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Denarc prende amante de padre por extorsão em SP


Do Diário OnLine
Com Agências

20/08/2004 | 11:47


Depois das acusações de pedofilia contra o padre Hélio Aparecido Alves de Oliveira, mais um escândalo sexual atinge os Missionários Claretianos, em Rio Claro, interior de São Paulo. O padre Reni Bresolin, 41 anos, diretor administrativo do Colégio Integrado e Faculdades Claretianas da cidade, mantinha há anos relacionamento amoroso com a telefonista Helen Tânia Carvalho Hartmann Peixoto, 46. Na noite de quinta, o envolvimento dos dois virou caso de polícia e foi parar no Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos).

Com medo que a mulher cumprisse a ameaça de tornar o caso público, prejudicando-lhe a carreira, às 14h de quinta o padre foi ao Banco do Brasil, agência de Rio Claro, e sacou R$ 40 mil da conta da instituição religiosa. Pegou o dinheiro em envelopes e, como combinado com a amante, passou em frente à casa dela, na avenida Três, e jogou os pacotes na garagem para que ela os recolhesse.

Logo que arremessou o dinheiro, ele foi detido pelos policiais da equipe do delegado Pedro Pórrio, do Nape (Núcleo de Apoio e Proteção às Escolas), do Denarc. Em seguida, a mulher também foi detida. O padre, por ser diretor administrativo dos Claretianos, tinha o controle da conta bancária da instituição e poderia fazer o saque quando quisesse. No depoimento, Reni disse que estava sendo pressionado por Helen havia dois meses para abandonar a batina e se unir a ela definitivamente.

Os pagamentos que o sacerdote fazia para a amante, como contas de água e luz, já não eram suficientes e ela passou a pressioná-lo, dizendo que precisava de mais dinheiro, pois estava em situação financeira difícil. Segundo ele, se não ajudasse Helen, ela tornaria público o caso amoroso. Isso envolveria os encontros às escondidas em uma churrascaria de Limeira e em bares de municípios vizinhos a Rio Claro.

Helen afirmou ter conhecido o padre em 1997, quando ele era pároco da Paróquia São José Operário, em Rio Claro, e o procurou para aconselhamento espiritual, pois estava com problemas conjugais. Em 2001, segundo ela, o marido descobriu que era traído e acabou com o casamento de 22 anos. O padre disse gostar de Helen, mas não pretende abandonar a batina.

A mulher foi indiciada por extorsão, tendo o padre figurado como vítima no inquérito. Ambos foram liberados no final da noite passada. O dinheiro foi apreendido e será devolvido a um representante dos Claretianos, na próxima semana.



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Denarc prende amante de padre por extorsão em SP

Do Diário OnLine
Com Agências

20/08/2004 | 11:47


Depois das acusações de pedofilia contra o padre Hélio Aparecido Alves de Oliveira, mais um escândalo sexual atinge os Missionários Claretianos, em Rio Claro, interior de São Paulo. O padre Reni Bresolin, 41 anos, diretor administrativo do Colégio Integrado e Faculdades Claretianas da cidade, mantinha há anos relacionamento amoroso com a telefonista Helen Tânia Carvalho Hartmann Peixoto, 46. Na noite de quinta, o envolvimento dos dois virou caso de polícia e foi parar no Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos).

Com medo que a mulher cumprisse a ameaça de tornar o caso público, prejudicando-lhe a carreira, às 14h de quinta o padre foi ao Banco do Brasil, agência de Rio Claro, e sacou R$ 40 mil da conta da instituição religiosa. Pegou o dinheiro em envelopes e, como combinado com a amante, passou em frente à casa dela, na avenida Três, e jogou os pacotes na garagem para que ela os recolhesse.

Logo que arremessou o dinheiro, ele foi detido pelos policiais da equipe do delegado Pedro Pórrio, do Nape (Núcleo de Apoio e Proteção às Escolas), do Denarc. Em seguida, a mulher também foi detida. O padre, por ser diretor administrativo dos Claretianos, tinha o controle da conta bancária da instituição e poderia fazer o saque quando quisesse. No depoimento, Reni disse que estava sendo pressionado por Helen havia dois meses para abandonar a batina e se unir a ela definitivamente.

Os pagamentos que o sacerdote fazia para a amante, como contas de água e luz, já não eram suficientes e ela passou a pressioná-lo, dizendo que precisava de mais dinheiro, pois estava em situação financeira difícil. Segundo ele, se não ajudasse Helen, ela tornaria público o caso amoroso. Isso envolveria os encontros às escondidas em uma churrascaria de Limeira e em bares de municípios vizinhos a Rio Claro.

Helen afirmou ter conhecido o padre em 1997, quando ele era pároco da Paróquia São José Operário, em Rio Claro, e o procurou para aconselhamento espiritual, pois estava com problemas conjugais. Em 2001, segundo ela, o marido descobriu que era traído e acabou com o casamento de 22 anos. O padre disse gostar de Helen, mas não pretende abandonar a batina.

A mulher foi indiciada por extorsão, tendo o padre figurado como vítima no inquérito. Ambos foram liberados no final da noite passada. O dinheiro foi apreendido e será devolvido a um representante dos Claretianos, na próxima semana.

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