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Sem perder a brincadeira

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na pandemia, pega-pega é realizado com número menor de participantes e junto da família


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 07:00


Uma das brincadeiras mais conhecidas do mundo também sofreu com o surgimento do novo coronavírus. Com a recomendação do distanciamento social para evitar a proliferação da Covid-19, o pega-pega não está 100% liberado, uma vez que envolve reunião de pessoas e toque entre os participantes. São necessários cuidados para que a diversão seja realizada da maneira mais segura possível.

Moradora de São Bernardo, Maria Eduarda Silva de Brito, 10 anos, costumava encontrar os amigos do prédio para correrem atrás uns dos outros. Ela agora tem brincado somente entre os familiares, em um grupo menor. “As brincadeiras não estão mais animadas no condomínio, estão proibidas, e acontecem só com a minha família mesmo. Espero que tudo isso (o distanciamento) acabe logo. Gosto muito de pega-pega, é muito legal”, diz.
 

As ‘partidas’ ocorrem principalmente na rua da casa da avó materna, em lugar aberto e sem aglomeração de pessoas. É lá onde a menina se encontra com os primos para gastarem toda a energia. “A parte mais desafiadora é você continuar correndo e não se cansar.” Desenvolver velocidade, agilidade, coordenação motora e criatividade fazem parte dos benefícios da atividade, capaz de mobilizar crianças, adolescentes e adultos.
 

Miguel da Silva Paiva, 9, é um dos primos de Maria Eduarda que costumam participar da brincadeira. Ele comenta que não há muita regras, apenas o objetivo do pegador em ir atrás dos fugitivos ao seu redor. “A parte mais legal é quando tem muita gente para pegar. Já a parte mais chata acontece quando todo mundo já cansou e sai da brincadeira”, explica, ressaltando a tensão de ser cercado durante uma fuga.
 

Eles sabem que a atividade é muito ligada a uma fase dentro da infância, mas acreditam que irão manter a empolgação ao longo da vida, tanto com os primos quanto com os amigos. Se mostrarem talento e se esforçarem bastante, podem até se transformar em profissionais do pega-pega. “Quando a gente vira adulto sempre vai ter uma criança dentro de nós. Eu vou continuar brincando das coisas que eu gosto”, afirma o garoto.

Acredita-se que a atividade tenha sido criada na Holanda, por volta de 1830. Sua popularidade se espalhou pela Europa e pelo mundo com o tempo.

Game show ‘Ultimate Tag’ aposta em arena chamativa

A diversão em torno do pega-pega ganha status de entretenimento em Ultimate Tag, nova aposta do Fox Channel. O game show coloca homens e mulheres diante de corridas cheias de emoção em desafios inspirados pela brincadeira.
 

A cada capítulo, participantes mostram suas habilidades em arena recheada de obstáculos, casos de barras, elevações e espaços de pular. Homens e mulheres são convocados para buscar prêmio em dinheiro.
 

Para impedir que vençam, o programa montou time com atletas de várias modalidades que ganharam apelidos parecidos com heróis e vilões das histórias em quadrinhos. Eles aparecem na medida em que as diferentes etapas são apresentadas, como ser o último a ser pego, evitar o ‘caçador’ dentro de um labirinto ou fugir o máximo possível em espaço nas alturas.
 

A primeira temporada estreia hoje, às 18h. Os episódios novos serão exibidos semanalmente aos domingos, no mesmo horário.

A edição do World Chase Tag dos Estados Unidos está sendo realizada desde o dia 14. As finais estão agendadas para 19 de dezembro;

O Brasil não possui uma entidade filiada à organização do torneio.

Campeonato mundial reúne os melhores

Uma competição real da modalidade movimenta o World Chase Tag, criado em 2017 e que conta com times de países como Estados Unidos, França, Japão e Espanha. Não faltam atletas que se dão bem em corridas, saltos e parkour (método onde se explora variadas formas de passar por obstáculos com muita habilidade).
 

Os grupos são formados por homens e mulheres, com total de cinco participantes. No modo principal, são realizadas 16 ‘corridas’ com o cronômetro marcando 20 segundos para cada uma delas. Os lados ganham um ponto sempre que um perseguidor encosta – somente com uma das mãos – em um oponente que está fugindo. Ganha quem pontuar mais ao fim do ciclo. Jogadas consideradas perigosas são proibidas.
 

As redes sociais tiveram papel muito importante para a popularização da modalidade nos últimos anos. Basta uma busca simples sobre o tema na internet para encontrar fotos, vídeos e ver as partidas.



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Sem perder a brincadeira

Na pandemia, pega-pega é realizado com número menor de participantes e junto da família

Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 07:00


Uma das brincadeiras mais conhecidas do mundo também sofreu com o surgimento do novo coronavírus. Com a recomendação do distanciamento social para evitar a proliferação da Covid-19, o pega-pega não está 100% liberado, uma vez que envolve reunião de pessoas e toque entre os participantes. São necessários cuidados para que a diversão seja realizada da maneira mais segura possível.

Moradora de São Bernardo, Maria Eduarda Silva de Brito, 10 anos, costumava encontrar os amigos do prédio para correrem atrás uns dos outros. Ela agora tem brincado somente entre os familiares, em um grupo menor. “As brincadeiras não estão mais animadas no condomínio, estão proibidas, e acontecem só com a minha família mesmo. Espero que tudo isso (o distanciamento) acabe logo. Gosto muito de pega-pega, é muito legal”, diz.
 

As ‘partidas’ ocorrem principalmente na rua da casa da avó materna, em lugar aberto e sem aglomeração de pessoas. É lá onde a menina se encontra com os primos para gastarem toda a energia. “A parte mais desafiadora é você continuar correndo e não se cansar.” Desenvolver velocidade, agilidade, coordenação motora e criatividade fazem parte dos benefícios da atividade, capaz de mobilizar crianças, adolescentes e adultos.
 

Miguel da Silva Paiva, 9, é um dos primos de Maria Eduarda que costumam participar da brincadeira. Ele comenta que não há muita regras, apenas o objetivo do pegador em ir atrás dos fugitivos ao seu redor. “A parte mais legal é quando tem muita gente para pegar. Já a parte mais chata acontece quando todo mundo já cansou e sai da brincadeira”, explica, ressaltando a tensão de ser cercado durante uma fuga.
 

Eles sabem que a atividade é muito ligada a uma fase dentro da infância, mas acreditam que irão manter a empolgação ao longo da vida, tanto com os primos quanto com os amigos. Se mostrarem talento e se esforçarem bastante, podem até se transformar em profissionais do pega-pega. “Quando a gente vira adulto sempre vai ter uma criança dentro de nós. Eu vou continuar brincando das coisas que eu gosto”, afirma o garoto.

Acredita-se que a atividade tenha sido criada na Holanda, por volta de 1830. Sua popularidade se espalhou pela Europa e pelo mundo com o tempo.

Game show ‘Ultimate Tag’ aposta em arena chamativa

A diversão em torno do pega-pega ganha status de entretenimento em Ultimate Tag, nova aposta do Fox Channel. O game show coloca homens e mulheres diante de corridas cheias de emoção em desafios inspirados pela brincadeira.
 

A cada capítulo, participantes mostram suas habilidades em arena recheada de obstáculos, casos de barras, elevações e espaços de pular. Homens e mulheres são convocados para buscar prêmio em dinheiro.
 

Para impedir que vençam, o programa montou time com atletas de várias modalidades que ganharam apelidos parecidos com heróis e vilões das histórias em quadrinhos. Eles aparecem na medida em que as diferentes etapas são apresentadas, como ser o último a ser pego, evitar o ‘caçador’ dentro de um labirinto ou fugir o máximo possível em espaço nas alturas.
 

A primeira temporada estreia hoje, às 18h. Os episódios novos serão exibidos semanalmente aos domingos, no mesmo horário.

A edição do World Chase Tag dos Estados Unidos está sendo realizada desde o dia 14. As finais estão agendadas para 19 de dezembro;

O Brasil não possui uma entidade filiada à organização do torneio.

Campeonato mundial reúne os melhores

Uma competição real da modalidade movimenta o World Chase Tag, criado em 2017 e que conta com times de países como Estados Unidos, França, Japão e Espanha. Não faltam atletas que se dão bem em corridas, saltos e parkour (método onde se explora variadas formas de passar por obstáculos com muita habilidade).
 

Os grupos são formados por homens e mulheres, com total de cinco participantes. No modo principal, são realizadas 16 ‘corridas’ com o cronômetro marcando 20 segundos para cada uma delas. Os lados ganham um ponto sempre que um perseguidor encosta – somente com uma das mãos – em um oponente que está fugindo. Ganha quem pontuar mais ao fim do ciclo. Jogadas consideradas perigosas são proibidas.
 

As redes sociais tiveram papel muito importante para a popularização da modalidade nos últimos anos. Basta uma busca simples sobre o tema na internet para encontrar fotos, vídeos e ver as partidas.

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