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Polícia de São Bernardo vai investigar grilagem


Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

19/05/2006 | 07:47


A Polícia Civil de São Bernardo colherá na próxima semana depoimentos dos moradores da Vila São Pedro e dos acusados de participarem da grilagem de terras em área de risco, entre eles, o presidente da Sociedade Amigos de Bairro, Geraldo Gomes da Silva. O líder comunitário seria o chefe do esquema que vende terrenos e apresenta o cadastro da SAB como garantia de posse do lote. O delegado seccional da cidade, Marco Antonio de Paula Santos, abriu na última segunda-feira inquérito para apurar as denúncias. O Ministério Público também acompanhará as investigações e pedirá à Secretaria de Habitação que preste contas sobre a fiscalização que afirma realizar na periferia da cidade, para impedir o adensamento irregular.

O delegado seccional afirma que iniciou as investigações a pedido da Prefeitura. “Todas as pessoas relacionadas com o caso de grilagem na Vila São Pedro serão ouvidas pela polícia. Ainda não colhemos depoimentos por conta dos últimos ataques das facções criminosas, que mobilizaram os trabalhos”, afirma Santos.

A promotora do Meio Ambiente e Habitação de São Bernardo, Rosângela Staurenghi, diz que os envolvidos na grilagem responderão por crime de loteamento. “Para isso, preciso que a polícia recolha as provas necessárias. Os moradores têm de colaborar, e contar o que sabem. Como nesse tipo de transação não há documentos, é difícil comprovar a participação dos grileiros. Os detalhes contados pela comunidade são fundamentais”, sustenta a promotora.

Além de acompanhar o inquérito policial, o Ministério Público solicitará à Prefeitura que identifique com placas as áreas de risco na Vila São Pedro, as que ainda estão livres e também as habitadas. “Os moradores têm de ser informados disso.”

A promotora diz que caberia à Câmara investigar se a grilagem também atende aos interesses políticos do presidente da Casa, Laurentino Hilário, de quem Geraldo Gomes da Silva é assessor. “Isso é de competência dos vereadores. É para isso que existe a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)”, avalia Rosângela.

Na última sessão do Legislativo da cidade, os vereadores da bancada de apoio ao prefeito William Dib (PSB) ignoraram o pedido de abertura da CPI da Grilagem, feito pelos quatro vereadores petistas de oposição. Como são maioria – ao todo, 17 parlamentares que compõem a sustentação –, a proposta sequer foi analisada.

Dib – Quinta-feira, depois de se reunir com o governador Cláudio Lembo (PFL) no Palácio dos Bandeirantes, o prefeito William Dib confirmou a abertura de sindicância interna para investigar o suposto envolvimento de funcionários da Secretária de Habitação na grilagem de terras na Vila São Pedro. Dib diz que quer na “cadeia” os responsáveis pela venda irregular de lotes. Mas defendeu Geraldo Gomes da Silva, presidente da SAB. “O Geraldo da associação foi quem acionou juridicamente a Prefeitura anos atrás contra a invasão de lotes no bairro. Estou achando muito estranha essa situação”, afirma o prefeito.

Apesar de não acreditar na participação de Silva no esquema de grilagem, o prefeito diz apoiar as investigações. “Queremos acionar criminalmente quem vende esses lotes. É explorar a miséria, e não podemos ficar de braços cruzados”, sustenta. (Colaborou Miriam Gimenes)



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Polícia de São Bernardo vai investigar grilagem

Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

19/05/2006 | 07:47


A Polícia Civil de São Bernardo colherá na próxima semana depoimentos dos moradores da Vila São Pedro e dos acusados de participarem da grilagem de terras em área de risco, entre eles, o presidente da Sociedade Amigos de Bairro, Geraldo Gomes da Silva. O líder comunitário seria o chefe do esquema que vende terrenos e apresenta o cadastro da SAB como garantia de posse do lote. O delegado seccional da cidade, Marco Antonio de Paula Santos, abriu na última segunda-feira inquérito para apurar as denúncias. O Ministério Público também acompanhará as investigações e pedirá à Secretaria de Habitação que preste contas sobre a fiscalização que afirma realizar na periferia da cidade, para impedir o adensamento irregular.

O delegado seccional afirma que iniciou as investigações a pedido da Prefeitura. “Todas as pessoas relacionadas com o caso de grilagem na Vila São Pedro serão ouvidas pela polícia. Ainda não colhemos depoimentos por conta dos últimos ataques das facções criminosas, que mobilizaram os trabalhos”, afirma Santos.

A promotora do Meio Ambiente e Habitação de São Bernardo, Rosângela Staurenghi, diz que os envolvidos na grilagem responderão por crime de loteamento. “Para isso, preciso que a polícia recolha as provas necessárias. Os moradores têm de colaborar, e contar o que sabem. Como nesse tipo de transação não há documentos, é difícil comprovar a participação dos grileiros. Os detalhes contados pela comunidade são fundamentais”, sustenta a promotora.

Além de acompanhar o inquérito policial, o Ministério Público solicitará à Prefeitura que identifique com placas as áreas de risco na Vila São Pedro, as que ainda estão livres e também as habitadas. “Os moradores têm de ser informados disso.”

A promotora diz que caberia à Câmara investigar se a grilagem também atende aos interesses políticos do presidente da Casa, Laurentino Hilário, de quem Geraldo Gomes da Silva é assessor. “Isso é de competência dos vereadores. É para isso que existe a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)”, avalia Rosângela.

Na última sessão do Legislativo da cidade, os vereadores da bancada de apoio ao prefeito William Dib (PSB) ignoraram o pedido de abertura da CPI da Grilagem, feito pelos quatro vereadores petistas de oposição. Como são maioria – ao todo, 17 parlamentares que compõem a sustentação –, a proposta sequer foi analisada.

Dib – Quinta-feira, depois de se reunir com o governador Cláudio Lembo (PFL) no Palácio dos Bandeirantes, o prefeito William Dib confirmou a abertura de sindicância interna para investigar o suposto envolvimento de funcionários da Secretária de Habitação na grilagem de terras na Vila São Pedro. Dib diz que quer na “cadeia” os responsáveis pela venda irregular de lotes. Mas defendeu Geraldo Gomes da Silva, presidente da SAB. “O Geraldo da associação foi quem acionou juridicamente a Prefeitura anos atrás contra a invasão de lotes no bairro. Estou achando muito estranha essa situação”, afirma o prefeito.

Apesar de não acreditar na participação de Silva no esquema de grilagem, o prefeito diz apoiar as investigações. “Queremos acionar criminalmente quem vende esses lotes. É explorar a miséria, e não podemos ficar de braços cruzados”, sustenta. (Colaborou Miriam Gimenes)

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