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Mistura de formas e texturas


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

10/05/2011 | 07:23


"Você quer tirar a foto com ou sem a figura?", pergunta o artista plástico paulistano Robinson Machado ao posar para as fotos que divulgam a abertura de sua exposição, 'Caos e Efeito', na Casa do Olhar, em Santo André, na sexta-feira. Um passo à direita, formas geométricas estão esboçadas no quadro; outro à esquerda, e um retrato pop art desvela-se na mesma tela.

O efeito é o que ele chama de poptic, mistura de pop com op art. Em técnica de impressão na qual as imagens têm duas dimensões e mudam conforme a posição do espectador, ele encontrou o meio de aliar seu discurso e as ambiguidades do mundo contemporâneo a um trabalho que é multi-forma muito além do olhar.

"O que eu resgato destas artes e tento colocar em um contexto visual é a nossa realidade agora. Elas formam dois movimentos que fizeram parte de um período histórico e crítico, cheio de questionamentos legítimos, mas hoje estamos tão enredados neste mundo que criticamos, que é difícil quem não faça parte disso", aponta Machado.

A solução, segundo ele, seria dar um passo para o lado, cada qual na direção que preferir, confrontando a realidade com as cores ou as formas que quiser.

Jornalista interessado por fotografia, Machado trabalhou resgatando assuntos que permeavam seu universo: o apuro no olhar, a necessidade de comunicar e estar vivo quase que no olho do furacão: a São Paulo do século 21. "Antes do primeiro quadro, fiz pesquisa sobre linguagens que me interessavam, queria ir até onde as pessoas não foram e resolvi misturar estas artes. Não encontrei ninguém que usa as duas deliberadamente. Elas estão na discussão entre o que é arte, o que não é e o cotidiano transposto para a figura artística."

O lado op art, para ele, é feito pelo do recorte de sua realidade através do olhar. "É a minha parte fotógrafo, que procura angulações, texturas e impressões", diz.

O lado pop art, um painel da sua vivência. "Eu vou para balada, trabalho todo dia, eu sou parte de tudo isso e não renego, mas não me entrego a essa realidade como quem tem que se entregar para não ficar à parte."

As criações partem da fotografia, nas quais o artista rascunha no papel ou no computador. A seguir, texturas são criadas para a imagem, que é tomada de camadas e sobreposições. Depois de encontrar gráfica que imprime em formato grande as telas que ganham o efeito visual - a única do Brasil está em Santo André - o trabalho ganhou contornos matemáticos. "O software é complexo, cheio de equações, fico sentado horas para passar as imagens para a tela especial."

Caos e Efeito - Exposição. Na Casa do Olhar - Rua Campos Salles, 414, Santo André. Tel.: 4992-7730. A partir de sexta (13), de terça a sábado, das 10h às 17h. Grátis. Até o dia 4.



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Mistura de formas e texturas

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

10/05/2011 | 07:23


"Você quer tirar a foto com ou sem a figura?", pergunta o artista plástico paulistano Robinson Machado ao posar para as fotos que divulgam a abertura de sua exposição, 'Caos e Efeito', na Casa do Olhar, em Santo André, na sexta-feira. Um passo à direita, formas geométricas estão esboçadas no quadro; outro à esquerda, e um retrato pop art desvela-se na mesma tela.

O efeito é o que ele chama de poptic, mistura de pop com op art. Em técnica de impressão na qual as imagens têm duas dimensões e mudam conforme a posição do espectador, ele encontrou o meio de aliar seu discurso e as ambiguidades do mundo contemporâneo a um trabalho que é multi-forma muito além do olhar.

"O que eu resgato destas artes e tento colocar em um contexto visual é a nossa realidade agora. Elas formam dois movimentos que fizeram parte de um período histórico e crítico, cheio de questionamentos legítimos, mas hoje estamos tão enredados neste mundo que criticamos, que é difícil quem não faça parte disso", aponta Machado.

A solução, segundo ele, seria dar um passo para o lado, cada qual na direção que preferir, confrontando a realidade com as cores ou as formas que quiser.

Jornalista interessado por fotografia, Machado trabalhou resgatando assuntos que permeavam seu universo: o apuro no olhar, a necessidade de comunicar e estar vivo quase que no olho do furacão: a São Paulo do século 21. "Antes do primeiro quadro, fiz pesquisa sobre linguagens que me interessavam, queria ir até onde as pessoas não foram e resolvi misturar estas artes. Não encontrei ninguém que usa as duas deliberadamente. Elas estão na discussão entre o que é arte, o que não é e o cotidiano transposto para a figura artística."

O lado op art, para ele, é feito pelo do recorte de sua realidade através do olhar. "É a minha parte fotógrafo, que procura angulações, texturas e impressões", diz.

O lado pop art, um painel da sua vivência. "Eu vou para balada, trabalho todo dia, eu sou parte de tudo isso e não renego, mas não me entrego a essa realidade como quem tem que se entregar para não ficar à parte."

As criações partem da fotografia, nas quais o artista rascunha no papel ou no computador. A seguir, texturas são criadas para a imagem, que é tomada de camadas e sobreposições. Depois de encontrar gráfica que imprime em formato grande as telas que ganham o efeito visual - a única do Brasil está em Santo André - o trabalho ganhou contornos matemáticos. "O software é complexo, cheio de equações, fico sentado horas para passar as imagens para a tela especial."

Caos e Efeito - Exposição. Na Casa do Olhar - Rua Campos Salles, 414, Santo André. Tel.: 4992-7730. A partir de sexta (13), de terça a sábado, das 10h às 17h. Grátis. Até o dia 4.

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