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Diadema mantém apadrinhados de Regina Gonçalves após ver nepotismo

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura nomeou Daynilson Lopes mesmo depois de descobrir nepotismo


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

25/10/2017 | 07:00


O governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), nomeou servidor comissionado indicado pela secretária Regina Gonçalves (PV, Habitação) mesmo depois de descobrir que a contratação caracterizaria nepotismo, já que a sogra do apadrinhado também era servidora de confiança no Paço diademense.

Daynilson Lopes Vieira foi nomeado no fim de setembro no cargo de chefe de serviço, lotado na Secretaria de Educação. Sua sogra, Genilda Severo da Silva Santos, já trabalhava na Secretaria de Habitação desde abril. Ela foi contratada como chefe de divisão no setor de projetos e obras, mas atua como secretária de Regina, segundo a verde admitiu ao Diário.

Foi o próprio apadrinhado de Regina que, no ato de sua admissão, declarou à Prefeitura que já possuía parentes ocupando cargos por indicação política na Prefeitura.

O Diário apurou que, antes de a nomeação se efetivar, o caso foi levado ao chefe de Gabinete, o vice-prefeito Márcio da Farmácia (PV), pelo secretário de Gestão de Pessoas, Sérgio Lucchini. Na ocasião, Márcio teria orientado pela manutenção da contratação, o que ele negou veementemente.

O alerta de que a contratação caracterizaria como nepotismo teria sido dado, inclusive, pela Secretaria de Assuntos Jurídicos, mas ainda assim Daynilson e Genilda foram mantidos nos cargos sem nenhum dos dois passarem em concurso público.

O apadrinhado de Regina comunicou ao Paço sobre o parentesco com Genilda neste mês, quando entregou sua documentação para ser contratado. Esse processo, porém, ocorre antes de o servidor começar a trabalhar. A portaria que oficializa a nomeação de Daynilson, que mora em São Bernardo, indica admissão desde o dia 4 de setembro. Nos dois cargos indicados por Regina, genro e sogra ganham R$ 4.422,41 e R$ 5.288,01, respectivamente. Daynilson, inclusive, já recebeu salário.

Questionado, o Paço não respondeu por que manteve a nomeação mesmo após descobrir o grau de parentesco, tampouco se a nomeação de Daynilson foi retroativa à data que começou a trabalhar de fato.

Por telefone, Regina negou conhecer o comissionado, mas confirmou que Genilda é sua secretária. “Eu desconheço (o caso). Não conheço a pessoa (Daynilson) e não posso falar. Vou procurar saber e me inteirar da questão”, alegou a secretária.

Márcio da Farmácia confirmou ter sido comunicado por Lucchini sobre o caso, mas disse que ordenou a demissão do comissionado “Orientei que o demitissem. Já deram andamento (na demissão)”, disse.

Lucchini, Genilda e Daynilson não foram encontrados para falar sobre o assunto. 



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