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Obra do Semasa desvia trânsito e comércio reclama


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

21/02/2006 | 07:45


Comerciantes da Vila Metalúrgica, em Santo André, reclamam da lentidão das obras de drenagem – instalação de galerias de águas pluviais – que o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) executa no trecho entre as avenidas Varsóvia e Utinga. A alegação é que o serviço causa queda nas vendas.

O órgão municipal não comentou as reclamações. Informou que a obra, orçada em R$ 7,5 milhões, tem término previsto para a primeira quinzena de setembro e vai beneficiar moradores de 17 ruas da região.

O gerente do Auto Posto Padocka, situado na esquina da rua Búfalo com a avenida Utinga, Fernando Moura, disse que as vendas do estabelecimento diminuíram cerca 30% na última semana, por causa do desvio feito no local. É que o motorista que segue da avenida Nova York em direção ao bairro Santa Terezinha precisa sair da avenida Utinga, entrar na rua Tóquio, e trafegar um quarteirão, da alameda Calcutá até a rua Ana Neri, para retornar à avenida Utinga.

Segundo Moura, com a interdição da avenida Utinga entre as ruas Búfalo e Haia, a venda de combustíveis deverá cair 50%. “Entendemos que é necessário, mas deviam ter chamado os comerciantes para discutir a melhor forma de eles trabalharem sem nos prejudicar. Tive de pedir para deixarem uma passagem (na esquina entre as ruas Búfalo e Tóquio) de acesso ao posto, porque colocaram alguns tubos na rua que impediam a entrada dos carros.”

Ednaldo Antônio da Silva, dono de uma borracharia na avenida Utinga, situada na quadra entre as ruas Búfalo e Haia, já calcula os “prejuízos”. “O movimento já caiu 50%. Vou cruzar os braços, porque as valas por onde passarão as tubulações serão abertas do lado do meu estabelecimento.”

Iniciada há cerca de seis meses, segundo um fiscal do Semasa que pediu para não ser citado, a obra consiste na captação da água de chuva na parte alta do bairro, a partir da rua Cartagena, para direcioná-la ao rio Tamanduateí. A tubulação passará ainda pelas ruas Calcutá, Alexandria, Ana Neri, Praga, México, Mantova, Sidnei e Capri, paralelas à avenida Utinga.

Na avenida Varsóvia com a avenida dos Estados, trecho inicial dos trabalhos, o Semasa concluiu, em dezembro, a construção de um túnel subterrâneo que vai levar a água da chuva para o Tamanduateí. A galeria tem 60 m de extensão e 2,5 m de diâmetro. Os tubos, de 1,80 m por 2,5 m, vão substituir os antigos – com cerca de 30 anos – de menor dimensão (1,20 m).



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Obra do Semasa desvia trânsito e comércio reclama

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

21/02/2006 | 07:45


Comerciantes da Vila Metalúrgica, em Santo André, reclamam da lentidão das obras de drenagem – instalação de galerias de águas pluviais – que o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) executa no trecho entre as avenidas Varsóvia e Utinga. A alegação é que o serviço causa queda nas vendas.

O órgão municipal não comentou as reclamações. Informou que a obra, orçada em R$ 7,5 milhões, tem término previsto para a primeira quinzena de setembro e vai beneficiar moradores de 17 ruas da região.

O gerente do Auto Posto Padocka, situado na esquina da rua Búfalo com a avenida Utinga, Fernando Moura, disse que as vendas do estabelecimento diminuíram cerca 30% na última semana, por causa do desvio feito no local. É que o motorista que segue da avenida Nova York em direção ao bairro Santa Terezinha precisa sair da avenida Utinga, entrar na rua Tóquio, e trafegar um quarteirão, da alameda Calcutá até a rua Ana Neri, para retornar à avenida Utinga.

Segundo Moura, com a interdição da avenida Utinga entre as ruas Búfalo e Haia, a venda de combustíveis deverá cair 50%. “Entendemos que é necessário, mas deviam ter chamado os comerciantes para discutir a melhor forma de eles trabalharem sem nos prejudicar. Tive de pedir para deixarem uma passagem (na esquina entre as ruas Búfalo e Tóquio) de acesso ao posto, porque colocaram alguns tubos na rua que impediam a entrada dos carros.”

Ednaldo Antônio da Silva, dono de uma borracharia na avenida Utinga, situada na quadra entre as ruas Búfalo e Haia, já calcula os “prejuízos”. “O movimento já caiu 50%. Vou cruzar os braços, porque as valas por onde passarão as tubulações serão abertas do lado do meu estabelecimento.”

Iniciada há cerca de seis meses, segundo um fiscal do Semasa que pediu para não ser citado, a obra consiste na captação da água de chuva na parte alta do bairro, a partir da rua Cartagena, para direcioná-la ao rio Tamanduateí. A tubulação passará ainda pelas ruas Calcutá, Alexandria, Ana Neri, Praga, México, Mantova, Sidnei e Capri, paralelas à avenida Utinga.

Na avenida Varsóvia com a avenida dos Estados, trecho inicial dos trabalhos, o Semasa concluiu, em dezembro, a construção de um túnel subterrâneo que vai levar a água da chuva para o Tamanduateí. A galeria tem 60 m de extensão e 2,5 m de diâmetro. Os tubos, de 1,80 m por 2,5 m, vão substituir os antigos – com cerca de 30 anos – de menor dimensão (1,20 m).

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