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Região tem um roubo
a cada 15 minutos

Números registrados entre janeiro e outubro apontam 26.921
casos nas sete cidades, uma alta de 6,3% em relação a 2010


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

06/12/2011 | 07:00


Quatro assaltos por hora. Essa é a média alcançada pelo Grande ABC neste ano segundo os casos registrados pela Polícia Civil até outubro. O número, divulgado pela Secretaria de Segurança Pública, mostra que a região registrou 26.921 casos de roubos nos dez primeiros meses do ano, seja de veículos, casas, bancos, cargas ou pedestres. O número é 6,3% maior em relação ao mesmo período de 2010. No Estado, o crescimento nesse tipo de crime foi menor, de 4,2%.

As sete cidades registram taxa de 1.264 vítimas dos bandidos para cada 100 mil habitantes no artigo 157 do Código Penal (subtrair para si coisa alheia sobre grave ameaça). A conta engloba toda a região, mas Rio Grande da Serra, no entanto, tem população menor que 100 mil (são cerca de 44 mil moradores).

A cidade é uma das duas que tiveram queda nos roubos. São Caetano é a outra. Nas demais, enquanto o aumento foi pequeno em algumas, outras já ligam o sinal de alerta.

Para Rafael Rabinovici, delegado seccional de São Bernardo, a estatística não pode ser vista de maneira municipalizada. "Há uma migração de bandidos. Geralmente eles procuram os lugares mais prósperos para poder realizar seus crimes. E a economia do Grande ABC vem tendo crescendo, atraindo até bandidos da Capital. É um dos fatores", analisou.

O outro pode ser visto pela própria estatística da SSP, segundo a polícia. O Grande ABC teve queda em outros crimes, como o homicídio doloso (em que há a intenção de matar), reduzido em 16,1% entre janeiro e outubro em comparação ao mesmo período de 2010. Com isso, os criminosos estariam procurando outros meios para arrecadar fundos.

Mas os policiais confirmam que há epidemia. Mesmo com o aumento de efetivo da Polícia Militar para 4.000 homens neste ano. O número é considerado suficiente pela corporação.

A promessa é rever o mapeamento desses crimes para reforçar o policiamento. "Estamos atentos e trabalhando. Os cidadãos têm que entender", disse Rabinovici.

Casa é invadida em Sto.André

O comerciante André Mesquita, 36 anos, chegou em sua casa na Vila Tibiriçá, em Santo André, ontem, por volta das 16h, e achou que poderia descansar após longo dia de trabalho. Estava enganado. Um homem com um revólver calibre 38 invadiu sua residência, levou roupas, objetos e o Peugeot 307 preto que estava na gararem.

"A casa vive trancada, mas eles não respeitam. Há 15 dias foi a mesma coisa em outra casa do bairro. Está virando comum", disse.

É a rotina dos moradores da região. Em Mauá, cidade com o maior crescimento dos roubos, comerciantes estão contratando até vigilantes particulares para inibir a ação dos bandidos. Não adianta. A padaria da qual Idelainde Rocha, 40, é gerente, na Vila Guarani, foi assaltada duas vezes em apenas um mês. "Precisamos começar a fechar mais cedo", contou.



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