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Carnaval em Moema termina com um baleado e 4 feridos


Do Diário do Grande ABC

21/02/2000 | 10:49


O Carnaval de Rua Moema 2000 acabou em pancadaria na tarde deste domingo, na esquina da Avenida Macuco com a Alameda Jauaperi, em Moema, Zona Sul de Sao Paulo. O comerciante Marco Cavalli foi baleado na mao enquanto observava a confusao formada na rua da sacada do 12º andar do edifício no número 426 da Macuco. Moradores do bairro acusaram a Polícia Militar de ter disparado o tiro e registraram boletim de ocorrência no 96º Distrito Policial.

Segundo testemunhas, depois da passagem da Banda Don Pepe di Napoli, atraçao da festa, os folioes começavam a se dispersar quando começou uma briga. A PM, que enviara 80 homens para fazer a segurança do evento, interveio. Por volta das 17h15, a situaçao já estava controlada quando um participante da festa atirou espuma num dos carros da PM.

A confusao recomeçou e os policiais pediram reforços. Moradores contaram que, poucos depois, chegaram ao local 15 carros e 8 motocicletas com PMs, que começaram a espancar folioes e pedestres. A polícia sustenta que foi recebida com latas de cerveja e pedradas lançadas pelos folioes.

Ainda segundo a versao de testemunhas, os PMs atiraram uma bomba de efeito moral e fizeram disparos para o alto, atingido o comerciante. Cavalli, que estava no prédio para um almoço no apartamento de amigos, foi ferido na mao. Com risco de perder o movimento dos dedos, foi operado no Hospital Sírio-Libanês.

"Eu estava longe da confusao, só observando da porta de um bar, quando um policial veio na minha direçao com um cassetete" disse o estudante Alessandro Augusto, 19 anos. "Eu nao acreditei que ele iria me bater por nada, mas bateu."

Para o arquiteto Carlos Loureiro, 34 anos, o incidente foi "absurdo". "Moro a meio quarteirao e vi um policial jogando bomba nas pessoas", contou. "Nao dá para acreditar."

O tenente André Attie, do 12º Batalhao da PM, disse que, com o inquerito policial, será aberto um Inquérito Policial-Militar para averiguar os fatos. "Foi uma festa onde o pessoal bebeu um pouco demais e alguns, escondidos na multidao, tentaram enfrentar a polícia", afirmou. Segundo ele, um carro oficial foi danificado. "Usamos os meios necessários para conter a agressao."



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Carnaval em Moema termina com um baleado e 4 feridos

Do Diário do Grande ABC

21/02/2000 | 10:49


O Carnaval de Rua Moema 2000 acabou em pancadaria na tarde deste domingo, na esquina da Avenida Macuco com a Alameda Jauaperi, em Moema, Zona Sul de Sao Paulo. O comerciante Marco Cavalli foi baleado na mao enquanto observava a confusao formada na rua da sacada do 12º andar do edifício no número 426 da Macuco. Moradores do bairro acusaram a Polícia Militar de ter disparado o tiro e registraram boletim de ocorrência no 96º Distrito Policial.

Segundo testemunhas, depois da passagem da Banda Don Pepe di Napoli, atraçao da festa, os folioes começavam a se dispersar quando começou uma briga. A PM, que enviara 80 homens para fazer a segurança do evento, interveio. Por volta das 17h15, a situaçao já estava controlada quando um participante da festa atirou espuma num dos carros da PM.

A confusao recomeçou e os policiais pediram reforços. Moradores contaram que, poucos depois, chegaram ao local 15 carros e 8 motocicletas com PMs, que começaram a espancar folioes e pedestres. A polícia sustenta que foi recebida com latas de cerveja e pedradas lançadas pelos folioes.

Ainda segundo a versao de testemunhas, os PMs atiraram uma bomba de efeito moral e fizeram disparos para o alto, atingido o comerciante. Cavalli, que estava no prédio para um almoço no apartamento de amigos, foi ferido na mao. Com risco de perder o movimento dos dedos, foi operado no Hospital Sírio-Libanês.

"Eu estava longe da confusao, só observando da porta de um bar, quando um policial veio na minha direçao com um cassetete" disse o estudante Alessandro Augusto, 19 anos. "Eu nao acreditei que ele iria me bater por nada, mas bateu."

Para o arquiteto Carlos Loureiro, 34 anos, o incidente foi "absurdo". "Moro a meio quarteirao e vi um policial jogando bomba nas pessoas", contou. "Nao dá para acreditar."

O tenente André Attie, do 12º Batalhao da PM, disse que, com o inquerito policial, será aberto um Inquérito Policial-Militar para averiguar os fatos. "Foi uma festa onde o pessoal bebeu um pouco demais e alguns, escondidos na multidao, tentaram enfrentar a polícia", afirmou. Segundo ele, um carro oficial foi danificado. "Usamos os meios necessários para conter a agressao."

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