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São Caetano será terceira a adotar pregão eletrônico


Juliana de Sordi Gattone
Do Diário do Grande ABC

03/09/2005 | 09:51


Seguindo o exemplo de Santo André e São Bernardo, São Caetano será a terceira cidade do Grande ABC a adotar, até o fim do ano, o pregão eletrônico, onde as licitações são realizadas via internet. Conhecido também como e-gov, a modalidade tem crescido entre as administrações públicas com o objetivo de reduzir não só o tempo para concluir uma compra, mas também para diminuir custos. Atualmente, a economia gira em torno de 20% em relação aos preços de mercado, aplicados em licitações tradicionais.

Enquanto os processos presenciais – aqueles onde os participantes devem estar presentes – demora até 120 dias para ser concluído, o e-gov leva, no máximo, 20 dias. Além disso, qualquer pessoa pode ter acesso à página do pregão para acompanhar o processo, sem necessidade de senha ou login. "Isso torna a licitação mais transparente", defende o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB).

O projeto de lei, para modificar a modalidade, ainda não foi enviado à Câmara, mas o vereador Angelo Pavin (PPS) registrou indicação ao prefeito – com todas as normas. "Eu já conversei com Auricchio sobre o assunto e ele gostou muito da idéia. Mas como se trata de indicação, o Executivo poderá adaptar o projeto a sua necessidade", disse.

Segundo o prefeito, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) está implementando todo o novo processo, que inclui o plano de modernização administrativa, anunciado em meados deste ano. Ele explicou que para instalar o primeiro módulo de compra eletrônica basta acessar a BEC (Bolsa Eletrônica de Compras) que pertence ao Prodesp (Processamento de Dados do Estado de São Paulo). "Através desse sistema é possível atingir o pregão eletrônico, que permite compras, produtos e serviços no valor maior do que a BEC autoriza, de até R$ 8 mi."

Histórico – As prefeituras de Santo André e São Bernardo economizaram juntas no ano passado R$ 3,7 milhões com licitações eletrônicas, o que representa, em média, redução de 20% entre o valor cotado e o contratado no período. A diminuição dos custos é ainda maior se incluídos os gastos com publicação de editais.

Santo André realiza pregões eletrônicos desde 2002, quando contratou a empresa Paradigma Tecnologia de Negócios para dar suporte técnico às licitações pela Internet. No ano passado, dos R$ 12,3 milhões que a administração do prefeito João Avamileno (PT) esperava gastar com compras, contratou R$ 10 milhões, uma economia de 23% do que foi cotado para o que foi efetivamente comprado. Segundo a assessoria de imprensa, a medida foi adotada exatamente para desburocratização do processo e também por permitir economia de custo, tempo, material (papel) e funcionário.

Em São Bernardo a economia também foi significativa em 2004. Foram aproximadamente 1,9 mil negociações on-line que resultaram em uma economia de R$ 1,4 milhões. A administração do prefeito William Dib (PSB) esperava gastar R$ 7,6 milhões, mas contratou R$ 6,2 milhões, o que representa uma diminuição de 17,85% nos custos.



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São Caetano será terceira a adotar pregão eletrônico

Juliana de Sordi Gattone
Do Diário do Grande ABC

03/09/2005 | 09:51


Seguindo o exemplo de Santo André e São Bernardo, São Caetano será a terceira cidade do Grande ABC a adotar, até o fim do ano, o pregão eletrônico, onde as licitações são realizadas via internet. Conhecido também como e-gov, a modalidade tem crescido entre as administrações públicas com o objetivo de reduzir não só o tempo para concluir uma compra, mas também para diminuir custos. Atualmente, a economia gira em torno de 20% em relação aos preços de mercado, aplicados em licitações tradicionais.

Enquanto os processos presenciais – aqueles onde os participantes devem estar presentes – demora até 120 dias para ser concluído, o e-gov leva, no máximo, 20 dias. Além disso, qualquer pessoa pode ter acesso à página do pregão para acompanhar o processo, sem necessidade de senha ou login. "Isso torna a licitação mais transparente", defende o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB).

O projeto de lei, para modificar a modalidade, ainda não foi enviado à Câmara, mas o vereador Angelo Pavin (PPS) registrou indicação ao prefeito – com todas as normas. "Eu já conversei com Auricchio sobre o assunto e ele gostou muito da idéia. Mas como se trata de indicação, o Executivo poderá adaptar o projeto a sua necessidade", disse.

Segundo o prefeito, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) está implementando todo o novo processo, que inclui o plano de modernização administrativa, anunciado em meados deste ano. Ele explicou que para instalar o primeiro módulo de compra eletrônica basta acessar a BEC (Bolsa Eletrônica de Compras) que pertence ao Prodesp (Processamento de Dados do Estado de São Paulo). "Através desse sistema é possível atingir o pregão eletrônico, que permite compras, produtos e serviços no valor maior do que a BEC autoriza, de até R$ 8 mi."

Histórico – As prefeituras de Santo André e São Bernardo economizaram juntas no ano passado R$ 3,7 milhões com licitações eletrônicas, o que representa, em média, redução de 20% entre o valor cotado e o contratado no período. A diminuição dos custos é ainda maior se incluídos os gastos com publicação de editais.

Santo André realiza pregões eletrônicos desde 2002, quando contratou a empresa Paradigma Tecnologia de Negócios para dar suporte técnico às licitações pela Internet. No ano passado, dos R$ 12,3 milhões que a administração do prefeito João Avamileno (PT) esperava gastar com compras, contratou R$ 10 milhões, uma economia de 23% do que foi cotado para o que foi efetivamente comprado. Segundo a assessoria de imprensa, a medida foi adotada exatamente para desburocratização do processo e também por permitir economia de custo, tempo, material (papel) e funcionário.

Em São Bernardo a economia também foi significativa em 2004. Foram aproximadamente 1,9 mil negociações on-line que resultaram em uma economia de R$ 1,4 milhões. A administração do prefeito William Dib (PSB) esperava gastar R$ 7,6 milhões, mas contratou R$ 6,2 milhões, o que representa uma diminuição de 17,85% nos custos.

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