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Ciro acusa FHC e Serra de golpismo contra Lula


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

20/11/2005 | 09:15


O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, acusou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o prefeito de São Paulo, José Serra, de capitanearem uma estratégia de golpismo do PSDB de São Paulo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmação foi feita durante palestra no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, onde o ministro esteve sexta, para falar sobre o projeto de transposição do Rio São Francisco.

“Não estendo (a acusação) nem ao todo do PSDB de São Paulo, para ser bem honesto. Ao Serra e ao Fernando Henrique, que são os mais frustrados, com certeza”, atacou Ciro. O ministro faz questão de diferenciar golpe de golpismo ao dizer que não há elementos concretos para interromper o mandato de Lula. “Golpe é um ato concreto. Golpismo é uma conduta cuja intenção é desgastar para preparar a derrubada”. Segundo Ciro, o golpismo está em ameaças de violência física ao presidente, acusações sem provas, ameaça de impeachment e pedido de cassação do registro do PT por suposto financiamento ilegal da campanha à Presidência de 2002 com dinheiro do governo de Cuba.

Pela ordem do que o ministro chama de “taticazinha mequetrefe”, a oposição teria estabelecido um cronograma da crise. Primeiro, a idéia era conquistar a presidência da Câmara, hoje com Aldo Rebelo (PC do B-SP), aliado do governo. “Aí falhou, houve um retrocesso deles”, diz Ciro. Em seguida, haveria o pedido de prorrogação das CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito). E, para a sangria final, o impeachment, que Ciro acredita que ainda será pedido em janeiro, para tumultuar o processo eleitoral de 2006. “Por ora, (a estratégia da oposição) é fragilizar o Palocci. Se possível, provocar crise no governo, dizendo que a culpa é da Dilma (ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef).”

O impedimento do governo Lula, aliás, só não foi pedido antes por falta de respaldo popular, crê o ministro. “Eles (PSDB) queriam impeachment duplo. Cairiam o presidente e o vice, e assumiria o Severino (Cavalcanti , ex-presidente da Câmara à época), eleito por eles. Viram que não haveria apoio”, diz Ciro. Se por um lado ataca o PSDB de São Paulo, Ciro isenta de críticas o senador tucano Tasso Jereissati (CE), recém-apontado pelo próprio Fernando Henrique Cardoso como possível nome na disputa pela Presidência. “Ele (Tasso) é responsável, tem mais espírito público, pensa mais no Brasil antes de pensar em si mesmo e no seu partido”, acredita.

Também o governador do Estado, Geraldo Alckmin, outro pré-candidato à Presidência pelo PSDB, é poupado das críticas do ministro. “Ele entra nessa em função dos acordos que faz para tentar se viabilizar, o que inclusive violenta a natureza dele”, alfineta. Para Ciro – nascido em Pindamonhagaba, interior de São Paulo, assim como o governador tucano –, Alckmin começou a reverberar as críticas a Lula apenas quando virou potencial candidato à sucessão presidencial. “Não tem nada a ver com o estilo dele”, diz Ciro.

Diferenciação – Apesar de defender o presidente Lula das acusações de que ele sabia do suposto esquema de corrupção, o ministro bate forte no PT. Em sua fala no Sindicato dos Metalúrgicos, Ciro disse que a antiga direção do partido “trocou os pés pelas mãos” e que “havia uma exacerbação moralista” dos petistas até as denúncias de caixa 2 de campanha. “Serenidade não é vantagem, é premissa. A melhor lição é o exemplo. (Caixa 2) Eu não faço”, declara.

O ministro enfatiza que não é nem nunca foi petista. “Mas eu apoiei o Lula, portanto sou responsável também por esse negócio. Senão, vou bancar esses pseudo-esquerdistas que fizeram de conta que não leram a ‘Carta aos Brasileiros‘ (documento feito à época da eleição de 2002, que acenava com ajuste fiscal rigoroso)”, dispara. O lembrete é para o presidente do PPS, Roberto Freire, e ex-petistas como Heloísa Helena (P-SOL-AL), Chico Alencar (P-SOL-RJ) e Fernando Gabeira (PV-RJ).

Sobre as acusações de que o presidente tinha conhecimento do mensalão, o ministro questiona denúncias de corrupção do governo anterior. “Se não vale que a gente diga que houve compra de votos para a reeleição do Fernando Henrique, por que vale a forçação de barra de dizer que Lula sabia do mensalão? O povo brasileiro pode falar de imoralidade para nós, mas essa gente, não”.



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Ciro acusa FHC e Serra de golpismo contra Lula

Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

20/11/2005 | 09:15


O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, acusou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o prefeito de São Paulo, José Serra, de capitanearem uma estratégia de golpismo do PSDB de São Paulo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmação foi feita durante palestra no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, onde o ministro esteve sexta, para falar sobre o projeto de transposição do Rio São Francisco.

“Não estendo (a acusação) nem ao todo do PSDB de São Paulo, para ser bem honesto. Ao Serra e ao Fernando Henrique, que são os mais frustrados, com certeza”, atacou Ciro. O ministro faz questão de diferenciar golpe de golpismo ao dizer que não há elementos concretos para interromper o mandato de Lula. “Golpe é um ato concreto. Golpismo é uma conduta cuja intenção é desgastar para preparar a derrubada”. Segundo Ciro, o golpismo está em ameaças de violência física ao presidente, acusações sem provas, ameaça de impeachment e pedido de cassação do registro do PT por suposto financiamento ilegal da campanha à Presidência de 2002 com dinheiro do governo de Cuba.

Pela ordem do que o ministro chama de “taticazinha mequetrefe”, a oposição teria estabelecido um cronograma da crise. Primeiro, a idéia era conquistar a presidência da Câmara, hoje com Aldo Rebelo (PC do B-SP), aliado do governo. “Aí falhou, houve um retrocesso deles”, diz Ciro. Em seguida, haveria o pedido de prorrogação das CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito). E, para a sangria final, o impeachment, que Ciro acredita que ainda será pedido em janeiro, para tumultuar o processo eleitoral de 2006. “Por ora, (a estratégia da oposição) é fragilizar o Palocci. Se possível, provocar crise no governo, dizendo que a culpa é da Dilma (ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef).”

O impedimento do governo Lula, aliás, só não foi pedido antes por falta de respaldo popular, crê o ministro. “Eles (PSDB) queriam impeachment duplo. Cairiam o presidente e o vice, e assumiria o Severino (Cavalcanti , ex-presidente da Câmara à época), eleito por eles. Viram que não haveria apoio”, diz Ciro. Se por um lado ataca o PSDB de São Paulo, Ciro isenta de críticas o senador tucano Tasso Jereissati (CE), recém-apontado pelo próprio Fernando Henrique Cardoso como possível nome na disputa pela Presidência. “Ele (Tasso) é responsável, tem mais espírito público, pensa mais no Brasil antes de pensar em si mesmo e no seu partido”, acredita.

Também o governador do Estado, Geraldo Alckmin, outro pré-candidato à Presidência pelo PSDB, é poupado das críticas do ministro. “Ele entra nessa em função dos acordos que faz para tentar se viabilizar, o que inclusive violenta a natureza dele”, alfineta. Para Ciro – nascido em Pindamonhagaba, interior de São Paulo, assim como o governador tucano –, Alckmin começou a reverberar as críticas a Lula apenas quando virou potencial candidato à sucessão presidencial. “Não tem nada a ver com o estilo dele”, diz Ciro.

Diferenciação – Apesar de defender o presidente Lula das acusações de que ele sabia do suposto esquema de corrupção, o ministro bate forte no PT. Em sua fala no Sindicato dos Metalúrgicos, Ciro disse que a antiga direção do partido “trocou os pés pelas mãos” e que “havia uma exacerbação moralista” dos petistas até as denúncias de caixa 2 de campanha. “Serenidade não é vantagem, é premissa. A melhor lição é o exemplo. (Caixa 2) Eu não faço”, declara.

O ministro enfatiza que não é nem nunca foi petista. “Mas eu apoiei o Lula, portanto sou responsável também por esse negócio. Senão, vou bancar esses pseudo-esquerdistas que fizeram de conta que não leram a ‘Carta aos Brasileiros‘ (documento feito à época da eleição de 2002, que acenava com ajuste fiscal rigoroso)”, dispara. O lembrete é para o presidente do PPS, Roberto Freire, e ex-petistas como Heloísa Helena (P-SOL-AL), Chico Alencar (P-SOL-RJ) e Fernando Gabeira (PV-RJ).

Sobre as acusações de que o presidente tinha conhecimento do mensalão, o ministro questiona denúncias de corrupção do governo anterior. “Se não vale que a gente diga que houve compra de votos para a reeleição do Fernando Henrique, por que vale a forçação de barra de dizer que Lula sabia do mensalão? O povo brasileiro pode falar de imoralidade para nós, mas essa gente, não”.

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