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Focos de dengue aumentam na região


André Vieira
Especial para o Diário

10/04/2008 | 07:00


O número de focos de dengue na região aumentou 37,5% em 15 dias. Juntas, as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires já detectaram 1.021 potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, o agente transmissor da doença. No último balanço publicado pelo Diário, em 26 de março, somados, os mesmos municípios haviam registrado 744 focos.

 Só a cidade de Santo André concentra mais da metade do contingente, 566 focos. Para a secretaria-adjunta de Saúde, Maria Adelaide Gonzalez, a intensificação da vigilância é um dos fatores que explicam esse aumento.

 Em parceria com as imobiliárias, a Prefeitura está fiscalizando também os imóveis desocupados. Além disso, no último fim de semana de março, mil notificações foram afixadas nas casas que estavam fechadas quando os agentes fizeram vistoria. Segundo Maria Adelaide, 576 munícipes ligaram para a Prefeitura no dia seguinte para marcar nova visita.

 Embora contribua com apenas 28 focos do total da região, só no mês de março, São Caetano registrou 13 novos criadouros. Segundo o assessor de vigilância em Saúde, Edson Raddi, o crescimento pode ser entendido como um fenômeno sazonal. “Após o período chuvoso a tendência é aumentar número de focos.”

 Raddi adiantou que a partir deste fim de semana, 100 jovens do Tiro de Guerra auxiliarão os trabalhos de vigilância.

 Até o momento, São Bernardo contou 369 focos, Mauá, 55, e Ribeirão Pires, 3. No entanto, mesmo com a rápida multiplicação, nenhum doente diagnosticado com dengue na região contraiu a doença no Grande ABC. Os 42 casos confirmados são de pacientes importados, ou seja, que contraíram a dengue em outros lugares.

 Diadema e Rio Grande da Serra não foram incluídas no levantamento. A primeira utiliza diferente método para contabilizar os focos de dengue, e a segunda ainda não registrou a incidência de criadouros.

 De todos os municípios da região, Diadema é o único que utiliza o índice de Breteau como forma de mensurar a quantidade de potenciais criadouros de dengue. O índice mede em percentual a quantidade de domicílios infestados.

 Segundo a Prefeitura, a média da cidade no índice é de 1,9% - quanto mais próximo de 5% estiver, maior o risco de uma epidemia. O deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB) criticou ontem, na Assembléia Legislativa, a proliferação da doença no município.


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Focos de dengue aumentam na região

André Vieira
Especial para o Diário

10/04/2008 | 07:00


O número de focos de dengue na região aumentou 37,5% em 15 dias. Juntas, as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires já detectaram 1.021 potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, o agente transmissor da doença. No último balanço publicado pelo Diário, em 26 de março, somados, os mesmos municípios haviam registrado 744 focos.

 Só a cidade de Santo André concentra mais da metade do contingente, 566 focos. Para a secretaria-adjunta de Saúde, Maria Adelaide Gonzalez, a intensificação da vigilância é um dos fatores que explicam esse aumento.

 Em parceria com as imobiliárias, a Prefeitura está fiscalizando também os imóveis desocupados. Além disso, no último fim de semana de março, mil notificações foram afixadas nas casas que estavam fechadas quando os agentes fizeram vistoria. Segundo Maria Adelaide, 576 munícipes ligaram para a Prefeitura no dia seguinte para marcar nova visita.

 Embora contribua com apenas 28 focos do total da região, só no mês de março, São Caetano registrou 13 novos criadouros. Segundo o assessor de vigilância em Saúde, Edson Raddi, o crescimento pode ser entendido como um fenômeno sazonal. “Após o período chuvoso a tendência é aumentar número de focos.”

 Raddi adiantou que a partir deste fim de semana, 100 jovens do Tiro de Guerra auxiliarão os trabalhos de vigilância.

 Até o momento, São Bernardo contou 369 focos, Mauá, 55, e Ribeirão Pires, 3. No entanto, mesmo com a rápida multiplicação, nenhum doente diagnosticado com dengue na região contraiu a doença no Grande ABC. Os 42 casos confirmados são de pacientes importados, ou seja, que contraíram a dengue em outros lugares.

 Diadema e Rio Grande da Serra não foram incluídas no levantamento. A primeira utiliza diferente método para contabilizar os focos de dengue, e a segunda ainda não registrou a incidência de criadouros.

 De todos os municípios da região, Diadema é o único que utiliza o índice de Breteau como forma de mensurar a quantidade de potenciais criadouros de dengue. O índice mede em percentual a quantidade de domicílios infestados.

 Segundo a Prefeitura, a média da cidade no índice é de 1,9% - quanto mais próximo de 5% estiver, maior o risco de uma epidemia. O deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB) criticou ontem, na Assembléia Legislativa, a proliferação da doença no município.

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