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Metrô revê áreas na
mira das desapropriações

Itinerário será operado por um monotrilho e fará a ligação de
S.Bernardo com Capital, passando por Sto.André e S.Caetano


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

19/06/2012 | 07:00


O Metrô publicou no fim de semana edital para a contração de empresa de engenharia que fará a elaboração de cadastro individual dos imóveis a serem desapropriados em razão da construção da Linha 18-Bronze. O itinerário será operado por meio de monotrilho e fará a ligação de São Bernardo com a Capital, passando também por Santo André e São Caetano.

O projeto funcional elaborado pelo Metrô prevê a desapropriação de 51 áreas, que somam 200.876 metros quadrados. Agora, a empresa que vencer a licitação irá percorrer todos os imóveis para definir se terão mesmo de ser demolidos. A expectativa é de que esse processo reduza o número total de áreas.

As empresas interessadas na elaboração da lista de imóveis têm até o dia 1º de agosto para se manifestar. A abertura das propostas está prevista para o dia 3 do mesmo mês. Ainda não há previsão de investimentos.

O estudo é o primeiro passo para a construção do monotrilho, já que as desapropriações só podem ser feitas após a emissão de decreto de utilidade pública. Sem o documento, as obras não podem ser iniciadas.

Para tentar evitar as desapropriações dos novos condomínios residenciais na Avenida Aldino Pinotti, em São Bernardo, comissão com cerca de 250 pessoas se reuniu com representantes do Metrô e das secretarias estadual e municipal de transportes. "Fizemos a proposta para que o monotrilho passe pela Avenida Pereira Barreto, mas ainda não tivemos resposta", conta o analista de sistemas André Savoia, 30, um dos integrantes do movimento.

O trajeto da linha será definido após o dia 16 de julho, prazo para que as 12 empresas participantes do chamamento público lançado em fevereiro apresentem os estudos técnicos para a construção. A partir daí já será possível fazer a licitação para definir a empresa que irá executar as obras.

A expectativa do governo do Estado é de que os trabalhos comecem no início do ano que vem e o primeiro trecho, entre o Paço de São Bernardo e a Estação Tamanduateí, na Capital, seja entregue em 2015. O segundo trecho será a extensão da linha até o bairro Alvarenga e deve ficar pronto para 2016. O orçamento total previsto é de R$ 4,1 bilhões.

A Linha 18-Bronze terá 20 quilômetros, 18 estações e quatro terminais integrados. Todo o trajeto será elevado e terá como base os corredores viários já existentes. O Metrô estima que, em pleno funcionamento, o monotrilho receberá 300 mil usuários por dia útil. As 20 composições terão intervalo médio de 166 segundos.



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Metrô revê áreas na
mira das desapropriações

Itinerário será operado por um monotrilho e fará a ligação de
S.Bernardo com Capital, passando por Sto.André e S.Caetano

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

19/06/2012 | 07:00


O Metrô publicou no fim de semana edital para a contração de empresa de engenharia que fará a elaboração de cadastro individual dos imóveis a serem desapropriados em razão da construção da Linha 18-Bronze. O itinerário será operado por meio de monotrilho e fará a ligação de São Bernardo com a Capital, passando também por Santo André e São Caetano.

O projeto funcional elaborado pelo Metrô prevê a desapropriação de 51 áreas, que somam 200.876 metros quadrados. Agora, a empresa que vencer a licitação irá percorrer todos os imóveis para definir se terão mesmo de ser demolidos. A expectativa é de que esse processo reduza o número total de áreas.

As empresas interessadas na elaboração da lista de imóveis têm até o dia 1º de agosto para se manifestar. A abertura das propostas está prevista para o dia 3 do mesmo mês. Ainda não há previsão de investimentos.

O estudo é o primeiro passo para a construção do monotrilho, já que as desapropriações só podem ser feitas após a emissão de decreto de utilidade pública. Sem o documento, as obras não podem ser iniciadas.

Para tentar evitar as desapropriações dos novos condomínios residenciais na Avenida Aldino Pinotti, em São Bernardo, comissão com cerca de 250 pessoas se reuniu com representantes do Metrô e das secretarias estadual e municipal de transportes. "Fizemos a proposta para que o monotrilho passe pela Avenida Pereira Barreto, mas ainda não tivemos resposta", conta o analista de sistemas André Savoia, 30, um dos integrantes do movimento.

O trajeto da linha será definido após o dia 16 de julho, prazo para que as 12 empresas participantes do chamamento público lançado em fevereiro apresentem os estudos técnicos para a construção. A partir daí já será possível fazer a licitação para definir a empresa que irá executar as obras.

A expectativa do governo do Estado é de que os trabalhos comecem no início do ano que vem e o primeiro trecho, entre o Paço de São Bernardo e a Estação Tamanduateí, na Capital, seja entregue em 2015. O segundo trecho será a extensão da linha até o bairro Alvarenga e deve ficar pronto para 2016. O orçamento total previsto é de R$ 4,1 bilhões.

A Linha 18-Bronze terá 20 quilômetros, 18 estações e quatro terminais integrados. Todo o trajeto será elevado e terá como base os corredores viários já existentes. O Metrô estima que, em pleno funcionamento, o monotrilho receberá 300 mil usuários por dia útil. As 20 composições terão intervalo médio de 166 segundos.

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