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Colégio andreense registra casos de meningite viral

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Especialista explica que o tipo da doença transmitida por vírus não apresenta perigo para as crianças e age como uma virose


Daniel Tossato
Especial para o Diário

12/11/2014 | 07:00


Pais de alunos do Colégio Unidade Jardim, em Santo André, estão preocupados com casos de meningite viral registrados na unidade de ensino. Três alunos da Educação Infantil foram diagnosticados com a doença entre setembro e outubro e um quarto foi confirmado em agosto. Especialista, porém, garante que a doença só deve ser motivo de preocupação na forma transmitida por bactérias, e não por vírus.

Para tranquilizar os pais, o colégio emitiu informativo, disponível em seu site, no qual também pede para que os responsáveis fiquem atentos a qualquer alteração na saúde de seus filhos. A Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Santo André também acompanhou os casos. A nota diz ainda que todas as crianças já estavam bem e participavam normalmente das atividades escolares.

A escola informou que mesmo se tratando de um quadro onde a doença tem fácil tratamento, notificou todos os pais para que não houvesse nenhum alarde. “Aumentamos a utilização de álcool na limpeza das salas e estamos utilizando também ácido peracético (solução incolor utilizada para desinfecções e esterilização) para evitar contaminações.”

Segundo a pediatra e imunologista da Faculdade de Medicina do ABC Anete Grumach, os pais não devem se preocupar. “Quando detectada, a meningite viral não necessita de tratamentos com antibióticos. Assim como outra virose, ela deverá desaparecer em alguns dias”, explicou. Já a bacteriana, quando descoberta, deverá ser tratada o mais rápido possível. “A meningite, diferentemente do que pensamos, não é uma doença de fácil contágio. Há a necessidade de se estar em contato com o doente por um tempo”, afirmou.

Os sintomas (febre, dor de cabeça e rigidez na nuca, principalmente) podem se assemelhar muito entre os tipos da infecção, por isso, a pediatra aconselha que levem o doente para que um médico especializado possa diagnosticar o caso. “A criança deve passar o quanto antes no médico. O mais importante é que a doença seja descoberta e tratada.” A pediatra ainda lembra que a vacinação é a principal forma de evitar a enfermidade.

A meningite é uma infecção que atinge as membranas do cérebro e outras parte do sistema nervoso central. A doença tem mais facilidade de se espalhar quando o clima está seco e atinge com mais facilidade as crianças.

Por meio de nota, a Prefeitura de Santo André informou ter diagnosticado desde o início do ano 138 casos de meningite viral e nenhuma ocorrência de meningite bacteriana, porém, ainda há 38 casos em investigação. 



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Colégio andreense registra casos de meningite viral

Especialista explica que o tipo da doença transmitida por vírus não apresenta perigo para as crianças e age como uma virose

Daniel Tossato
Especial para o Diário

12/11/2014 | 07:00


Pais de alunos do Colégio Unidade Jardim, em Santo André, estão preocupados com casos de meningite viral registrados na unidade de ensino. Três alunos da Educação Infantil foram diagnosticados com a doença entre setembro e outubro e um quarto foi confirmado em agosto. Especialista, porém, garante que a doença só deve ser motivo de preocupação na forma transmitida por bactérias, e não por vírus.

Para tranquilizar os pais, o colégio emitiu informativo, disponível em seu site, no qual também pede para que os responsáveis fiquem atentos a qualquer alteração na saúde de seus filhos. A Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Santo André também acompanhou os casos. A nota diz ainda que todas as crianças já estavam bem e participavam normalmente das atividades escolares.

A escola informou que mesmo se tratando de um quadro onde a doença tem fácil tratamento, notificou todos os pais para que não houvesse nenhum alarde. “Aumentamos a utilização de álcool na limpeza das salas e estamos utilizando também ácido peracético (solução incolor utilizada para desinfecções e esterilização) para evitar contaminações.”

Segundo a pediatra e imunologista da Faculdade de Medicina do ABC Anete Grumach, os pais não devem se preocupar. “Quando detectada, a meningite viral não necessita de tratamentos com antibióticos. Assim como outra virose, ela deverá desaparecer em alguns dias”, explicou. Já a bacteriana, quando descoberta, deverá ser tratada o mais rápido possível. “A meningite, diferentemente do que pensamos, não é uma doença de fácil contágio. Há a necessidade de se estar em contato com o doente por um tempo”, afirmou.

Os sintomas (febre, dor de cabeça e rigidez na nuca, principalmente) podem se assemelhar muito entre os tipos da infecção, por isso, a pediatra aconselha que levem o doente para que um médico especializado possa diagnosticar o caso. “A criança deve passar o quanto antes no médico. O mais importante é que a doença seja descoberta e tratada.” A pediatra ainda lembra que a vacinação é a principal forma de evitar a enfermidade.

A meningite é uma infecção que atinge as membranas do cérebro e outras parte do sistema nervoso central. A doença tem mais facilidade de se espalhar quando o clima está seco e atinge com mais facilidade as crianças.

Por meio de nota, a Prefeitura de Santo André informou ter diagnosticado desde o início do ano 138 casos de meningite viral e nenhuma ocorrência de meningite bacteriana, porém, ainda há 38 casos em investigação. 

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