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Fábricas de bijuterias de S.Caetano vão exportar


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

01/11/2003 | 21:58


Empresários fabricantes de bijuterias instalados em São Caetano dão os primeiros passos para montar um consórcio de exportação nesse ramo de atividade. Os planos de ter uma experiência desse tipo contam com o apoio da Casa do Mercosul, órgão da prefeitura do município voltado a incentivar as pequenas empresas a ingressarem no mercado externo, que prepara para o segmento uma missão comercial ao México para março de 2004.

A idéia de formar parcerias com outras fabricantes partiu dos próprios empresários, inspirados no programa do consórcio de exportação de autopeças. Por esse programa, dez pequenas indústrias ganharam recentemente o apoio técnico e financeiro da Apex (Agência de Promoção às Exportações) e do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para cursos, assessoria em comércio exterior e para participar de feiras internacionais.

Por enquanto há três indústrias de bijuterias dispostas a participar, mas há contatos e a expectativa de que em breve esse número crescerá. “Vamos arrumar mais três e compor a missão e depois montaremos o consórcio”, disse o diretor da Casa do Mercosul, Jerson Ourives.

O empresário Marco Aurélio Santos Silva, da pequena indústria Jóia Rara, disse que desenvolveu o projeto de ampliar as vendas externas no início do ano em parceria com outras, em função da economia nacional parada. “Tínhamos ociosidade de 70% na fábrica. Para a exportação ser viável seria importante ter mais empresas do ramo juntas; isso reduziria custos.”

Sua empresa já exporta desde que foi fundada há dois anos. Tem como principais mercados países da América do Sul e fechou recentemente um contrato para a Nigéria. Depois de um trabalho de mala direta, também tem contatos nos Estados Unidos, Espanha e Itália. Atualmente, 70% de sua produção de bijuterias vai para outros países. Mas as parcerias contribuíriam para ter melhores condições financeiras, segundo ele. “Ganharíamos em escala. Na compra de matéria básica poderíamos ganhar em preço, com toda a despesa dividida.”

A Jóia Rara tem 35 funcionários e produz 300 kg por mês de brincos, anéis, pulseiras e outros itens, em um volume de 30 mil peças mensalmente. Para o industrial, as bijuterias brasileiras têm boa receptividade no exterior, em função de preço competitivo e da qualidade, principalmente quanto ao design e as pedras semipreciosas do país, que agradam o consumidor estrangeiro.



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