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Violência caracteriza HQ de Red

Reprodução  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

30/11/2010 | 07:09


Um ex-agente é procurado pela CIA pois ele tem informações importantes que colocam em risco a reputação do serviço secreto norte-americano. Esse é o mote da HQ 'Red – Aposentados e Perigosos' (Panini Comics, 76 páginas, R$ 7,90), que aproveita o lançamento do filme homônimo para chegar ao Brasil.

Os que assistiram ao longa estrelado por Bruce Willis podem estranhar o material no qual o longa-metragem foi inspirado. A história em quadrinhos mostra Paul Moses, antigo agente da CIA que está aposentado. A rotina pacata conta com constantes 'flashbacks' de missões que ainda o atormentam.

A chegada de um novo diretor na agência faz com que o veterano se torne alvo e que tenha de morrer a qualquer custo. A ideia é que a morte do ex-agente enterre de uma vez por todas ações extremamente violentas diretamente ligadas à CIA.

Ao contrário do filme, no qual o protagonista enfrenta os invasores para sobreviver, o personagem da HQ mostra ser um verdadeiro monstro. Apesar dos movimentos calculados, sua violência é extrema e faz das mortes o destaque da publicação – com detalhe para a boa pontaria e o trajeto das balas em alguns casos.

A densidade psicológica da trama se deve à pressão vivida por Moses para tentar entender o que o mundo fez com ele nos anos que esteve em diversos lugares utilizando da força para impor vontades do governo dos Estados Unidos. “Sou um monstro porque vejo que o que faço a serviço do meu povo só serve pra causar terror e sofrimento... e mesmo assim eu faço”, tenta explicar o personagem.

Lançado originalmente entre 2003 e 2004 como minissérie, 'Red' tem roteiro escrito por Warren Ellis e ilustrações de Cully Hammer. A edição brasileira reúne em um só volume seus três capítulos. A história curta e direta de Ellis se encontra muito bem com os traços cinematográficos de Hammer. Em muitos momentos as páginas apresentam características de 'storyboards'. O tom mais sério da publicação parece tratar de maneira mais correta o drama vivido por Moses. A parte da piada fica resguardada à sua versão nas telas.



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