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DGABC/Arquivo Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


10/10/2010 | 07:10


O equilíbrio nas contas correntes nos países emergentes e avançados, com exceção da Europa, diminuiu nos últimos anos e pode se tornar preocupante, segundo discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Comitê Monetário e Financeiro Internacional, no FMI (Fundo Monetário Internacional).

"É irreal achar que é possível que essa tendência continue indefinidamente", diz o ministro em seu pronunciamento. Mantega está em Washington participando da Reunião Anual do FMI e Bird (Banco Mundial).

O ministro alerta, ainda, que os juros perto de zero e a rápida expansão monetária visam estimular a demanda doméstica, mas também tendem a enfraquecer suas moedas e aumentar as exportações líquidas de bens e serviços. "Algumas economias avançadas estão mesmo intervindo diretamente no câmbio para enfraquecer suas moedas."

Mantega também falou sobre os problemas de recuperação nas economias avançadas e a necessidade de alguns países de continuarem com os estímulos fiscais. De acordo com o ministro, a recuperação nos países avançados continua fraca e "apesar das surpresas positivas na primeira metade de 2010, indicadores mais recentes sugerem cenário menos favorável, especialmente nos Estados Unidos, Japão e alguns países europeus".

Segundo ele, esses países estão adotando políticas monetárias de expansão agressivas como meio de estimular o crescimento. "Eles podem decidir intensificá-las em resposta à fraca retomada, persistência do alto desemprego e, em alguns casos, risco de deflação."

Mantega deve aconselhar as economias avançadas que ainda possuem espaço fiscal para postergar os cortes de gastos públicos e aumento de impostos até que a recuperação se consolide. "Alguns países importantes ainda têm espaço para expansão fiscal. Isso permitiria que recorressem menos às políticas de afrouxamento monetário", afirma Mantega.

Entre os países a seguir o conselho, o ministro cita Estados Unidos e Alemanha, que poderiam retomar políticas de estímulos fiscais por mais algum tempo.



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10/10/2010 | 07:10


O equilíbrio nas contas correntes nos países emergentes e avançados, com exceção da Europa, diminuiu nos últimos anos e pode se tornar preocupante, segundo discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Comitê Monetário e Financeiro Internacional, no FMI (Fundo Monetário Internacional).

"É irreal achar que é possível que essa tendência continue indefinidamente", diz o ministro em seu pronunciamento. Mantega está em Washington participando da Reunião Anual do FMI e Bird (Banco Mundial).

O ministro alerta, ainda, que os juros perto de zero e a rápida expansão monetária visam estimular a demanda doméstica, mas também tendem a enfraquecer suas moedas e aumentar as exportações líquidas de bens e serviços. "Algumas economias avançadas estão mesmo intervindo diretamente no câmbio para enfraquecer suas moedas."

Mantega também falou sobre os problemas de recuperação nas economias avançadas e a necessidade de alguns países de continuarem com os estímulos fiscais. De acordo com o ministro, a recuperação nos países avançados continua fraca e "apesar das surpresas positivas na primeira metade de 2010, indicadores mais recentes sugerem cenário menos favorável, especialmente nos Estados Unidos, Japão e alguns países europeus".

Segundo ele, esses países estão adotando políticas monetárias de expansão agressivas como meio de estimular o crescimento. "Eles podem decidir intensificá-las em resposta à fraca retomada, persistência do alto desemprego e, em alguns casos, risco de deflação."

Mantega deve aconselhar as economias avançadas que ainda possuem espaço fiscal para postergar os cortes de gastos públicos e aumento de impostos até que a recuperação se consolide. "Alguns países importantes ainda têm espaço para expansão fiscal. Isso permitiria que recorressem menos às políticas de afrouxamento monetário", afirma Mantega.

Entre os países a seguir o conselho, o ministro cita Estados Unidos e Alemanha, que poderiam retomar políticas de estímulos fiscais por mais algum tempo.

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