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Confiança menor no setor de serviço refletirá no emprego



06/10/2011 | 07:00


Derrubada pela economia mais fraca, a confiança dos empresários de serviços mostrou tendência declinante em setembro - o que deve interferir nas intenções de contratação para o final de ano. A análise é do economista do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Silvio Sales ao comentar a queda de 0,4% no Índice de Confiança do Setor de Serviços (ICS) em setembro, anunciada ontem. "Há uma clara tendência de queda na confiança. Até três meses atrás, havia um quadro de estabilidade. Mais recentemente, isso não se mostra mais", afirmou.

Isso é perceptível na evolução do indicador na análise trimestral. No terceiro trimestre deste ano, o ICS caiu 1,6% ante o segundo trimestre de 2011. Para Sales, o menor otimismo dos empresários do setor em setembro ficou mais "espalhado" entre os sete setores pesquisados pela fundação para cálculo do indicador.

Isso, na prática, impactou o indicador de perspectiva de emprego em serviços. Este subíndice não é usado no cálculo do ICS, mas mostra maior cautela das companhias em abrir novas vagas, na comparação com igual período no ano passado. Em uma escala de até 200 pontos, o indicador de emprego previsto em serviços se posicionou em 122,9 pontos em setembro deste ano; em igual mês do ano passado, este índice atingia 127,5 pontos.

Um dos destaques negativos foi o setor de serviços prestados às empresas, que engloba atividades jurídicas, serviços de limpeza em prédios e de arquitetura. O indicador de emprego previsto neste segmento foi de 126 pontos em setembro deste ano, ante 133,7 pontos em setembro de 2010. Somente em serviços prestados às empresas, o indicador caiu 3,7% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao segundo trimestre de 2011.

Sales explicou que o desempenho de serviços prestados às empresas é estreitamente ligado à evolução do ritmo da economia. Ele lembrou que, recentemente, o Banco Central diminuiu de 4% para 3,5% a projeção de crescimento do PIB para este ano. A percepção de uma economia mais fraca influenciou as expectativas dos empresários do segmento e, por consequência, afetou negativamente o setor de serviços como um todo em setembro.



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Confiança menor no setor de serviço refletirá no emprego


06/10/2011 | 07:00


Derrubada pela economia mais fraca, a confiança dos empresários de serviços mostrou tendência declinante em setembro - o que deve interferir nas intenções de contratação para o final de ano. A análise é do economista do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Silvio Sales ao comentar a queda de 0,4% no Índice de Confiança do Setor de Serviços (ICS) em setembro, anunciada ontem. "Há uma clara tendência de queda na confiança. Até três meses atrás, havia um quadro de estabilidade. Mais recentemente, isso não se mostra mais", afirmou.

Isso é perceptível na evolução do indicador na análise trimestral. No terceiro trimestre deste ano, o ICS caiu 1,6% ante o segundo trimestre de 2011. Para Sales, o menor otimismo dos empresários do setor em setembro ficou mais "espalhado" entre os sete setores pesquisados pela fundação para cálculo do indicador.

Isso, na prática, impactou o indicador de perspectiva de emprego em serviços. Este subíndice não é usado no cálculo do ICS, mas mostra maior cautela das companhias em abrir novas vagas, na comparação com igual período no ano passado. Em uma escala de até 200 pontos, o indicador de emprego previsto em serviços se posicionou em 122,9 pontos em setembro deste ano; em igual mês do ano passado, este índice atingia 127,5 pontos.

Um dos destaques negativos foi o setor de serviços prestados às empresas, que engloba atividades jurídicas, serviços de limpeza em prédios e de arquitetura. O indicador de emprego previsto neste segmento foi de 126 pontos em setembro deste ano, ante 133,7 pontos em setembro de 2010. Somente em serviços prestados às empresas, o indicador caiu 3,7% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao segundo trimestre de 2011.

Sales explicou que o desempenho de serviços prestados às empresas é estreitamente ligado à evolução do ritmo da economia. Ele lembrou que, recentemente, o Banco Central diminuiu de 4% para 3,5% a projeção de crescimento do PIB para este ano. A percepção de uma economia mais fraca influenciou as expectativas dos empresários do segmento e, por consequência, afetou negativamente o setor de serviços como um todo em setembro.

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