio com os advogados do Santo André e o meu particular, para achar a maneira mais fácil e rápida", explicou o jogador.

"Quando se assina contrato no Exterior e não se paga, é enviada ao clube (no caso o Indios) notificação com prazo antes de rescindir o contrato. Se não houver pagamento, rescinde-se o contrato e (o jogador) pode ir para outra equipe, o que foi o caso do Rodrigão", complementou o advogado.

Só que antes de chegar à Europa, alguns problemas ocorreram ainda no Brasil, segundo Tanuri. "Quando ele chegou ao Santo André no dia 11, um novo contrato foi a registro na CBF, mas ficou parado dez dias por lá, sem acontecer nada. O Santo André percebeu que não tinha evolução e entrou em contato, e a CBF nem sabia que o contrato estava lá", explicou. "No dia 22, enviei via Santo André o caso para um juiz especializado em Zurique, na Suíça. Mas como o clube (Ramalhão) entrou em negociação direta com o Indios, o processo parou."

Ainda segundo Tanuri, foi justamente essa intervenção andreense e a "falta de experiência em negociações desse tipo" que atrasaram o processo. "Como o Santo André não chegou a acordo, o caso só voltou a andar na sexta-feira (12) e deve ser analisado nos próximos dias para outorgar o ITC (Certificado de Transferência Internacional) provisório."

A partir de amanhã, porém, pode haver luz para o fim do caso. "O negócio é esperar porque, para piorar, o jurídico da CBF emendou o Carnaval, volta ao trabalho apenas na segunda-feira e só a partir daí é que vai dar sequência", finalizou Tanuri.

O próprio Rodrigão e o vice-presidente da Gestão Empresarial andreense, Romualdo Magro Júnior, esperam desfecho o quanto antes. "É difícil. Estou aguardando e treinando. Por um lado é bom porque fortalece o condicionamento físico, mas por outro é ruim pela ansiedade", comentou o jogador. "Essa demora não nos agrada, mas faz parte do futebol e acredito que tudo está a caminho do acerto", concluiu o dirigente.

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