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Esquiva Falcão mira revanche com japonês que o tirou ouro

Ari Paleta/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Boxeador conta que está engasgado desde Jogos
de Londres, quando perdeu por conta de punição


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

12/09/2017 | 07:00


Cada soco que Esquiva Falcão dá no saco de areia nos treinos é como se descarregasse parte da raiva que acumula desde que perdeu o ouro na Olimpíada de Londres, em 2012, para o japonês Ryota Murata. Ele não se conformou com o revés decretado após sofrer punição polêmica que o retirou dois pontos e a chance de subir no lugar mais alto do pódio. Engasgado, o capixaba espera ansiosamente pela revanche, o que pode ocorrer em 2018, agora valendo o cinturão do peso médio.

Desde a derrota para o japonês, a vida de Esquiva Falcão mudou vertiginosamente. Ele migrou para o boxe profissional e vem conseguindo desempenho impressionante. Foram 18 vitórias em 18 lutas, sendo a última diante do mexicano Norberto González, em agosto.
Mesmo com mais um combate para fazer em dezembro – adversário não foi definido –, o brasileiro projeta a luta pelo título mundial. Dia 22 de outubro, Murata vai enfrentar o francês Hassan N’Dam N’Jikam, atual detentor do cinturão da categoria. A luta será uma revanche, já que, em maio, o japonês perdeu por pontos, em decisão dividida. O vencedor será desafiado por Esquiva Falcão.

“Tenho uma luta em dezembro, mas minha equipe já deu sinal verde para eu brigar pelo cinturão em 2018. Acredito que vai ser contra o japonês da final olímpica”, projetou Esquiva, deixando claro que não absorveu o último revés. “Não perdi a prata, não perdi para o japonês e, sim, para o árbitro, que me tirou dois pontos (por clinche). Não foi o cara que encaixou dois golpes. Ele ganhou por um ponto, estou engasgado. Acredito que até para o japonês está entalado porque ele sabe que na luta, perdeu. Estou ansioso para esse combate”, assume.

Logo depois da derrota em Londres, Falcão decidiu ir para o boxe profissional, mesmo tendo a oportunidade de conquistar o ouro nos Jogos do Rio, em 2016. A busca era por reconhecimento, visibilidade e dinheiro. Por mais difícil que tenha sido a decisão, o brasileiro mostra com a incrível sequência de vitórias que fez a opção correta.

“Esperava começo bom, porque vinha de medalha olímpica, o que abriu muitas portas. Sabia que era favorito para os Jogos do Rio, mas conversei muito com meu pai (o ex-pugilista Adegard Câmara Florentino, conhecido como Touro Moreno), com a minha família e decidi o que era melhor para mim. Medalha olímpica eu já tinha, isso me influenciou a tomar a decisão”, explica.

No boxe profissional, além de lutas e visibilidade, Esquiva ganhou dinheiro e reconhecimento. “Tenho mais visibilidade e patrocinadores individuais. No boxe olímpico era um apoio para a equipe toda. A visibilidade é muito maior, tenho assessor de imprensa, minha equipe cuida de todos os detalhes para mim. Estou gostando bastante, às vezes me sinto até famoso pelo reconhecimento que os fãs estão demonstrando nas ruas”, observa Esquiva.

Pugilista lembra início em São Caetano

Quem vê Esquiva Falcão no topo do boxe mundial não imagina as dificuldades que esse capixaba de 27 anos já teve de superar. De origem humilde, ele começou na modalidade aos 15 anos, em academia de São Caetano. Logo depois passou a integrar a Seleção Brasileira e treinou por três anos em Santo André.

“Foi momento bom da carreira, quando aprendi muita coisa. Todo boxeador passa dificuldade na vida. Morei na academia, dei soco em bananeira, não tinha onde dormir. Ganhava R$ 200 por mês na Seleção Brasileira e mandava R$ 100 para meus pais. Vivia com o resto. Graças a Deus passei por isso, treinei forte e hoje sou um dos exemplos para as crianças”, conta o orgulhoso boxeador.  



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